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sábado, 26 de janeiro de 2013


JOKA


Babado de chita


Passeando pelas ruas de São José dos Campos acidentalmente passo no SESC para descolar alguma conversa enfim para que serve um espaço de cultura se não para buscar a fermentação da cidade. Afinal não temos as praias de Fortaleza onde Fagner e muita gente boa se encontravão nos anos setenta … E vi o começo do ensaio com o Grupo Babado de Chita … E Mestre Sapopemba. Foi um delírio de Brasilidade naquele momento o que era para ser um ensaio foi algo de memorável. Resisti a rotina de ir almoçar. E conversando com Edu Ga ir fiquei para assistir ao espetáculo que começou as três da tarde. Enquanto uma chuva de verão fazia tremer a cidade. E no palco Sapopemba e Babado de Chita faz tremer nosso coração. Ali tinha uma mistura de gêneros musicais e danças da cultura Brasileira onde crianças, adultos e até o fantasma de Mário de Andrade se divertiam muito. É Mario que pesquisou toda nossa cultura mergulhando nos interiores do Brasil. De uma maneira sem didatismo e nem uma exortação ao folclore mas algo suave que nos faz sentir parte daquele espetáculo mesmo se ficasssemos sentados numa mesa. Afinal ainda não aprendi a dançar não resisti a uma ciranda. De resto minha cabeça tremia meu cérebro fazia várias conexões sobre as variantes de cultura que tinha ali diante de nossos sentidos Africana, Indígena, Portuguesa. Vi ali musicas que lembravão o blues em melodia. Sensação assim tive quando assisti a uma palestra de Toninho Macedo na USP nos anos noventa. Tudo se mistura diante de nossos olhos e ouvidos para mim o verdadeiro hino nacional são aquelas musicas. Desculpem os eruditos mas a partir daquela cultura da para se criar uma arquitetura. Uma moda e uma arte que surpreenda o planeta. O Brasil tem uma vitalidade e uma arte formada da mistura de vários povos neste mais de quinhentos anos da invasão dos Portugueses nestas terras que jé era habitadas. Enfim somos uma potencialidade para qualquer arte, filosofia e o criar. Este artistas merecem um espaço dentro da cena nacional por saberem misturar de uma forma que nos incendeia. A arte pode gerar uma nova forma de visão de mundo que transforme o fazer da politica. Que crie novas filosofias e uma religiosidade que religue o homem ao divino. Enfim aquele som aquelas danças nos fazem sentir algo de nossa ancestralidade. A um dialeto dentro daquele Português que fala a alma. Enfim nunca irei realmente passar em palavras o que senti e sinto então retransformarei em arte.


JOKA

João Carlos Faria  
Foto Eduardo Pereira


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