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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

João Carlos Faria

E uivamos a noite toda ...

O que dizer da vida? A vida sem seu oposto?
Tantos gritos nas gargantas. A infelicidade ronda os olhares.
Desejos de ter. E relâmpagos clareiam o céu é primavera.
E uivamos a noite toda.
Estamos em silencio. Gados indo ao matadouro opa ao serviço.
Ao estres diário de nossas vidas.
Oito horas para o patrão nosso de cada dia.
As vezes doze dia sim dia não.
Nos deliciamos em feriados, férias.
E o patrão nosso.
A se divertir mais ainda.
Como somos tolos.
Acreditamos em aposentadoria.
Férias. Décimo terceiro.
Enquanto a morte nos espera de braços abertos.
Sermos bons ou maus.
Reto ou torto.
Enquanto que nos cemitério de Paraibuna a frase nos
diz NOS QUE AQUI ESTAMOS POR VÓS ESPERAMOS.
Triste fim de executivos, padeiros. Açougueiros.
Políticos e ladroes …
Papas, presidentes.
Tudo mera questão de tempo.
E uivamos a noite toda como lobos sedentos de amor.
E nos silenciamos ao batermos o ponto de um novo dia.


Joka     

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