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terça-feira, 25 de junho de 2013


O Vale caderno Viver
http://www.ovale.com.br/viver/belo-desabafo-1.417559

JOKA

Viver

Em tempos de manifestações espero que não passe despercebido ás belas matérias do Caderno Viver hoje em sua capa com Camila Morita. Recentemente outros artistas plásticos. Nossa região sempre com bons talentos. Também gostei de umas matérias com uma série de cineastas. Em tempo pode haver um debate sobre as políticas artísticas e culturais da região. Embora também ache que artistas não devem viver em torno de instituições culturais. Espero que as ruas como em Maio de 1968. Tragam novos ares as artes no Brasil e no mundo que estas contestações voltem a influenciar as artes. Que hoje parecem se institucionalizar. E cadernos como O VIVER sempre nos põem a par destas mudanças. Mostrando nos a importância da imprensa em fazer um filtro com critério. Este jornal pode avançar criando um caderno de Literatura. Assim mostrando a cena no mundo, Brasil e região... Enfim O VIVER é um Oasis neste importante cenário de transformações da sociedade contemporânea o mundo se transforma... Pois as artes  nos faz refletir e agir. Como diria o lema de 1968 é proibido proibir.

João Carlos Faria

Matéria do jornal



 Viver&
June 25, 2013 - 06:25

Belo desabafo

Camila Morita
Camila Morita
Camila Morita expõe sentimentos em telas - Personagem é usada de vitrine para que a artista mergulhe na carga da vida
São José dos Campos

É por meio de uma personagem que a joseense Camila Morita -- primeira artista em ascensão no Vale do Paraíba participante da série “Novas Caras da Arte”, publicada todas as terças-feiras no Viver & --, de 33 anos, expõe seus desabafos.
Essa moça delicada e sensível retratada sobre as telas, parecida com Camila fisicamente -- o que a própria artista plástica demorou para constatar --, sem nome, apareceu por um acaso quando desenhava em um quadro à época em que ainda tinha um escritório de arquitetura em São José dos Campos, e nunca mais saiu de seus trabalhos.
“É muito terapêutico para mim. É um momento de extravasar”, disse.
Toda essa extravagância artística a ajudou a deixar a arquitetura para segundo plano e fez de suas obras seu ganha pão.
Mas todo o processo para que isso se tornasse natural passou por momentos conturbados. “Quando comecei a vender, eu achava estranho. Pensava: ‘Por que alguém quer comprar uma coisa que eu fiz por desabafo?’. Não entendia”, contou.
Hoje, três anos depois, garante que já se acostumou e gosta da ideia de uma pessoa comprar uma tela que saiu de seu sentimento para fazer parte da vida dela.

Produção. Como na maioria dos artistas, Camila não tem regras para produzir.
Já chegou a ficar seis meses sem fazer nenhum trabalho, mas também há épocas em que produz todos os dias.
Não há rascunho, não há uma prévia imagem do que será retratado.
Todas as obras dela são desenhadas na própria tela, com grafite ou lápis à base de óleo, e depois pintadas com tinta acrílica ou aquarela.
“Geralmente, minhas produções vêm de uma crise, da carga de um trecho da vida, do que está acontecendo”, diz ela, que trabalha em casa.
Dessa forma, quando está preparando telas para alguma exposição, costuma ficar introspectiva, concentrada, focada em suas obras.
Camila conta que acredita e desacredita na arte o tempo inteiro e que, por isso, pintar sempre vai fazer parte dela. Mas pode querer ou não expor o que produzir. “Já cheguei a recusar exposição por não estar bem, não querer”.

Mostra. No momento, a artista está em produção.
No dia 25 de julho, ela inaugura uma mostra no Empório Duvin, no Guarujá, com o tema “Imersão”.
Ela diz que se trata do trabalho mais profundo que já fez, em que realmente faz uma imersão nos seus sentimentos, nas suas lembranças: saudade, despedidas, encontros.
Diferentemente do que costuma fazer, as telas usdas como plataforma serão em formatos pequenos, de no máximo 30 X 30 cm. Na última exposição que fez, as telas mediam 1 X 1m.
“É um novo exercício para mim. Sempre precisei de mais espaço, até quando não tinha tanto conteúdo”, conta.
Suas novas obras ainda serão colocadas numa moldura em forma de caixa (“caixinhas de lembrança”), vedadas com vidro, que representa os olhos dela, pelos quais vê o mundo.
“O oco entre o vidro e a madeira pintada é o lugar onde tive o livre arbítrio para as escolhas dos sentimentos. A madeira pintada é, então, a impressão do que ficou”, explica.

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