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domingo, 21 de julho de 2013

JOKA

Arte o negocio do ócio

Desculpem cansei de escrever sobre politica por estes dias talvez seja a ressaca das manifestações de junho que tiveram no Brasil.
Estou com fome de poesia. Estou com sede de arte. Esta arte que nos move a viver que nos faz criar. Neste momento ouço Força Estranha de Caetano Veloso e hoje uma pessoa me pediu vários discos ela os coleciona para buscar na internet os nomes da música pensei se estivesse com minha câmera? E ai depois ponderei é muita exposição de modo desnecessário vale mais a poética do momento sobre a luz do sol numa banca de revista. A vida se faz urgente e não devemos viver de marketing. Somos frutos desta sociedade mediática queremos desnecessariamente as luzes?
Não precisamos de nada disto. Nos tornarmos populares não nos faz ser felizes. Vivemos nesta atormentada sociedade capitalista. Agora sou louco a ouvir Balada do Louco com Ney Matogrosso as musicas fazem parte de mim as canto todo os dia mas só.
Ando a refletir sobre minhas futuras açoes culturais e politicas em nossa sociedade o marketing tomou conta da originariedade … Ja fui muito marqueteiro queria estar na mídia a qualquer custo. É a influencia da perversa industria cultural. Hoje reflito muito se irei lançar outros livros? E para que lançar livros?
Meus textos geralmente são todos publicados não fico produzindo material inédito. O livro para mim seria para preservar alguns textos.
Mas vejo a necessidade hoje do registro em papel. Ajuda na divulgação de nossos escritos imaginem uma ação com a divulgação de um jornal com uma tiragem de dez mil exemplares numa Flip?
Precisamos pensar em criar editoras, gravadoras, produtoras de documentário e cinema.
A região em que moro o Vale do Paraíba e suas proximidades com o Sul de Minas Gerais é de uma grande riqueza artística e cultural.
Mas as produções só estão focadas na arte educação nada contra. Mas falta uma força da iniciativa privada e o poder público para a produção artística.
Falta descobrirmos como criar obras que também tenha um apelo comercial que alcance o mercado.
Dias destes comprei um livro de Nietzsche A gaia Ciência pela editora Escala por dez reais. O caminho é este , mas como firmar novos escritores. Quais são os critérios de uma linha editorial.
Acabei me perdendo na seleção de poetas para os cds de poesia que já editamos pelo projeto Cidade das Palavras junto com Marcelo Planchez e colaboração de Elizabeth Souza. E no fim produzi meu CD O destino da chuva.
É um caminho produzir autores em separado. Pois cada um tem sua linha enfim devemos debater os caminhos da produção artística e cultural de hoje no Brasil.
Acredito na necessidade de um fundo de cultura e arte no Brasil nos Estados e Municípios mas não só voltado para arte educação que seja amplo geral e irrestrito.
Enfim devemos aperfeiçoar o mercado e o poder público gerando transparência.
O Brasil é repleto de talentos em várias áreas e precisa de incentivo e formentação.
O debate da politica artística e cultural e amplo. E deve acontecer constate mente para chegarmos a um pais plural.
E já chegamos a conclusão que só votar não muda um pais. Nossos vícios estão em nossa cultura.
Enfim precisamos pensar, trabalhar e agir. E nos reinventarmos enquanto indivíduos e de forma coletiva.


João Carlos Faria

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