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sábado, 2 de março de 2013


JOKA

Não sabemos amar?


Tarde fria, ainda verão mas um gostinho de outono. Crianças choram na vizinhança, cachorros dormem sem se preocupar com desejos. Só nos seres humanos temos tantos desejos? Tristemente encerro o livro com um poeta significante. Seu nome Manoel de Barros não preciso escrever mais nada. A vida as vezes é doce. Uma pequena gripe me faz cancelar a rotina de sábado. Sempre gostei de ouvir aquele poema de Vinícius sobre o sábado. O vento balança um pé de mamão. Como digo sempre estamos vivos. Mas quais as possibilidades de viver. Não me entrego as reclamações politicas. Na verdade gostaríamos de ocupar aqueles espaços. E muitas vezes faríamos igual será que somos tão diferentes?
Desculpe nos esquecemos de ser comunidade. Nos esquecemos de nos amar quanto mais o próximo. Só queremos consumir. E nunca temos algo para oferecer. Tudo em nossa civilização se faz vazio. Estamos cheios de incertezas. Não sabemos amar? Só sei que graças a Manoel voltei a fazer poemas, quem sabe compor letras de música? Nada de sucesso. O fracasso nos satisfaz e nos impulsiona a fazer mais. Nada como uma tarde fria. Para escrever. Minha gramática nunca me satisfaz não consigo estudar sozinho. Os estudos gramaticais precisam ser em grupo. Sozinho temos muitas coisas mais interessantes para fazer. Como dormir nas tardes. Há não vivo sem dormir a tarde. E tão tranquilo. As vezes alguns demônios bem malandros nos guiam em sonhos. E acordamos vendo grandes torres de fogo. Como em erupção. Mas faz parte da vida. Desvendar os caminhos da meditação é um grande desafio. Como desvendar a gramatica de nosso dia a dia. Me dou bem com as palavras. Elas me encantam.
E nos satisfazem. Gostei de voltar a ler poemas e agora de novo pego uma bolsa e chego a leitura
de Cassiano Ricardo estou voltando a ele.
É tudo um grande pendulo de vai e vem. Como as toalhas que balançam no quintal. E tudo segue hoje lançamento de livro.
E num parque imaginei grandes barquinhos de papel em tamanho real. Imaginem a baia de Guanabara, Rio Tiete … Com grandes barquinhos de papel. Ainda adentro nos saberes e fazeres das artes plasticas … A vida segue … Hoje se faz sábado.

JOKA

João Carlos Faria    

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