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domingo, 19 de maio de 2013


Tarja Dantesca

Ricola de Paula
Como se eu não soubesse dos obituários dos últimos anos,
Tantas valas comuns ,mortos sem nome.
Como se menores fossem os nossos pecados.
Como subestimar os homens?
Essa porra loca sapiana
Mostra o poder do fogo na idade da pedra.
Tem a primazia de ser seu próprio inimigo.
Transforma a matéria e não sabe como descarta-lá.
O capital opera engrenagens
Que engranam o sistema
Engana com sua ode canina.
Água quente sobre a gangrena.
Congrega, coordena o jugo do poder
Conglomera , manipula
Põe, tira, rapa,fuck.
Esse transito medonho
Vai nos matando aos poucos.
O cotidiano tenso eletrifica 
o camarada “zé ninguém”
De Wilhelm Reich .
Seu beijo morno anis estrelado
Narinas úmidas e o coração disparado.
No crepúsculo da sua vulva
Meu querer se agiganta e encapsula.
 Ricola de Paula
Forja ...

Na tarde de partidas de futebol e o desejo que floresce.
Aquele desejo que faz o homem nascer.
As vezes até para o mal mas faz.
Um poema de Ricola de Paula nos faz acordar para a vida.
Como uma dose não de drogas malditas que desfazem
mulheres e homens.
Mas uma dose de uma pilula de Matrix.
Que com sua leitura nos tira do sono.
Senhor poema ...Tarja dantesca …
Que merece ser lido e relido como um mantra.
A poesia quando se faz poema nos tira do chão.
Eu poeta farsesco. Me rendo a poesia de Ricola de Paula.
Que vive entre a Serra da Mantiqueira e a cidade plasmada
no Vale.
Cidade doente de ares poluídos …
Desgovernada … Sem rumo.
Só o falso progresso … É a vida …
Poetas veem o mundo com outros olhos.
Poetas estão no mundo para abrir nos a percepção.
Viva sem falsa modéstia Ricola de Paula.
Que se forja poeta …

João Carlos Faria

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