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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

JOKA

As escuras noites

O universo se expande. Minha cabeça se expande com o cantar de Nietzsche sua voz ecoa pelo século vinte e um. Segundo um amigo se fará presente daqui a mil anos.
Em algum lugar do futuro estaremos debatendo Nietzsche se bem que Solfidone sempre dizia que já estávamos juntos desde o Egito.
Ajudamos na construção das piramides . É a vida na eternidade mas este momento se faz presente só este momento. Em que nas madrugadas conto estrelas e espero o cantar dos pássaros em meio a uma selva de pedras.
Quem derá poder dormir. Faz tempo que não sei o que é uma boa noite de sono. Dormir é um prazer. Enquanto não despertamos deste eterno sonhar.
Como Nietzsche fala em sua leveza sobre religiões. E decreta a morte de Deus … Nem sempre concordo com que escreve. Não sou agnóstico. Mas temos que achar nosso religar. Sem precisarmos de instituições. Mas nos seres humanos não nascemos sozinhos.
Precisarmos de nossos pais .. ou alguém que nos crie. Precisamos de uma educação que nos faça humanos? E vivemos hoje numa sociedade de hiper consumo.
Será que somos tão diferentes assim do mundo de Nietzsche ? Este filosofo amplia meus horizontes. Quebra o tabu ao falar de Deus ou na multiplicidade. Coloca a matemática num importância divina. E já fiz escritos sobre a matemática. Temos que dominar os cálculos entender a razão e a metafisica.
Deus não precisa aparecer para mim para mostrar que existe. Os cantos dos pássaros nas madrugadas comprovam sua existência.
A fé organizada se faz necessária em suas diversas culturas … Muçulmanos … Cristãos ...Budistas religiões Afro … E segue …
Cada um que descubra sua fé … Tenho a minha e já não preciso prega lá.
Já basta Jesus Cristo em sua cruz ...
Caminhos são caminhos de qualquer maneira sempre passamos pelos abismos. Pela dor para se chegar ao amor.
Não devemos temer a solidão. Nem as escuras noites.
É clichê mas o Sol se faz brilho. E um dia quem sabe seremos estrelas …
Para ter fogo necessita-se a faísca … Enfim para refletir precisamos debater. Nos questionarmos …
Ninguém carrega a bandeira da verdade. Enquanto Alguém debate ...
Quem ousa pegar a lampada de Diógenes?
Se ainda não nos fizemos homens?
Se ainda estamos adormecidos?
Cade Diógenes ?
Se um dia tornar-me cineastas. Quero registrar na tela as ideias de Nietzsche … Eu as devoro … as trasformos e as reciclo … Somo autofágicos … Somos Oswald de Andrade …
Cade a luz? Estamos em trevas?
Cade as trevas ? Estamos na luz?
Cada um que construa sua escada ?
As escuras noites sem ver pirilampos estamos na cidade … Não vivo na Mantiqueira.
Não canto o mundo a partir da cidade de Monteiro Lobato como Ricola.
Estou na selva de pedra … Na cidade na urbe …
E cade Solfidone ? Em algum lugar colhendo seus signos ...
Não importa continuaremos através dos séculos na eterna busca da Ciência do Bem e do Mal ..
Enfim … a vida segue … Vou caçar pirilampos … Enquanto em Paris a moça retratada por Cassiano Ricardo toma café …
Hoje já não há bolsa … Mas o comunismo e o fascismo se debatem … E sinto que já não sabemos a diferença …
É a vida bem e mal estão dentro de nós …
No mais sigamos nossa estrada de ilusões, amores …
Enquanto a selva de pedras nos consome ...


João Carlos Faria  

Um comentário:

Celeste febe disse...

Será que estamos perdidos na selva de pedras?