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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

João Carlos Faria

Universo

Tanteando no sombrio labirinto da literatura de Carlos Drummond de Andrade a torre de Jorge Luiz Borges e o que é a infinita literatura?
Onde se escreve os saberes da humanidade e os sabores do pão da vida … Eu que tateio reles homem comum … Por entre livros e vida … As vezes numa madrugada onde as pálpebras pesam de sono … Preso a mediocridade dos problemas humanos do dia a dia …
Um simples programa de TV nos leva a sensibilidade de Borges … Onde não há um teclado sinto muito desaprendi a escrever em cadernos … Mas retenho a emoção em minha memória contrariando alguns escritores do cotidiano.
A emoção fica cravada em nossa memória .. Que universo é este que um Drummond um Borges pode nos levar e eles foram humanos tanto quanto eu.
Não invocarão nenhuma divindade nem um Deus para nos descrever a vida …
Mas que vida é esta? Que nos vai passando. Não somos imortais …
Quem sou para entende los estes mestres de oficio que é escrever …
E hoje uma garota se assustou numa padaria a ouvir a palavra pastel de belém …
Que saboreei na tarde após uma fila repleta de gente o que é mais importante que gente? Animais e o céu … E o labirinto que Borges nos leva … Ou o cotidiano de Drummond …
Literatura é vida seja qual for o estilo eu simplesmente não consigo classificar obras em estilo, poesia, conto, romance, cronica, música para mim é arte …
Como um quadro, um filme e uma dança ..
A arte nos eleva, nos choca … Vamos com ela para céus e abismos …
Ela é inútil … Não é técnica as vezes panfletária …
Mas ler Borges … Drummond nos seduz e nos faz ter um encanto pela vida …
Que seria de mim mortal sem a literatura …
Sem os livros sagrados … Sem as religiões sem a ciência...
Para mim tudo é algo só mal e bem …
Deus e Diabo …
Enfim em nós a mal e bem …
Estou aqui … E não estou …
Tanteando no sombrio labirinto da literatura …
Sou arte sou parte sou todo … Tudo e nada …
Deus e Diabo … Que estrago nos faz a ausência de Solfidone ...
E tudo nasceu com a palavra e o universo se fez ao som e na dança de Gaia …
Sou outro depois de beber de Borges, Drummont …
E me faço o mesmo …
A vida segue e as palavras estão registradas no universo …
Contrariando João Guimarães Rosa … Viver é muito gostoso … E não perigoso …
Mas perigo nos faz viver … Dancemos com GAIA a ciranda da criação do universo ...


JOKA
        

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