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domingo, 9 de junho de 2013



JOKA


Anos rebeldes


"Esconder-se no porão, de vez em quando, é necessidade vital. Precisamos de silêncio e solidão, e, não, apenas os poetas. Senão, corremos o perigo de nos esvairmos em som, fúria e esterilidade. O campo para que a palavra se instale para o autor e para o leitor é o campo do silêncio e da audição."

[Adélia Prado]


Frase de Adélia achada na internet. Este porão que esta dentro de nós se faz necessário. Nada como o silencio. Abster-se de falar e escrever. Muitas vezes inicio um processo de escrever quase diariamente. Mas muitas vezes é melhor o silencio. As vezes arriscar um mau poema. Que não passa a verdade que sentimos. A escrita sempre nos faz correr riscos. Vivemos numa sociedade que achamos que devemos estar em cena o tempo todo.
Na cena artística que encontrei em minha cidade era necessário se fazer de louco e de besta. Embarquei por muito tempo nesta bobagem. Me aventurei. E hoje começo a me achar no silencio. Graças a muito murro em ponta de faca. Graças a muitas feridas que ainda não cicatrizaram.
Gosto muito de politica e de arte. E ainda não me conformo de não conseguir alcançar espaços. De sempre ser anonimo. E não ter importância alguma. Tento me acostumar a ser só publico das movimentações humanas. E conviver com a escrita. Que me faz dar ao mundo a opinião que o mundo não se interessa em saber. Infelizmente ou felizmente não sou tão politico assim. Nunca terei tantas realizações. Mas é divertido. Sempre estou de expectador nos lugares onde acontecem e nos bastidores. Sempre informado pelas ruas da cidade. Ou ao telefone.
Falar de politica, arte e filosofia para mim é um prazer imenso. Delicio-me ao ler jornais. Principalmente em papel aquele que suja nossa mão. Parece que a internet não nos faz refletir é tudo fragmentado. Queremos mais emitir opiniões nos fazer presentes que entender o mundo que nos cerca.
E este mundo sempre com tantas possibilidades, econômicas, sociais, espirituais. Estamos no olho no Furacão. E acho que no momento temos uma grande influencia dos anos sessenta que transformarão o mundo.
Tantas marchas acontecendo, tanta gente nas ruas. Infeliz emente muito atos de vandalismo. Mas as pessoa estão se mexendo por modismo? Ou sede de transformação?
Com o tempo saberemos. As ruas são o palco para grandes mudanças.
Temos que ver isto. Atos de vandalismo nunca levam a lugar nenhum.
Mas a agitação das redes sociais. Se fazem agora nas ruas.
A vida se transforma. Espero ver uma grande música surgir. Um novo cinema. E novas maneiras de ver e fazer politica.
A vida se transforma. As sociedades se trans formão.

João Carlos Faria       

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