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quarta-feira, 28 de agosto de 2013


JOKA

Mundo Verde

Dedicado ao colunista Paulo Martini do jornal O VALE.

Por entre leituras e músicas … Entre o fim e o meio … Onde esta o começo?
Entre as Deusas e os Deuses …
Um Sol vem em direção a terra? E a vida sempre continua … Na eternidade …
Viver é bem estranho tantas verdades nas páginas de livros ..
O pequeno Príncipe enxerga o universo através de uma flor assim um poeta me confidenciou …
Depois lembrei -me do balseiro de Shidarta que conhecia o universo através dos rios ..
É a vida se o Sol nos cegará não sei ? Para onde vamos não tenho certeza ..
Só sei que existimos … Talvez não com estas personalidades mas existimos ..
O Sol virá com certeza ou não …
Ma o vento de um fim de tarde me faz real …
Os jardins das cidades construídas na Amazônia que reaparecem …
Enfim tudo se faz mistérios … Mas o vento me encanta …
As estrelas me encantam …
E o calor do dia não me aborrece …
Estamos livres e nos fazemos algema?
É estranho … E a escritora que só escreveu alguma linhas num dia inteiro …
É só ela desligar o computador e caminhar é a poesia se fará presente nela …
Enfim viver é uma dadiva … Não me lembro de nada antes de estar aqui?
Quem fui … Quem não fui …
Mergulho no deserto e tento reencontrar minha essência …
Meus caros um amigo me falou que sobreviveremos bem sem nosso ego …
Deixamos a essência no comando …
E tudo se faz real e as vezes nem tão real assim …
Enfim já não tenho certezas de nada … Por isto sempre estou no caminho …
E a música e os jardins da Amazônia citado num escrito de Paulo Martini …
Tudo me encanta … Tudo nos seduz … Já não escrevo em cadernos ..
Tudo se perderá no universo virtual …
Quantas linhas tortas … E nunca se acaba …
Tudo sempre infinito … Cade a cultura a arte … A sabedoria daquele povo da Amazônia …
E não temos Jorge Luiz Borges para escrever a história deste povo …
Quantos mistérios … E um sol em direção a terra ..
E a vida a cada nascer do Sol …
Por entre leituras e músicas … Entre o fim e o meio … Onde esta o começo?

João Carlos Faria






Paulo Martini

OS SEGREDOS DA FLORESTA

Aos poucos, a Amazônia revela seus segredos com a exploração sustentável
A floresta amazônica continua sendo um imenso patrimônio verde de valor incalculável, antes valorizada pela exploração direta de seus bens, hoje mais valorizada ainda por seus novos atributos que permitem um novo tipo de exploração: a sustentável. A exploração que se utiliza da própria natureza para renovar o bem explorado.
O período romântico da exploração nos mostrava a Amazônia como fonte suprema de todos os bens. A borracha foi o início, vindo depois os bens minerais, principalmente o manganês da Serra do Navio, no Amapá, e o minério de ferro da Serra dos Carajás, no Pará. Na esteira destas descobertas, apareceram as lateritas enriquecidas em níquel do Vale do rio Trombetas e as bauxitas de Paragominas, ambas também no Pará. A última grande descoberta desta fase foi a jazida de cassiterita do rio Pitinga no Estado do Amazonas. O estanho explorado ali é de tal quantidade que acabou quebrando o cartel boliviano que mandava nos preços em nível internacional. Afirma-se até com uma ponta de orgulho de que a Amazônia possui três das maiores minas do planeta: respectivamente Carajás, rio Trombetas e rio Pitinga.
Sobre o ponto de vista geológico então, a floresta amazônica tem correspondido. Ela tem nos mostrado rigorosamente todo um rico acervo mineral, incluindo agora novas e importantes jazidas, dentre elas ouro e cobre, sem contar com aquelas de óleo e de gás do rio Urucu, no município de Coari, Estado do Amazonas.
Os segredos da floresta, no entanto, continuam existindo e não se está falando aqui de novas biodiversidades que são trazidas à luz quase que diariamente pelos cientistas e pesquisadores. Os segredos são balizados por constatações que geram perguntas cujas respostas trazem mais dúvidas e mais perguntas.
Um destes segredos trata das cidades-jardins que estão sendo estudadas, em meio aos formadores do rio Xingu, na fronteira entre os estados do Mato Grosso e do Pará. As cidades compreendem feições circulares medindo entre 500 e 1000 metros, ligadas entre si por linhas muito retas (estradas) e de vegetação rasteira, fruto de translado permanente. A cobertura vegetal ao redor das “cidades” mostra tons verdes mais claros, em contraponto ao verde escuro refletido da floresta nativa e não alterada.
Os cientistas apontam que tais ambientes poderiam ter sustentado dezenas de milhares de brasileiros pré-colombianos. Brasileiros que sabiam conviver com a floresta de forma bem mais harmônica do que a maneira que fazemos hoje. Outras cidades-jardins devem existir por lá, mas estão ciosamente guardadas pela floresta.
Um outro segredo que está sendo desvendado pelo Museu de Etnografia da USP é aquele das terras pretas ou terra dos índios como também é conhecida. A terra preta é formada por rico material orgânico composto por uma mistura de folhas com restos de alimentos, ossos, espinhas de peixe, cinzas e fezes. Tudo isto muito bem compostado, se transforma em solos muito ricos e de alta produtividade, muito mais ricos do que os pobres solos lateríticos amazônicos. Eles acompanham os sítios arqueológicos dos nossos irmãos que ali viveram antes de Colombo e de Cabral. Estas terras estão sendo encontradas na margem direita do rio Solimões, logo a montante do encontro das suas águas com o rio Negro.
A distribuição mais regional destas terras se esconde novamente debaixo do dossel da mata. A ocorrência de solos semelhantes pode ser a chave de toda uma extensa rede de ocupação do Brasil em priscas eras.
Exemplo disto é a descoberta de solos semelhantes nas barrancas do rio Forqueta. Sabem onde fica este rio? No primeiro degrau da Serra de Nordeste, município de Marques de Souza, estado do Rio Grande do Sul. Para lá de bacana não acham?












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