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quarta-feira, 20 de março de 2013


JOKA

Quando vem o abraço?

Hoje que se faz sempre hoje e já deixou de ser hoje. Num corrido dia a procura de instalar programas de computadores que me façam reconhecer o mundo. Hoje quase chorei ao ver Manoel de Barros um simpático homem do povo. Hoje que conversei com Adão Silvério. Que vi militantes que se fazem eternos. Que corri de uma Câmara Municipal. Cheia de gente alucinada tentando sobreviver da inocência cruel do povo. Quantos poderes que vivem a nós mentir. Enquanto iludidos com votos. Mas a vida sempre acontece nos centros e nas periferias. Hoje que não esbarramos mais com pessoas que querem romper com a amareladas rotinas. E vemos jovens dentro de ônibus a sonhar com uma vida futura que nunca existe. Artistas lunáticos que sonham o tempo todo. E a vida sempre escorre por nossos narizes. Epa não faço uso de entorpecentes. Para mim já basta os poetas. E profetas. Já basta uma boa roda de conversa. Ou quando compramos brinquedos novos como novos programas de computadores e passamos a tarde inteira tentando instalá-los e nos frustramos. Mas viver é se frustrar o tempo todo. Gosto quando chove e faz frio enquanto todo mundo queria dias quentes em feriado. Quantos dias quentes a o ano todo e as pessoas se desesperam a trabalhar. A suar e se enfeitiçar pelo consumo. Para comprarmos bugigangas. A vida é bem mais e Manoel de Barros nos ensina. Quero dançar ciranda com Fernando Pessoa, Cecilia Meireles e Manoel de Barros. Quando eu gravava um filme e o diretor esbravejava nas horas de folga vocês só leem Fernando Pessoa era anos noventa eu e o mundo não reconhecíamos a poética de Manoel de Barros. Há agora temos alguém que esconde rebanhos. E brinca com Jesus Cristo nos rios do Pantanal. Manuel conhecia a Jesus era uma das crianças que brincavam com Jesus nos poemas de pessoa. E ele não nos contou. Caracá e ainda não existe Windows 9. Mas existe a poética imaginativa de Manoel … Que nos emana luz … Força e amor. Poetas nos mostram que as coisas tem alma. E contam o mundo a partir das coisas. Manoel quando dorme se reúne a uma mesa com Fernando Pessoa, Cora Coralina, Guimarães Rosa. E também Caetano Veloso, Raul Seixas e ali planejam trazer a luz ao mundo. Tudo já esta criado devemos dizer Faça se a luz.
E a palavra já existe. E a poesia é uma brincadeiras com as palavras. E tudo já existe. Nossos filmes, nossos poemas. E nossa morte. Mas deixai a morte chegar ao seu tempo. E ela puxa todo mundo … Como nos filmes de Engrimar Bergman. Outro poeta da imagem … E todos brincam com nos mortais. Seres humanos que precisam de trabalho,carteira assinada. E aposentadoria. Enfim sejamos mortais enquanto duremos. E a poesia vem nos abraçar … E ai Eliza quanto custa um abraço? Mas que sejam abraços verdadeiros … Que venham os amores verdadeiros. Que a vida é verdade. A vida deve ser vivida com amor. Que nossos corações voltem a ser de carne. E não duro um coração de maquina … E a vida se faz longa … E poetas precisam ocupar as praças, as periferias a cidade como um todo. A filosofia se faz em nossos dia a dia … Não tenho mais nada a
dizer por hoje. Mas tenho algo a dizer ? Eu existo?


JOKA

João Carlos Faria        

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