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sexta-feira, 19 de outubro de 2012


JOKA

O fruto do Bem e do Mal....

Este texto nasceu de um encontro com Paulo Rafael, Edu Planchez, Luiz Augusto ...

Ouço Secos e Molhados hoje quando voltava de um encontro com figuras de minha ancestralidade amigo de uma dezena de vidas. Vieram-me as músicas desta banda. E o dia seguiu, quando sentado numa carteira percebi meus ossos de minha face? Eu estou aqui neste corpo. E um dia de trabalho agradável se passou já no findar do Sol. Eis que encontro Edu Planchez andando pelas ruas de nossa cidade. E seguiram-se á tarde com um encontro entre Edu e Paulo Rafael dois poetas de várias gerações. E o universo da poesia se abriu numa grande recorrência além do Bem e do Mal? A vida segue este momento passou. E sintonizo-me as canções dos Secos e Molhados que tem um belo poema de Cassiano Ricardo de um dos seus últimos livros. Um poema antológico. Várias gerações de um Vale do Paraíba. De uma São José tecnológica que tem seus poetas, artistas sintonizados a poesia e a vida. Tudo é metafísica estamos aqui respirando. Ultimamente curto a existência e tento entender  e desbravar os caminhos espirituais e sinto-me perdido num labirinto. Não tive a sorte e as experiências de Wiliam Blake. Quem sou? Sou vil, humano e ridículo. Mas sei que existe o fruto do Bem e do Mal. Ai ai ai de mim alma errante. Que tenta se desvendar. E encontra figuras de antiqüíssimas jornadas. E tudo se repete num imenso circulo devemos dar uma nota acima?  Estamos sós no infinito. Mas sempre juntos. O momento é sempre agora, pois num virar de esquina esta a morte com sua foice e seremos colheita, joio ou trigo? Que imenso laberinto ...  Quantas dúvidas a atormentar minha alma, que venham as dúvidas. Elas são absolutamente necessárias para nosso crescer. Ainda somos crianças a girar num pátio de uma escola. Almas errantes, navegantes ... num deslizar num fluir... A poesia se é bebida a todo momento ... Quando vemos o voar dos pássaros. Ou crianças a correr atrás das pombas. Esta semana comi algodão doce, comi pipoca e me diverti. E Deus dança ciranda comigo. Disfarça-se no próximo, no velho na criança e no adolescente. O sagrado esta dentro e fora. O portal existe a  todos os instantes. As pessoas são reais sagradas e muitas e muitas vezes profanas. Que venham as pessoas assim assado. Assim como são. A vida se faz vida enquanto acontece o ultimo capitulo da novela das nove. E Deus se faz presença em mim. Abriremos nossas portas para percepção? Tudo se faz recorrente ... uma imensa recorrência ... e qual será a nota? Que música celestial iremos compor? Neste momento um poema de Cassiano Ricardo é tocado e os quatro como num teatro ... E a poesia se transforma e nos transforma... A vida segue Que Cidade de Luz e Sombras? Esta é nossa São José dos Campos, São Paulo, Brasil onde a Mantiqueira se impõe cortada pelo Rio Paraiba do Sul... Onde chaminés de grandes empresas se impõem com sua fumaça negra. E sua população não se dá conta. E fingimos que respiramos um ar puro. E o preço de nosso progresso material? E cantou um poeta a poluição, a fome, a corrupção não cabe neste texto? E absolutamente fora do contexto? Deveras que não. A vida segue ... a jornada se faz presente e nunca estamos ausentes do mundo. A poesia se transforma também em grito um grito de guerra pela justiça. Pela paz e nunca nos acomodemos ... Celebremos a vida ,pois em nós a vida e morte ... E a cidade adormece. E o grande Gigante vive adormecido na Mantiqueira um dia ele despertará ... Cadê os povos indígenas que aqui habitavam? Cadê o povo Puri? O gato comeu e comemos o gato?  Dancemos ciranda nas dimensões infinitas do universo ... Ouço Secos e Molhados ... Ouço a poesia e decifro a poesia de Edu Planchez, Paulo Rafael, Cassiano Ricardo eles ajudam a construir a minha poética ... Eu os canibalizo, os devoro e nos fazemos a antropofagia de Oswald de Andrade ... Se liguem reacionários de plantão Monteiro Lobato nos habita. E a vida segue e crianças dançam cirandas nas escolas ... E a vida esta ai dentro de nós que Deus nos dé a metafísica de cada dia. Que nos adianta só o pão do corpo? Precisamos também do pão que alimente nossa alma. Eram quatro , mas eram três que eram quatro ... Mas eram quatro se fazendo três ... Quando três poetas se reúnem a uma tempestade de revoluções ...  revoluções... revoluções ...  

JOKA
joão carlos faria        

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