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segunda-feira, 20 de maio de 2013


JOKA

Bahia de amores e sabores

Caiu em minhas mãos novamente a poesia de Gregório de Matos que talento. Sua poética se faz atual pois no que li ou reli fala da alma do divino da vida e da morte.
É a vida e a morte está presente em nós assim como o desejo. Nada como poemas para retratar a alma a vida e a ausência de gloria. Poetas são seres estranho ao mundo. Na época de Gregório e hoje também seres estranhos ao meio. Meio fora de qualquer sistema por mais que se achem integrados.
Tudo é estranho nesta vida que se faz rara. Não há o viver que se faça fácil mas sempre prazeroso.
Celebremos a vida numa taça de vinho. Baco nos enebria. E nos eleva as estrelas. A poesia nos transporta a Baco.
Eu homem abstenio saúdo a Baco. Que a orgia se faça de saberes de dissabores da alma. E de sabores da alma. Nunca saberemos o que a luz se não vivenciarmos as trevas?
Ninguém é perfeito. Não vejo fantasmas nas madrugas de insonias. Vejo a vida passar vagarosamente. E nada como a leitura de poetas para sentir a vida plena no mais comum cotidiano.
Eita vida cercada de TV,rádios,internet. E para que precisamos de tanta comunicação?
Se no fundo estamos sós. Se no final morreremos sós.
Mas enquanto isto desfrutemos da família de qualquer tradição e com uma propriedade.
Afinal rendemos culto ao mercado. Nossas frustrações são satisfeita com o consumo nosso de cada dia.
E a TV é o altar é o Deus de todas as casas? As famílias se reúnem em volta da TV.
Em que somos diferentes em nossa fé do tempo de Gregório?
Imaginem a Bahia de Todos os Santos em sua época … Quantas praias …
Quantos amores e sabores …Ali se fazia nascer um Brasil.
No calor … no estupro racial … na dizimação de povos …
E somos frutos de um estupro civilizacional de uma invasão territorial.
Não fomos descobertos. Fomos escravizados ..
O império sempre o império em suas varias faces …
Antes Inglaterra … hoje América do Norte …
E caímos em tentação diante de qualquer império …
Não somos independentes ainda somos colonia …
Me mostrem alguém livre?
E tudo se faz vida … Dancemos aos sabores e amores de Baco …
Hó poetas de ontem, amanhã e hoje …
Vos saúdo … Bebemos da taça de Baco …
E nos enebriamos da verdade …
Que o amor nos una …
Porque o ódio separa ..

João Carlos Faria   

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