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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

JOKA

Tarde sem chuva ...

Poemas rasgados na tarde de sexta ... Enquanto a casa de Paraty esta vazia ... Adentro a ela uma casa sem nada sem televisão um espaço em branco a ser preenchido. Adentro a casa e  leio Grámatica Expositiva do Chão de Manuel de Barros ... Nas ruas crianças brincam ... Familias brigam e caes  dormem em quintais ... Quanto cliche ... Mas respiramos e adentramos a poesia. Os poemas de Manuel são simples mas não são faceis. Nunca vi um poeta facil ... Sou ex poeta ... Mas leio vorasmente poetas. Nas tardes ... A vida é sem rima ... Cheia de prazeres ... Na manhã nas tardes e nas madrugadas conversamos em bancas de jornais enquanto elas ainda existem ... E a vida desfila em nossa frente ... Várias cores de emoçoes é as emoçoes tem cores ... E a casa de Paraty continua vazia ... Ando por suas ruas com um vestido indiano é eu usando um vestido indiano. Mas com um tenis no pé. Não tem nada a ver ... Quantas propostas  fiz a sociedade e sempre continuo anonimo. Graças a Deus nunca saberia lidar com a fama. Ela não ajuda a entender o mundo. Estamos aqui brincando de aprender. Se não entendermos para que servem os cliches ... A escrita se faz inutil ... Assisti a um programa  de tv onde um mestre do roteiro ensina as manhãs de um roteiro. Deveria assistir vaŕias vezes. Nem sei se escreverei algum roteiro,mas já sei que não poderei mais contar com Walmor Chagas que acabou de pegar um avião para o desconhecido sem passagem de volta. Não acho que a morte acaba com tudo. Já não sou ateu. Nem me lembro se fui ateu. Crer depende de atitude. Tarde sem chuva. Manuel tem um corte nos poemas um ar cinematografico no seu jeito de contar historias é um poeta de hoje. Demorei para ler este autor e agora se faz importante. Desculpem  minha vil ignorancia para mim esta junto com Fernando Pessoa nos diz muito de formas sutis. Leio muitas e muitas vezes um poema. Faço do poema parte de mim. Hoje ouvi Raul numa banca de revista. Que tem muita importancia para mim nestes ultimos anos. Uma conversa de troca e amizade sem nenhuma competição e sim compartilhamento. As emoçoes tem cores as vejo nas pessoas. Antes de voltar a cidade. Fiquei em silencio vendo as emoçoes coloridas de meus familiares e procurei o silencio. Tenho uma voz alta. Carregada de emoção quando falo as arvores tampam os ouvidos. Devo calarme e escrever. Já fui performance e alguém falou que eu poderia ter feito sucesso. Me faltava teorizar. Para não ficar no vazio. Deixe o tempo passar a escrita se faz inutil ... A razão humana mas necessária ao coração. Passaros cantam em meu coração Manuel me abriu infinitas possibilidades ... Como amigos em bancas de revista. Conheço o mundo sem sair de meu bairro. Mas não deixo de querer pisar no Chão da Amazonia, nem de andar nas areias dos lençois Maranhenses ...Caracá não falei das mazelas dos desgovernos da politica ... Dane-se as mazelas são homens mediucres que governam ... Somos tão imitadores da América do Norte que criamos ao nosso jeito uma Republica de dois grandes partidos ... Estou fora se Deus me permitir. Já não tenho tantas ilusoes. Não quero um paleto de Barnabé ... Só preciso de um trabalho honesto e um teclado de computador quem sabe um Tablet para ler tantos e tantos livros que quando morrer talvez os esqueça. Assim como esquecerão minha má literatura. Me esforço para criar meu próprio estilo. Como não há nada novo entre o céu e a terra ... Devo só escrever ... Dias destes critiquei um texto de algúem não consigo ficar em silencio quando algúem que escreve muito faz algum texto mediucre. E o sistema que nos engole. Desculpem não sou devasso. Talvez já queira ter sido. Mas nunca fui. Só esta em meus escritos antigos. Passado passou ... A vida sempre segue adentro a minha Casa de Paraty ... Esta vazia. Mas completamente cheia de Utopia ... Que Walmor descanse ... A vida é longa e curta ... As estrelas estão ai a nos iluminar ... Preciso recolher-me ainda não é madrugada ...

JOKA

joão carlos faria      

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