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domingo, 23 de dezembro de 2012

JOKA

Não só de Geração Beat deve ser nossa formação literária ...

Dedicado ao Décio Pignatari

É quase meia noite ... e nas doze badaladas os portais se abrem ... E o Brasil e suas riquezas se mostraram para mim assistindo TV é TV. A televisão tem sim  vida inteligente são variados canais públicos e privados. Acabei de assistir a uma verdadeira aula sobre  a LITERATURA BRASILEIRA, só achei que faltou Plinio Marcos é muitos outros escritores. O que é uma hora na TV para se falar de Literatura?  Os detalhes de cada escritor era apaixonante. Sinto até vergonha de dar poucos detalhes e usar poucas imagens neste texto. São tantos os recursos estilisticos que vi. Os detalhes sobre as obras de nossos mestres das palavras. Nem só de Jack London deve ser nossa formação literária. Já li muito e devo ler muito mais vida a fora. Mas quando acabou o programa me delicie com meu controle remoto. A sala toda para mim. Luzes apagadas a casa toda adormecida. Enquanto ainda não se faz as Doze Badaladas e onde tudo se faz presente e as dimensoes se fundem numa só. E vi em outro canal Martinho da Vila numa casa do Rio de Janeiro com um imenso quintal. Que é meu sonho. Toda lotada de sambistas que revelam um grande talento catando o que chamam de Partido Alto uma grande roda de cerveja e comidas regada a muito samba de improvisos. Vi ali algo como o JONGO. Deliciei-me amo a majestade do Rio de Janeiro. Onde as pessoas vivem entre o Bem e o Mal por entre vales, montanhas e o belo mar. Ontem vi num teatro Carmina Burana como nunca havia vistos seus versos traduzidos e projetados numa tela. E me deliciava imaginando gravar um espetaculo assim em plena Pedra do Bau ao ar livre. E me via escrevendo uma obra desta envergadura. É arte nos dá inumeras liberdades. E uma criança me chama de sonhador numa tarde quente e chuvosa de verão. Pois tudo esta dentro de nossa mente e tudo podemos criar. Diogo Gomes um cineasta e professor de cinema dizia que nós criavamos grandes obras dentro de nossas cabeças e não as transportavamos para o mundo que chamamos de real. Algo bem parecido com a velha internet. Quem sabe aos poucos chegaremos lá. E porque precisamos do que convencionamos chamar de sucesso. A industria cultural é uma grande faca um monstro de dois legumes. Bem afiada ... que nos faz bem e mal. Viver de arte é algo muito audacioso e perigoso. Mas o que é viver de arte? Se a vida é uma arte. Quero é dominar a arte de viver. Ser anonimo já não me abala. É numa Comissão de Literatura fizeram um evento chamado Encontro dos Poetas Anonimos e me delicio vinte e poucos anos depois ainda ser anonimo. Já tentei a fama a qualquer custo. E já não quero. Sou um dos poucos remanecentes daquele grupo. E já passei por tantos grupos e hoje estou ligeiramente curtindo a solidão. Andar em grupo é se achar revolucionário e a solidão do pensar e filosofar é bem mais real. No fundo quem escreve é solitário. Já bateu as doze badaladas minhas portas estão abertas e recebo alguma visitas e que visitas varios escritores de todos os tempos e alguns até de um futura distante vem dialogar comigo. E pensam o que é a arte? O que é a imaginação? E podemos e filosofamos em bancas de revistas. E nos Parque Públicos. Em um tempo atrás me faziam compania Estepan Maurer Neto. E hoje se faz presente Paulo Rafael ... Beth Borges ... Ana Faria de Medeiros Matos ... E a escritora de Pinda Luana de Souza Reis ... Há estes meus amigos multidimensionais. Do passado, futuro e de hoje. E Kronos bebe com a gente e se delicia em nosso banquete. Qualquer hora desta estaremos numa Taverna da velha Portugal. E em Portugal adentravamos as florestas para ouvir as velhas cancoes druidas. E sinto a ausencia de estar numa casa do Rio de Janeiro para ouvir um Samba Carioca e o Marcio Oliveira do Trem da Viração me falou do Samba de Roda aqui do Vale do Paraiba quero ouvir. E a vida segue.Que saudade de meus violoes. Que na madrugada compunha músicas na casa de Marcelo Ribeiro tio de White Magao, músicas perdidas no tempo. E a vida segue sinto-me nas florestas de Portugal vendo os velhos rituais pagaos. Antes mesmo da Igreja Cristã chegar aquelas terras. Antes dos Cantares de Camoes ... E da poetica de Ezdra Pound ... Antes da poesia concreta do esquecido Décio Pignatari. Que nos confidenciava que é a nova arte iria surgir nos interiores de nosso Brasil.Que este mestre das artes esteja com a razão. Saudaçoes a ele que partiu em viagem para inumeras dimensoes as doze badaladas já foram dadas adentrarei aos Portais do Senhor do sono além da vida e da morte ... Que os anjos iluminem nossos caminhos. E que a Justiça prevaleça em todos os Universos ....              

JOKA

joão carlos faria

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