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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

MINHA MOEDA É O SOL ( edu planchêz )

( à Julinho Pereira e Marcelo Ferraz)

Em minhas veias corre sangue, não dinheiro,
morava em uma vala, mas nunca me faltou o sonho,
a beleza de correr vistas, mãos e pés...
pelas joias da lama,
pelos corredores dourados da fértil lama,
da fértil claridade do que sempre vem
para os que mergulham mais que os caranguejos,
que correm mais que os ratos,
mais que as barbatanas do peixe-trovão

Agora sou a noiva, o buquê e o véu,
a fatia do bolo
e as uvas que nos cobrem os cabelos

Do mundo real, trago o fubá,
do irreal, as retinas da alma
de minha irmã Ana Lúcia

E eu que estive no colo do charco,
continuo no colo do charco,
nas pestanas do larva-mãe,
nas camadas sub cultâneas
do imaginário

Eles, os meus amigos,
continuam acariciando cédulas
e moedas, as contas para pagar...
e eu, continuo com a certeza
que a minha moeda é o sol

( edu planchêz )



Não dá para ficar indiferente a poesia de Edu Planchêz ... Ele meu caro Diego El Khouri se faz sobrevivente nesta selva de pedras ... Seus valores só são seu. Não adianta julgarmos ou darmos palpites diante da poesia que ele faz só nos resta editá-las ..
Como não temos moedas de ouro. E não nos fazemos judas por 3 moedas de ouro.
Que este poeta seja reconhecido em vida. Pois depois de nada vale ... Não pagarão suas contas hoje ...
Enfim a poucos sobreviventes ... Edu escolheu seu caminho .. Deixou emprego estável numa repartição pública federal nos anos 80 ... Lançou -se ao sonho de ser pop star com várias bandas. E se consolida em louca poesia ...
Não somos indiferentes ao ser humano Edu … Ele nos choca … E nós causa a estranheza de tentar se aventurar na vida de sua maneira …
Ninguém é igual a ninguém … E não classifiquemos este poeta numa geração beat …
Ele é poeta de sua geração de seu tempo.

JOKA 

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