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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


JOKA


A arte como instrumento de transformar a realidade.

A produção teatral é algo bem interessante existem os grupos de teatro que tem uma raiz com a comunidade e dentre eles Os atuadores que é comandado pelo ator e diretor Harley Campos e meu projeto de fazer cinema esta cada vez mais idealizado e encontro luzes no fim de um imenso túnel. Hoje conversei com Harley e dei lhe a ideia de uma adaptação de Esperando Godo t. Harley já virou um especialista em Samuel Bekett. Sendo ele um artista autodidata mas com toda uma vivencia na cena nacional do teatro. Trabalhou com Zé Celso e inúmeros outros diretores. Ele pretende montar em 2014 esta peça. Mas o que é uma adaptação de um clássico do teatro como Godot? Falta ai um aprendizado de uma construção de um bom roteiro. Buscar uma produção tecnicamente simples. Hoje vi algo assim num filme que não sabia se era um documentário ou ficção. Hoje o cinema cria estas possibilidades. Temos os recursos técnicos. E temos a criatividade necessária. O mais próximo de um roteiro que dei uma ideia foi Melões da Nani bia de Rynaldo Papoy que ainda esta no roteiro. Fazer cinema é um grande desafio e fazer com qualidade artística mais ainda a uma infinita gama de produções no Brasil hoje. Mas nem todos passam dos quinze minutos iniciais. Uma obra de arte necessita-se propósito. Necessita-se uma boa direção. Tem que ter um conteúdo. Não desconfio deste dois artistas Harley e Rynaldo Papoy.
Vejo ali talentos. E confio em minha capacidade de aprender. Mas já passamos dos quarenta e nossas obras devem ser paridas. Afinal artistas deixam obras para a posteridade. Sei que fazer cinema anda em moda. E me preocupo em não entrar numa aventura de Ação Cultural que é trazer arte para a comunidade inseri-la no contexto da criação artística. Mas não cabe mais a mim estar em projetos assim. Cabe a mim aprender a produzir. E contribuir para o avanço cultural de nosso pais. Cabe a nossa geração fazer arte. O que passou já foi o rio que passa em minha comunidade já é outro. E minha comunidade pode dar grandes passos que foram sonhados num passado recente. A natureza não dá salto. Mas homens amadurecem. E ideias devem ser realizadas. Hoje estamos além de uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. A uma industria cinematográfica neste pais. Iniciada com nomes como Gláuber Rocha, Cacá Diegues, João Batista de Andrade, José Mojica entre muitos. Mas muitas vezes vemos ausência de arte. Ausência de existência de sentido. Nas produções cinematográficas. Não foram gestadas para traduzir o mundo. Então usemos de nossas experiencias de vida. De nossas dificuldades para buscar uma linguagem de cinema. Que venha e tenha a visão de quem esta fora do centro. Mas que não só retrate o povo em suas mazelas. Mas em suas questões filosóficas. Existenciais. Afinal o Brasileiro filosofa em bancas de revistas enquanto elas ainda existem. Novos lugares irão ocupar o lugar das bancas. Somos um povo bem criativo. O mundo se transforma e precisamos acompanhar esta transformação seja com cinema, literatura, música ou a arte que cada um queira fazer. Gosto de literatura, cinema, musica. E com elas me comunico com o mundo. A vida sempre segue. E a filosofia acontece nas ruas.


JOKA

João Carlos Faria              

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