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sexta-feira, 31 de maio de 2013









Cantiga para não morrer


Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.

Ferreira Gullar



JOKA

O desvendar do espelho

Elá se foi ela pelas ruas, como nunca tinha andado solta .. Buscando desvendar os segredos das ruas.
Como um pássaro recém fugido da gaiola … Quando menina sempre estranha e agora mulher solta no mundo. E uma simples maçã lhe é ofertada.
Ó doce mulher não coma desta fruta ? Nunca ouvistes falar que não devemos aceitar nada de estranho?
A vida não precisa encurta-se ainda não é hora de atravessar o espelho?
Por favor não coma?
Não é hora não se jogue …
Não nos deixa com a tristeza de uma vida que se vai.
Ó doce mulher … Tens muito ainda a fazer antes de atravessar o espelho.
Este espelho que nos espera. Poucos sabem ir e voltar além do espelho.
Não comas deste fruto … Por favor não …

João Carlos Faria

quarta-feira, 29 de maio de 2013






Das ruas de São José dos Campos São Paulo Brasil ...
Foto JOKA  

segunda-feira, 27 de maio de 2013


JOKA

Use me?

As estrelas já se aproximam neste outono glacial. Branca de neve esta adormecida num leito de cristal. Enquanto moças se dizendo as vadias gritam na rua sete de setembro. Achei as bem tranquilas para se dizerem vadias. Pareceu-me moças conservadoras?
É estranho ver um protesto com o olhar de fora eles passam e nada acontece. Nossa sociedade se acomodou parece que todos queremos manter tudo como esta?
Não queremos que nada se transforme ? Pobre da Venezuela com sua revolução Boliviana se perdem na ilusão de mudar. Parece que o poder é sempre o mesmo. Quem leu a revolução dos Bichos de George Orwel deve saber disto? Mil novecentos e oitenta e quatro é hoje?
Nada muda e Branca de neve continua a dormir em seu leito de cristal … Enquanto todas nossa comidas e bebidas estão envenenadas. Enquanto fanáticos matam em nome de Deus? Enquanto lideres mundiais matam sem piedade. E branca de neve adormecida?
E nós junto com eles nunca esboçamos reação ? Quem protesta nem sabe para que protesta?
E o poder se mantém o mesmo entra governo e sai governo tudo sempre igual?
E epidemias e mais epidemias. Pessoas do mesmo sexo se casam? E a família se afunda em abismo sombrios?
As estrelas já se aproximam neste outono glacial …
E vivemos numa sociedade em que tudo se parece politicamente correto? E quem de nós esta correto?
Será que se estivecemos no comando não faríamos tudo da mesma maneira ?
Se não houver uma mudança de percepção em relação ao mundo nada muda?
Mas onde há mulheres e homens de uma grande ousadia? Já não se sabe o que é mulher ou homem no mundo atual?
Os papeis estão trocados … E tudo se inverte … E a família se afunda num abismo ?
E somos imbecis politicamente corretos sempre a serviço deste podres poderes. E nos achamos modernos? Inteligentes? Ousados ?
A caretice tomou conta de nós. E passamos a vida em branca nuvens …
Tudo parece sem sentido. Se não temos algo a conquistar?
A vida se faz uma grande ilusão. Me interessa o sabor do café. E este barulho de chuva. Isto me parece real.
E a noite chega. Enquanto algum planeta não cruza a orbita da terra?
E a vida se esvazia … Para que servem mesmo as revoluções?
Vejo nas ruas de São José dos Campos um desenho com um cérebro e uma frase Use-me?
Vi num sonho várias mulheres cercadas numa rua qualquer do Brasil usavam véus e quase eram apedrejadas.
Este sonho esta longe de acontecer? A vida passa. Mas nossas utopias não devem passar.
Devemos buscar concretizá-las …
E branca de neve continua adormecida num leito de cristal?
Enquanto ainda estivermos adormecidos ela continuará adormecida.

João Carlos Faria

domingo, 26 de maio de 2013


JOKA

Da lata

De lata em lata, de maconha e cocaína ... De todas as drogas ... Vemos explodir a epidemia de crack mundo afora.
Sinal que estamos numa pior. Nos anos sessenta droga era para perceber outros mundos.
Hoje ela é uma passagem segura para o inferno.
Nos anos sessenta a politica era para mudar o mundo.
Hoje ela serve para manter o STATUS QUOR ...
O velho sistema carcomido …
E nós só assistimos impossibilitados de gerar mudanças?


João Carlos Faria

terça-feira, 21 de maio de 2013


JOKA

Sorrateiramente

Ventos de outono na tarde. E o tempo passa. E a vida se vai com o vento da tarde.
E a noite se faz presente sorrateiramente. E as pessoas passam, nos passaremos.
A vida é breve. Mas o que não é breve?

João Carlos Faria


segunda-feira, 20 de maio de 2013


JOKA

Bahia de amores e sabores

Caiu em minhas mãos novamente a poesia de Gregório de Matos que talento. Sua poética se faz atual pois no que li ou reli fala da alma do divino da vida e da morte.
É a vida e a morte está presente em nós assim como o desejo. Nada como poemas para retratar a alma a vida e a ausência de gloria. Poetas são seres estranho ao mundo. Na época de Gregório e hoje também seres estranhos ao meio. Meio fora de qualquer sistema por mais que se achem integrados.
Tudo é estranho nesta vida que se faz rara. Não há o viver que se faça fácil mas sempre prazeroso.
Celebremos a vida numa taça de vinho. Baco nos enebria. E nos eleva as estrelas. A poesia nos transporta a Baco.
Eu homem abstenio saúdo a Baco. Que a orgia se faça de saberes de dissabores da alma. E de sabores da alma. Nunca saberemos o que a luz se não vivenciarmos as trevas?
Ninguém é perfeito. Não vejo fantasmas nas madrugas de insonias. Vejo a vida passar vagarosamente. E nada como a leitura de poetas para sentir a vida plena no mais comum cotidiano.
Eita vida cercada de TV,rádios,internet. E para que precisamos de tanta comunicação?
Se no fundo estamos sós. Se no final morreremos sós.
Mas enquanto isto desfrutemos da família de qualquer tradição e com uma propriedade.
Afinal rendemos culto ao mercado. Nossas frustrações são satisfeita com o consumo nosso de cada dia.
E a TV é o altar é o Deus de todas as casas? As famílias se reúnem em volta da TV.
Em que somos diferentes em nossa fé do tempo de Gregório?
Imaginem a Bahia de Todos os Santos em sua época … Quantas praias …
Quantos amores e sabores …Ali se fazia nascer um Brasil.
No calor … no estupro racial … na dizimação de povos …
E somos frutos de um estupro civilizacional de uma invasão territorial.
Não fomos descobertos. Fomos escravizados ..
O império sempre o império em suas varias faces …
Antes Inglaterra … hoje América do Norte …
E caímos em tentação diante de qualquer império …
Não somos independentes ainda somos colonia …
Me mostrem alguém livre?
E tudo se faz vida … Dancemos aos sabores e amores de Baco …
Hó poetas de ontem, amanhã e hoje …
Vos saúdo … Bebemos da taça de Baco …
E nos enebriamos da verdade …
Que o amor nos una …
Porque o ódio separa ..

João Carlos Faria   

domingo, 19 de maio de 2013


JOKA

Alma corsária

Alguns minutos para a alma ..
Bem vazia ..
Em dia de partidas de futebol.
E noite cheia de estrelas.
Em frio cortante …
Alguns minutos para a alma …
Que se faz distante desconectada do corpo.
Que se faz em falsos desejos …
Que nunca constroem almas.
Como ainda somos vazios?

João Carlos Faria 

Tarja Dantesca

Ricola de Paula
Como se eu não soubesse dos obituários dos últimos anos,
Tantas valas comuns ,mortos sem nome.
Como se menores fossem os nossos pecados.
Como subestimar os homens?
Essa porra loca sapiana
Mostra o poder do fogo na idade da pedra.
Tem a primazia de ser seu próprio inimigo.
Transforma a matéria e não sabe como descarta-lá.
O capital opera engrenagens
Que engranam o sistema
Engana com sua ode canina.
Água quente sobre a gangrena.
Congrega, coordena o jugo do poder
Conglomera , manipula
Põe, tira, rapa,fuck.
Esse transito medonho
Vai nos matando aos poucos.
O cotidiano tenso eletrifica 
o camarada “zé ninguém”
De Wilhelm Reich .
Seu beijo morno anis estrelado
Narinas úmidas e o coração disparado.
No crepúsculo da sua vulva
Meu querer se agiganta e encapsula.
 Ricola de Paula
Forja ...

Na tarde de partidas de futebol e o desejo que floresce.
Aquele desejo que faz o homem nascer.
As vezes até para o mal mas faz.
Um poema de Ricola de Paula nos faz acordar para a vida.
Como uma dose não de drogas malditas que desfazem
mulheres e homens.
Mas uma dose de uma pilula de Matrix.
Que com sua leitura nos tira do sono.
Senhor poema ...Tarja dantesca …
Que merece ser lido e relido como um mantra.
A poesia quando se faz poema nos tira do chão.
Eu poeta farsesco. Me rendo a poesia de Ricola de Paula.
Que vive entre a Serra da Mantiqueira e a cidade plasmada
no Vale.
Cidade doente de ares poluídos …
Desgovernada … Sem rumo.
Só o falso progresso … É a vida …
Poetas veem o mundo com outros olhos.
Poetas estão no mundo para abrir nos a percepção.
Viva sem falsa modéstia Ricola de Paula.
Que se forja poeta …

João Carlos Faria

sábado, 18 de maio de 2013


JOKA

Olhar

A arte da fotografia é um mistério quando arte nos revela as almas do mundo.
Fotografar é despertar desejos. Gerar ideias e transformar o olhar.
Tantos e tantos fotógrafos a nós dizerem tanto.
Arte fotografia é arte.
E nos traz o amor a vida. Mesmo retratando os piores momentos de um ser humano.
Ou uma simples mosca na sopa …
A vida vale ser vivida em qualquer situação.
E o cotidiano nos revela seus segredos pelo olhar de um fotografo.

João Carlos Faria

JOKA

Olhar

A arte da fotografia é um mistério quando arte nos revela as almas do mundo.
Fotografar é despertar desejos. Gerar ideias e transformar o olhar.
Tantos e tantos fotógrafos a nós dizerem tanto.
Arte fotografia é arte.
E nos traz o amor a vida. Mesmo retratando os piores momentos de um ser humano.
Ou uma simples mosca na sopa …
A vida vale ser vivida em qualquer situação.
E o cotidiano nos revela seus segredos pelo olhar de um fotografo.

João Carlos Faria

JOKA

Silencio

A mentira sempre a mentira. Cercada por emoções baratas. E nos deixamos levar. E a vida esta
plena e abudante. E nos cercamos de tantas emoções para que?
Damos tiro em nosso pé a todo momento. E nos deixamos levar. Quando mais nos mexemos mais nos afundamos.
Falta nos o silencio. Falta nos reflexão. Falta nos dialogo.
E alguém sempre ganha com nossa falta de fé.
Com nossa atenção a assuntos banais com jeito de importância.
Ultimamente esforço-me pelo silencio.
Será que se tivecemos o poder na mão não faríamos igual ou pior?

João Carlos Faria     

sexta-feira, 17 de maio de 2013


JOKA

Escrever é preciso …

Aos Ratos Diversos ...

Tarde abusada de outono … O frio corta a pele … cachorros latem … Ouço músicas melancólicas … E tudo segue com direito a rotina … Que bem vivida se faz experimentada … A vida tem lugar comum. Mas as rodas de poetas estão acontecendo no Brasil. E o inferno que inferno. Onde esta o inferno? Políticos adentram ao inferno .. Em festas … E poetas dançam e cantam em bares … São Os ratos diversos que incendeiam a poesia no Rio de Janeiro grupo que existe a sete anos. Embalando as madrugadas cariocas já estive num sarau deles em plena Lapa lá declamei alguns versos vazios na madrugada. A Lapa que maravilha de Lapa numa madrugada …
Declamar versos noite a fora nos dias de hoje parece fora de moda. Mas onde poetas se preocupam com a moda? Tudo é fora de moda quando não se é badalado. E poetas incendeiam a internet com poemas em vários sites e redes sociais.
Nunca se escreveu tanto. Nunca escrevemos tanto. Qualidade ? Quem de nós pode avaliar pois escrever é preciso. Transgredir os costumes e a vida comum que se faz diária. Buscar no cotidiano a filosofia de cada dia. Sabendo que não transformamos nada. Mas é preciso sim criar. Se fazer tempestade. Pular abismo brincando de amarelinha. Vamos saltar. Vamos pular e vencer. A vida é tudo e nada.
E assim Os ratos diversos mostram ao mundo seus poemas na boemia carioca …
E nos inspiram a continuar a vencer a solidão e achar um grupo de poetas. Amigos que desfrutem de poemas da escrita.
A escrita esta em nosso sangue … Sejamos ousados e abusados … Enfrentemos esta ausência de fé. Ausência de alma. Criemos espaços em qualquer lugar pára a poesia, teatro, dança, musica,cinema.
E qualquer arte que possa ser inventada … Não nos esquecemos da moda. Da criação de roupas.
Vamos incendiar este planeta que precisa de poesia. Que precisa ir além do vil metal. Deste pragmatismo quiê corroê a politica e a desfigura.
Sejamos Ratos Diversos …

João Carlos Faria   

quarta-feira, 15 de maio de 2013




JOKA

A arte enfim nos transforma ...

Viver se faz preciso ..buscar se realizar faz se necessário por entre o cotidiano, fazemos nossas pegadas pela vida. Vida que se faz em instantes .. Num mundo cheio de guerras externas. Vivemos nossas batalhas internas. Quero aprender a dar vazão a minhas ideias de artes plasticas de arte de uma forma geral ir além dos escritos. Surge o desejo de uma arte que seja quase eterna mas que primeiramente me satisfaça. Escrever é sempre um desafio dias destes recebi uma critica que enquanto poeta ainda me faço sofrivivel um grande canastrão. Talvez nos versos ainda eu seja mentiroso mas voltar a criar poemas me satisfez mais que a vaidade de publicá-los. Mas deixei por dias de escrever uma prosa contundente que me satisfaz é a nostalgia de um bom escrito. Nem sei para que escrevo mas sinto a necessidade de expressar-me. É estranho pintar as ideias de roupas de moda e artes plasticas, fotografia e cinema e não se fazer materializas. Então só eu me diverto com minhas criações mentais? Não tenho tantas habilidades assim preciso desenvolve las me acho canastrão quando vejo minhas performances gravadas. Mas o prazer daqueles momentos ficam em minha memória. E de repente uma foto já antiga postada. E sempre de novo e de novo. Não sei se um dia conseguirei participar de um espetáculo de teatro bem multimídia e bem dirigido. Me cansei por um tempo dos sarais eles parecem um eterno ensaio. E chegada a hora de um palco com um personagem bem construído. De um filme com um bom roteiro. Não quero envelhecer em algum trabalho normal. Não me acho normal o suficiente para estar encaixado nesta sociedade que se faz doente e consumista. A vida sempre nos reserva boas surpresas. E um palco é uma grande surpresa temos muito a construir a arte enfim nos transforma. Vejo o duelo entre o grafite e as cidades. Calma gente esta faltando bom senso. Os espaços existem as cidades precisam de arte para tirar o cinza. Mas sempre deve haver dialogo e não o choque de opiniões. A arte se faz as vezes selvagem sem limite. Mas estes artistas são muito poucos surgem de vez em quando no geral a poucos visionários. Mas que as cidades precisam de um colorir nas sombrias paisagens urbanas precisam.
Enfim devemos sempre refletir nosso papel enquanto indivíduos e enquanto coletividade. E se os donos dos imoveis não querem seus imoveis sejam grafitados?Eles tem todo o direito. As vezes podem não gostar da proposta a ser feitas nos muros?E ai devem aceitar? Enfim falta dialogo. Falta entender para que realmente servem as instituições culturais. Mas será que artistas realmente precisam de instituições culturais ?Nunca soube de algum artista de grandes proporções que se destacou com apoio de qualquer instituição? Pois instituições artísticas, imprensa de modo geral fazem parte do que esta estabelecido enfim não querem de fato mudar a ordem vigente?
Algum governante quer mudar de fato ? Se ele já governa?Por isto precisamos do oxigenar de poucos artistas que surgem. Mas não que este artista seja vulgar e se de ao kaos e fuja da luz.
A luz se faz necessária nascer em nossos corações. A arte nos transforma. Não devemos deixar nossa alma se perder na escuridão do abismo. Devemos acender a tocha da luz. E ajudar a humanidade a se transformar. Primeiramente nos transformando fazendo nascer o super – homem dentro de nós. Que Sofia diante do abismo nos abra as portas da percepção. Que o amor nos encha de luz.

João Carlos Faria     

segunda-feira, 13 de maio de 2013


JOKA

Areia

Amores, sabores. No dia a dia. E a rotina faz se finita .. Igual e ao contrario … Vejo as montanhas azuis ao longe … Lemos poemas inacabados … E dentro de nos vai surgir o sol .
Nem sempre temos muito a dizer. Diriam fiquemos em silencio … Mas que silencio.
A tarde se faz silenciosa .. E a eterna reflexão para que vivemos?
E então porque devemos morrer?
Temos a real certeza que nos fazemos presentes aqui?
As horas passam e muitas vezes as vejo passar. Eu deveria segurar no ponteiro do relógio.
Não deixar a areia escorrer pela ampulheta …
Nunca depende de nós.

João Carlos Faria   

JOKA

Crianças brincam nas ruas de amarelinha … E tomamos café … Nadamos em praias bravias, a cidade se enche de vida. É cotidiano … Estamos vivos …

João Carlos Faria  

sábado, 11 de maio de 2013


JOKA

Na insonia de noites perdidas ...

Tarde sedenta de vida … De vontade …
Tarde cheia de ilusões impossíveis …
Outono a mente esta inquieta …
Buscando o silencio …
As madrugadas não passam …
E a noite se faz profunda …
Canais e mais canais de televisão na insonia de noites perdidas …
Desliga-se a televisão … Apaga-se a luz e a vida vem em uma torrente de imagens ..
Madrugadas cheias de vida …
Enquanto não vem o sol …
E a lua nos conta seus segredos …
E a vida fluí entre noite e dias …
Quem sabe vem a paz ...

João Carlos Faria  

sexta-feira, 10 de maio de 2013


JOKA

Educação

Depois de fazer dois anos de estágio em escola pública e ter que aguardar a formatura para voltar a escola é estranho.
Nada como um ambiente escolar que nos dá muito prazer. Mesmo com todos os conflitos existentes numa escola que acho bem natural em se tratando de relações humanas.
Para isto tem sempre um antidoto estudar a fundo os mestres da educação, Paulo Freire, Piaget, Freud, Vygostky, Darcy Ribeiro.
E nada como assistir a uma palestra de José Pacheco da escola da Ponte com seu domínio da educação.
Acho bem estranho se criticar a base teórica pois ela nos ajuda a refletir. E estudando estas figuras sem bitolagem teremos muito mais segurança.
A educação tem muito para se transformada. E estamos ai para arregaçar as mangas. Mas qualquer profissional precisa de um justo salário e condições boas de trabalho.
Sem isto não se fortalece a educação. Há muitas ideias no pais sobre educação e pouca ação prática de governos.
Falta um esforço politico de toda a sociedade para transformar a escola em algo que ajude o ser humano a entender este estranho mundo em que vivemos.
Mas também deve haver um preparo para que o indivíduo entenda o mercado de trabalho. E tenha também um conhecimento amplo sobre si mesmo e o mundo que o cerca.
A escola não pode perpetuar esta ciranda nefasta de cidadãos analfabetos políticos.
Precisamos ter uma formação em que entendamos de economia, teorias econômicas, teorias ideológicas. Para sabermos por onde escolhermos nossos governantes. E assim vivermos numa sociedade onde indivíduos entendam seu papel social.
E não uma sociedade que se baseia no ter. Precisamos readquirir valores humanos.
Enfim educação deve nos transformar. E nos fazer cidadãos.

João Carlos Faria

quinta-feira, 9 de maio de 2013


JOKA

Uma história das ruas ...

Ouvi esta historia nas ruas. Vivia um sábio isolado numa ilha e ai vários lideres religiosos
de várias religiões se juntaram para ir visitar o sábio da ilha. E fizeram a aventura cheia de perigos no meio do oceano. Chegaram em meio a uma tempestade .. O navio quase afundou. Acalmou-se o mar e foram a ilha encontraram o sábio e lá ficaram por uns seis meses falando de Deus nas várias religiões.
E dado o tempo foram embora e já a uns quinze quilômetros da praia e uma tempestade a se aproximar estava lá o sábio andando sobre as águas e perguntando sobre uma oração que não tinha aprendido.
Ai um dos pregadores apavorado falou não precisa não. Continue com sua sabedoria.

João Carlos Faria     

quarta-feira, 8 de maio de 2013


JOKA

O cantar do galo ...

Povo, praça … poemas ?
Jovens na praça …
Maduros na praça …
Amamos o dia …
Amamos a filosofia …
E amamos a vida …
Que seja abundante …
Estejamos novamente nas praças …
A Celebrar o eterno renascimento da poesia …
Arte … vida … amor … Que o abracemos ao próximo …
Sem nenhuma reserva … Sem falsidade …
A vida se faz rápida … Sempre a a possibilidade do trem partir …
Estamos na eterna estação …
Não sabemos a hora do cantar do galo …
Saudade de amigos … Saudade … saudade … saudade …
De encontros de músicos , poetas … e gente de todas as classes sociais …
De todas as matizes ideológicas …
Celebrando o eterno renascimento da poesia …
Voltemos o tempo se faz urgente …
Magoas, tristezas e cansaços tudo passa …
Vamos celebrar o hoje …
A arte nos une … O egoismo nos separa ..
Qual é mais forte?
O amor ou a guerra?
Qualquer hora desta o galo canta …
Então façamos cirandas nas praças …
Viva a celebração ao renascimento da poesia …

João Carlos Faria    

JOKA


Mero militante de causas impossíveis

A vida urbana é mais cheia de risco que imaginamos. Como não se encher destas traquinagens eletrônicas por estes dias me deparei com um destes celulares chamados androides … E ai é muito sedutor. Mas me esforço para resistir e ficar com o PC. Prefiro curtir o tempo livre em bancas de revista … Em caminhadas e passeando pelo centro da cidade. Ver o que rola na visão do povo. Ando trabalhando em madrugadas e ai descubro o valor de uma boa noite de sono. Tenho muitos amigos virtuais que podem tornar-se reais. Gosto de politica mas felizmente não participo dos esquemas. Me esforço para nunca aderir. É melhor passar a vida inteira como mero militante de causas impossíveis. A fazer parte deste jogo de xadrez da politica tradicional e profissional. Neste jogo corremos o risco de perder nossa alma … Como bons escritores sempre descreveram. É melhor andar de cabeça erguida pelas ruas da cidade. Imaginem fazer o jogo sujo nas câmaras e congressos de nosso pais? Não tenho O príncipe de Maquiavel como livro de cabeceira. Prefiro alguma literatura mais humana e sóbria. A poesia nos ensina a liberdade. Ler jornais nos satisfazem. A vida é muito passageira para se jogar a toalha e abraçar o poder sem nenhuma base ética. O básico de nossa sociedade seria um luxo de uma realeza da idade média. Não devemos querer ter muito para sobreviver. A vida no Brasil do século dezenove era dura de mais. Hoje temos uma variedade de conforto e acesso a bens de consumo e usamos tudo isto de maneira correta? Volto a acreditar na ideia de empreendedorismo de ousadia comercial de tentar se livrar do patrão. A causa liberal me seduz. Quero é uma singela liberdade econômica. Para fazer o que quiser de meu dia e não vender minha horas. A vida como sempre repito é curta e somos eternos mutantes …
Quero voltar a frequentar sarais em praças públicas. Conviver com gente que tenta ver o mundo de outra maneira. Tenho hoje minhas dúvidas se a arte muda o mundo? Mas que ela me transforma a cada dia que passa me transforma … Que saudade de bons livros .. Enquanto leio Dom Casmurro de Machado de Assis em breve me livro das apostilas da faculdade e poderei ler o livro de Pedagogia que mais me atraia. Nada como completar uma formação acadêmica. Só falta os estágios, alguma matérias e o famigerado Trabalho de Conclusão de Curso.
É a vida se fechando em vários ciclos … É a vida abundante em espiritualidade, arte, politica e filosofia. E somos vitimas e algozes nesta torta sociedade de consumo … E a praça é sempre do povo. Dos pássaros e da cidade.
Saberíamos viver longe da diversidade que a cidade nos oferece?


João Carlos Faria          

terça-feira, 7 de maio de 2013


JOKA

Sofia

Dia frio enquanto ouve-se cantos gregorianos enquanto não chega a madrugada … E a noite chega devagar .. E a vida se esvai … Estamos nos preparando para as vidas que virão?
Sofia na rua conversa … E a tarde passa … Nada para se reclamar … Compramos remédios para as dores que não vieram. Mas há remédios para as dores da alma ? E Deus joga bola em algum campo de várzea … Enquanto as igrejas estão lotadas … E em nome de Deus quantas atrocidades cometemos? Quantas verdades nos são ditas ? E Deus surfa em uma praia … Ou vivemos Deus em nosso coração ou viveremos a perder tempo em templos.

João Carlos Faria  

JOKA

Caverna ...

Entre o mar e a terra .. Entre o ar e a terra … Céus azuis.
Outono … almas voam em sonhos …
O cantar gregoriano …
E as infinitas possibilidades da vida …
E a sutileza de conflitos existênciais …
Viver é enfrentar seus próprios demônios …

Entre o mar e a terra .. Entre o ar e a terra … Céus azuis.
Ventos que nos movimentam …
Banhado, Rio Paraíba, Mantiqueira …
E o Oceano Atlântico ao longe …

Entre o mar e a terra … Entre o ar e a terra … Céus azuis …
Enfrentar a vida sem medo … Sem desesperar -se
A milênios abandonamos as cavernas como podemos ainda ter medo de escuro?

João Carlos Faria    

domingo, 5 de maio de 2013


JOKA

Facebokianos.

Oroboros ... oroboros ... oroboros ...
Cantantes na ensolarada tarde ..
Domingo …
A noite virá …
Anjos em desenhos facebokianos …
Cantantes … Ouço a música … de poetas …
E nas ruas caminhamos em manhãs de outono.
Faz calor …
Cantantes na ensolarada tarde …
Domingo …
Tudo se esvai sentimos o tempo passar ..
E em pesadelos cochilantes demônios infernais …
Cantantes na ensolarada tarde …
O inferno não é um lugar agradável para passar a eternidade …
A morte virá …
E a vida virá …
Anjos em desenhos facebokianos …
Cantantes na ensolarada tarde …
Domingo …
A noite virá …
Oroboros … oroboros … oroboros ...

João Carlos Faria
,



sábado, 4 de maio de 2013


JOKA


Paraisópolis


Sol, tarde de outono.
Mantiqueira … porteiras …
Pássaros, passeios de vaca ..
Sol, tarde de outono.

Sol, frutas na arvore …
Mantiqueira … Jabuticabas …
Sol, caminhos … Outono …

Sol, vento … mover-se …
Paraisópolis …
Sol, tarde de outono.

João Carlos Faria

Livrimente inspirado nas fotos de Braga Barros

quinta-feira, 2 de maio de 2013


JOKA

A arte é livre

Sem ser saudosista mas São José dos Campos já teve uma tradição libertária muito boa nos anos noventa. Uma geração encontrava-se todos os sábados na Praça Afonso Pena onde conversava-se sobre filosofia, esoterismo. Poesia, literatura e sobrava um tempinho para politica.
Durou até 2002. Quando tomamos outros rumos. Fala-se tanto no isolamento da internet.
Boas ideias são simples é só as pessoas se encontrarem sem criar eventos, projetos,produtores.
Sem precisar de nenhum tipo de instituição. Ali aprendi muito e vale para toda minha vida. E porque não as pessoas não se encontram no dia de hoje em qualquer parte deste pais.
Tentei retomar várias vezes nestes últimos anos mais nada aconteceu as melhores coisas da vida
são espontâneas.
Estão tentando burocratizar a criação artística. A arte é livre.
A filosofia é livre. Não devemos institucionalizar tudo.
A burocracia é uma amarra. A filosofia liberta …
Pelo menos devemos tentar ser visionários. Quebrar a cara … Nos fortalece.

João Carlos Faria  

quarta-feira, 1 de maio de 2013


JOKA

Utopias

É tarde e o picadeiro esta vazio.
É tarde o palco esta vazio.
É tarde o mundo esta em silencio.
E o sol se pós …
E a vida segue …

É tarde … Cade as almas errantes …
É tarde … Por onde anda o amar.
É tarde … Cade nossas utopias …

A vida segue … Em brados em rotinas de amor.
Nunca é tarde … Viver é sentir e amar o universo ..

É tarde … Mas ainda realizaremos nossas utopias …
Pássaros cantam … É tarde ...

João Carlos Faria