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sábado, 23 de fevereiro de 2013


JOKA

Face a face com Deus ...

Me embriaguei de jornais. E deixei a poesia de lado. Viver é poesia. Adentrar ao universo macabro dos fazeres políticos empobrece nossa alma. Viver é pensar e agir com valores. Só a leitura de um livro de Manoel de Barros foi uma boia. Em meio a insensatez desta vida moderna. Nem as bancas de revista se livraram … A vida é bem mais. Há muita metafisica no cotidiano. A chuva de verão cai na tarde. O calor se faz presente e sempre a ausência de algo. Sempre nos falta algo. Para que se fazer notado se todos passamos como o verão que passa. E os anos que se vão. Somos folhas que se desprendem no outono. Sempre que escrevo coisas me preocupo para não cair no clichê da auto ajuda. Ou sempre que só escrevo sobre politica também fico preocupado. Pois a vida é metafisica. E politica e tudo o mais que cabe na vida. Gosto de ver canários voando nos céus. Gosto de me ver voando nos céus. Ganhei um velho livro sobre projeções da consciência. Logo agora que minhas férias terminam. E terei de ler apostilas e mais apostilas do curso de Pedagogia. Para dar aula necessita-se uma grande base de psicologia. Mas voltemos a outros temas imaginem sair do próprio corpo de forma consciente. Eu veria do alto este Vale do Paraíba. Daria voos rasantes no céu. E adentraria a lugares nunca imaginados. Mas veria Deus? Mas alguém pode chegar face a face com Deus. Moisés nos conta que não. Mas mudemos de assunto pois Deus é mistério e as religiões se apropriam de Deus. E ateus tentam negar o inegável. Não sou teólogo sou poeta. Mas quis escrever sobre politica para ver meus escritos impressos em páginas de jornais. Enquanto não público outros livros. Só para provar a mim mesmo que estou vivo. E me achar importante. Sou a inutilidade humana. Enquanto isso o planeta gira em torno do Sol. E a metafisica se faz viva. Tenho vontade de aprender a desenhar. De entender de arte conceitual de criar sites de arte. Não conheço sites que se aventuraram no saber da poesia concreta e das artes plasticas. E mesmo assim tenho a estranha necessidade de ver meus escritos impressos. Folhear um livro com minha escrita. É um grande prazer e vai além da vil vaidade. Saber que pessoas nos leem que nunca saberemos com entendeu o que escrevemos. E preciso realmente ter este retorno só são minhas pegadas que irão desaparecer no nada da quase inexistência. O que éramos antes que o verbo se fizesse verbo. Antes da primeira palavra. Será que Deus esta adormecido como Odin da mitologia escandinava? Quando vou nos Parques não consigo fechar os olhos e meditar. Meus ouvidos percebem os vaŕios sons de pássaros. E abro os olhos e me encanto com a natureza. E um poeta num dia de maldade. Mandou um artista atravessar o lago. E disse Jesus também o fez. Eramos insensatos. E devassos em nossa imaginação. O tempo passou faz muito que não vejo este artista. Dizem que anda morando num pequeno porão. Enquanto ninguém o redescobre outros dizem que pegou um trem para outra dimensão. Não o vi mais. Mas a saudade aperta. Tudo passa. E nos vemos nos desertos nas noites solitárias. É a vida sempre trazendo reencontros. Um grande labirinto. E tenho muita saudade do que ainda não experimentei. Se possível quero publicar livros. Embora sofra para selecionar escritos. É muito cruel fazer uma seleção. É um trabalho árduo e monotono. Mas necessário. O que é a vida sem o cotidiano. Não saberíamos viver sem cotidiano?

JOKA

João Carlos Faria         

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