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segunda-feira, 15 de abril de 2013


JOKA

Nossos poemas não dizem nada

Desisti do poema ele não dizia nada o apaguei. Estava sem sentido … Sem metáfora …
Mas desistir de um poema não é desistir da poesia. Que esta em nós … Não sou concreto ..
Nem abstrato … Meu poema não tem cor … Talvez ritmo.. Quero um poema que possa ser música.
Que possa ser declamado em sarais .. Que passe força e ao mesmo tempo ternura.
Quero um poema que retrate nossos preconceitos. Esta sociedade politicamente correta me enoja. Nós brasileiros somos caretas. E temos inúmeros preconceitos e os disfarçarmos … Quero um poema que rediscuta nossa sociedade sem medo de sermos chamados de fascistas. Que debata a sexualidade hoje. Que debata as religiões … Enfim queremos escrever com liberdade. Sem sermos tolhidos pela hipocrisia social.
Já não se pode contar piadas. Já não se reflete nossas imoralidades.
Chega de sermos conservadores … Estamos nos deixando tolher pela mediocridade … Vamos debater o Brasil e o mundo sem medo de sermos apontados como crápulas. A arte aponta nossos defeitos. Faz vir à tona nossa consciência … Nossos poemas não dizem nada ...
Talvez estejamos velhos de alma …Nosso poema não tem cor ideológica … Não tem partido não é comunista nem capitalista … Nosso poema deve refletir o universo... Ser metafisico … E ser a favor do trabalho … Nosso poema tem suor … tem força … Tem energia …
Façamos arte … Nossa poesia não pode ser acomodada … Tem que gerar reflexão … Tem que fazer suar o cérebro e chegar ao coração …
Chega de poemas acomodados … Fruto de nossas vaidades … Que não nos trazem verdade …
Desisti do poema ele não dizia nada o apaguei …

JOKA

João Carlos Faria  

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