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domingo, 1 de setembro de 2013

JOKA

O mar é Deus e o barco sou eu.

Dedicado ao irmão Harley Campos ...

Uma onda de frio passou por minha alma. Aqui fora um calor de verão em pleno inverno. E meu coração totalmente frio. Estou perplexo diante deste mundo então ouço Dorival Caymmi visito pessoas em praças. Passeio por cemitérios conferindo as datas de nascimento e datas de morte. E a um infinito numa vida entre o nascer e o morrer.
Por mais pouca fé que temos não compreendemos a metafisica da vida e da morte. Andar em hospitais e se sentir perdido. Imaginar-se ali um dia. Leio poemas para amigos enfermos nunca sei o que dizer quanto tempo ficar? Tudo me paralisa eu voltarei preciso aprender a ser humano.
Por mais que nossas vidinhas mediucres nos faça achar que temos muitos afazeres para que temos pressa um caixão nos espera com uma grande paciência. E a morte vem queiramos ou não.
Eu não saberia jogar xadrez com ela ainda não aprendi a jogar. Mestre Ingmar Bergman sabia?
Não tenho raciocínio matemático.
Nem sei caminhar sozinho em meio a florestas escuras. Chapeuzinho vermelho ao sete anos tem mais coragem que eu já na maturidade.
Expliquem para mim porque eu deveria dar palpite na vida politica logo eu que preciso aprender a
navegar na vida com minha jangada? E uma música do tempo em que fui Católico Apostólico Romano dizia o mar e Deus e o barco sou eu.
E a vida segue caminhos estranhos sempre amei a vida politica já sonhei com a presidência da Republica hoje já não sonho com nada. Quero a dura realidade da vida. Que para mim não tem nada
de dura. Se bem que com o calor que fez hoje estar dentro de um ônibus não era tão confortável assim. Mas a vida esta dentro de um ônibus num domingo feliz. E eu na porta de um teatro fechado.
É domingo e o teatro estava fechado? Que estranho este meu lado cultural e artístico que nunca sai do lugar nunca terei uma grande obra? Ou farei um grande filme como PROMETHEUS de Ridley Scott. Gostaria de ter a universalidade de criar uma trans mídia com a obra de Nietzsche imaginem um CD com seus textos. Criar músicas, uma peça de teatro e um filme com este filosofo das artes?
Mas a burocracia de nosso mundo não nos permite. E devo ser daqueles artistas bem mediucres. Consumir um monte de arte sem saber entende las dentro da alma não nos serve. Devemos sentir na alma. Dorival Caymmi é profundo em sua simplicidade consegue entender com sua alma a vida dos pescadores.
E eu compreendo a vida em nosso Vale do Paraíba e suas montanhas sagradas? Talvez sim talvez não.
Uma onda de frio passou por minha alma. Trago no coração minha alma as vezes fria as vezes quente.
E o sol e a lua sempre em nossas vidas. Não entendo a vida muito menos a morte.



João Carlos Faria     

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