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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

João Carlos Faria

Como cantou Roberto Carlos é preciso saber viver ...

Formigas e cigarras jogam cartas na grama …
Quem nasceu para ser cigarra jamais vai entender a lida das formigas …
O céu azul de primavera … cercados por nuvens de chuva …
Na tarde …
Enquanto a cigarra canta a formiga trabalha …
E quem disse que o cantar da cigarra não é trabalho …
As cigarras anunciam a noite …
Enquanto as formigas em sua beleza trabalham …
Quanta vida nestes dois insetos …
E a noite de pira lampos …
Quando se atravessa a ponte ..
Nem valsa nem balsa …
É hoje …
Formigas e cigarras jogam cartas na grama …
E trabalhadores poem a prosa em dia …
Quem nasceu para ser cigarra jamais vai entender a lidas das formigas …
E por parabu las o profeta falou …
E eu e nós em nosso cantar vagabundo …
Vagamos pelo mundo …
Tentando desvendar a vida …
Somos cigarras e muitas vezes disfarçados de formiga …
E como cantou Roberto Carlos é preciso saber viver ...
E nesta nossa torta vida …
De galho em galho jogamos cartas em jardins …
Tiramos a sorte …
Muitas vezes eu cigarra muitas vezes eu formiga …
E como diria Fernando Pessoa quando vem o soco eu me desvio dele …
Já não há nada há fazer …
Já não sei mentir tanto ….
Quem nasceu para ser cigarra jamais vai entender a lida das formigas …
Afinal quem inventou o trabalho …
Que inventou … inventou … mas também deve ter inventado o direito autoral ..
Para viver de ter inventado o trabalho...
Não sou Deus mas para mim todos os dias são o sétimo dia …
Que trabalho temos para cantar …
Quem nasceu para ser cigarra jamais vai entender a lida das formigas …
Só sei que temos nosso direito a cantar … E da um trabalho ...



JOKA

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