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domingo, 10 de fevereiro de 2013


JOKA


A língua se faz felina ...


Estou mergulhado na leitura de Manoel de Barros por estes dias surfando na quase utopia do fazer politica e agora em pleno carnaval em Fevereiro. Assistindo a filmes e na leitura da poesia de cada dia. Andando pelos centro de nossa cidade. E sabendo da visão de muitos e da falta de coragem. Não devemos temer nada, mesmo que tenhamos medo. O futuro é sempre imprevisível de previsível só nossa morte. A vida é feita de mergulhos as vezes corremos o risco de achar um pedra no fundo. Uma cobra numa trilha. E alguém que ataque nossa sensibilidade. Pessoas são pessoas e as vezes a língua se faz felina. Mas não devemos temer nada … O futuro esta dentro de nosso coração. E quantas vezes nossa língua, nossa escrita se faz felina ...A noite adentra … surge a madrugada … Lembro – me dos desenhos de Solfidone … E ele me faz lembrar Gentileza e Bispo do Rosário as cidades se fazem vazias sem estas figuras humanas … Que vem o mundo com outro olhar … Como num poema que li de Manoel de Barros que falava dos andarilhos. Quase desisti de ler quando ele citou as covardias que Brasileiros fizeram na guerra do Paraguai são outros tempo que se fazem ecoar até os dias de hoje. Como seria a América hoje se Solano Lopes vencesse a guerra? Nem podemos imaginar mas o Paraguai foi devastado e não tornou-se potencia. A historia se faz verdade na voz de escritores e sempre pode ser revista … Mas poetas são imprevisiveis com também são os políticos … Mas figuras como Gentileza, Solfidone, Bispo do Rosaŕio em suas loucuras nos trazem o novo. Soube o que era Semiótica por Solfidone … E um poeta cantou que um dia via tanques de guerras atravessar o centro da cidade. Um dia o poeta viu a morte na guerra do Paraguai. A América que conhecemos hoje foi forjada e construída com muito sangue, dor e lagrimas. Por isto devemos esta na politica para buscarmos a liberdade e a vida … Mas muitas vezes o mal se faz dentro de nosso coração. E esquecemos nossa Utopia … E entramos em trevas … Por isto se faz necessário recordar os poetas … Imaginar os cantos aos seres de luz … Lembrar dos Xamas que estiveram na América … Uma América que já quase não há historia antes da chegada de Colombo … Vamos acessar o vazio … E fazer chegar a memoria de todos os povos … E Manoel de Barros acessa esta memoria em sua obra … Abre nós inúmeras possibilidades como Guimarães Rosa … Quero chegar a obra de Cora Coralina da velha Goias … Hoje é Carnaval a festa da carne … E onde anda nosso Espirito … Corpo e Espirito se fazem um … O desejo nos traz a existência … E o desejo nos leva a transcendência … Quero encontrar muitos Xamas em minha curta existência … Que me ensinem a ver o mundo com outro olhar … Como o poeta Reinaldo de Sá que me fez saber da poesia existente em minha cidade … Que nos ensinou a contemplar um por de Sol … A cidade banha-se no Banhado … Onde lá em baixo ainda existe uma vila … O velho trilho da estrada de ferro já não esta lá na nossa São José dos Campos … E o portal do banhado se abre transporto-me a luz … E vejo uma aldeia de índios a beira do Rio Paraíba do Sul … Volto a vida se faz vida. E pássaros cantam no Parque da Cidade …


JOKA

João Carlos Faria


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