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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

JOKA

Necessidade …

Dedicado ao poema de Luiz Carlos Barata …

Viver se faz perigoso … Viver é gostoso … Deve ser estranho não ter um corpo.
Deve ser estranho morrer … Mas nascer e morrer se faz necessário.
Que aventura deve ser perder o corpo. Deixar as amarras … Os desejos …
Esquecer-se da família … Dos amores que muitos não tem …
Dos amigos …
Então enquanto vivermos … Vamos saborear a vida … Saborear a família … Amigos …
Sentir dores … Ter desejos …
Viver … É necessário … Viver é navegar …


João Carlos Faria


(Por Luiz Carlos Barata Cichetto)

Grossos tempos estes, em que o rabo abana o cachorro
Em que o pedido de um cigarro é um pedido de socorro
Que as ruas estão cheias de merda, de sangue e urina
E o importante é a vaidade, o dinheiro e a purpurina.

Grossos tempos estes, dos olhos borrifados de pimenta
Tempos coloridos artificialmente com balas sabor menta
Em que ruas estão cheias de estudantes iletrados e burros
Pichando contra a parede e contra o vento dando murros.

Que tempos grossos são estes, do controle da existência
Da morte infantil e do aborto como forma de resistência?
Tempos em que precisamos da legislação sobre o viver
E em que a morte é uma desculpa de nosso sobreviver.

Enfim, que grossos são estes tempos, de ódio disfarçado
De igualdade falsa, desigualdade real e ócio desgraçado?
Tempos das esmolas santas e do futebol que mata a fome
Em que pessoas não existem, apenas uma foto e um nome.

14/06/2013

É uma pena que jornais como O VALE não tenham espaço para publicação de poemas ou um caderno de literatura a arte as vezes retrata de uma maneira sensivel que nos faz entender a realidade aqui um poema de Luiz Carlos Barata.
Confira.  

JOKA
O primeiro contato com Luiz Carlos Barata Cichetto foi numa entrevista nowww.entrementes.com.br que entre outras coisas me fez ver que estou certo em escrever todos os dias e agora com este poema confirma-se um poeta lúcido de grande talento com uma boa leitura do mundo recomendo que Edu Planchêz grave um video. Entre outros valeu Diego El Khouri.
ou Tempos Grossos

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