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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


JOKA

Pequenas mentiras do jornal do dia ...

João não sendo Pedro sempre foi metido a mudar tudo. João que admirava Pedro. E que seguia a vida. Acreditando que tudo mudava. O tempo foi passando e as lutas sempre acontecendo. João sempre eterno militante a viver no inferno. E João caminhando nas praças da vida descobriu alguns filósofos. João que sempre lia revistas esotéricas. Não sabia o que era ética e achava que tudo era licito em nome da revolução que nunca acontece. João sempre escrevendo com a mão esquerda. Nem sabia o que era direita. João queria ser pop. Queria tocar nas emissoras de televisão. Mas João sem talento musical. E acreditando no que lia. Nas pequenas mentiras do jornal do dia. E a vida deu várias reviravoltas deixou seu partido. Porque queria ser Rei. João soube o que era ser maquiavélico e tentou enganar o povo. Mas soltarão um boato que se João ganha-se a eleição fecharia as igrejas. E João ficou só no dia da eleição. Sem amigos e com uma conta enorme da campanha. E João foi ser gari num parque da cidade. E por entre as folhas … E na chuva realmente viu a metafisica diante de seus olhos. Sem precisar ler livros. Aprendeu a ler as nuvens e ver a linguagem dos animais. Sentia as plantas. Mas vez ou outra tinha vontade de conquistar o poder. Para si achando que mudaria o mundo. Mas o povo via seu lado negro. E a ausência de amor. Mesmo João não achando que o cavalo cheira melhor que povo. Como um antigo presidente falou. E João sempre desiludido com suas tentativas de poder. E a estrela vermelha ameaçando os pavões das elites. E o clã do plim plim de olho na estrela vermelha que tinha um plano de 30 anos no poder. E João de olho no poder. E João muitas vezes abandonava a natureza. E esquecia sua linguagem. Em busca de sua pequena ambição de se fazer reconhecido. Esquecia de meditar. E contemplar as estrelas. E a vida sempre acontecendo. E João na doce ilusão. A estrela vermelha cada vez mais forte. Sobre o comando da classe operária. E Marx rindo a toa lá do inferno. Marx que sempre visitou Pedro. E Pedro que adentrava nos sonhos de João. Ele um eterno gari. A contemplar a natureza. Ate dar-se conta que a vida sempre passa. E conseguiu se livrar da ideia de poder. Mergulhou num lago onde um peixe pusera fogo em seus amigos filósofos de uma inexistente Irmandade Neo Filosófica que João nunca se explicava sobre ela. Mas João mergulhou no lago. E nadou até o outro lado. E caminhou até a Mantiqueira e até hoje ninguém sabe em que lugar da mata João vive. De vez em quando João lança garrafas nas cachoeiras que são achadas por mim e transcrevo suas histórias. E João navega em sonhos. Adentra antigas cavernas que contam a historia da América pre Colombo. E a vida se esvai … E João num espelho em cacos tirou Clarice de dentro e os dois vivem na mata ...São e salvos das ilusões deste mundo que se acha real?

JOKA

João Carlos Faria      

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