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quarta-feira, 8 de agosto de 2012


JOKA

O que seria de nós Brasileiros se não houve se a MPB.

Eu que rascunho num velho teclado num dia de ar poluído. Em minha cidade todos os dias os ares andam poluídos nem sempre foi assim. Hoje assisti aos setenta anos de Caetano Veloso poeta genial de nossa MPB. Ele que dá Bahia ilumina nossos corações e chega aos setenta anos. Pasmem senhores o sujeito de inúmeras contradições e com uma obra genial dentro de nossa MPB. Eu que em minha medonha mediocridade já escrevi poemas, compus música, jogo-me de alma e corpo a prosa poeril  e absolutamente sem leitores. Dane-se , mas Caetano é genial. Ícone em nossa sociedade recriador do modernismo lançando a Tropicália junto com muita gente talentosa  e polemica assim como ele. Chegar ao setenta não é fácil. E ainda tendo que aturar alguns Lobões. E joguemos pedra a Geni? Será Caetano uma Geni? Não é muito mais é uma metamorfose ambulante em nossas artes. Ele que sofreu  todas as influencias na Bahia, que circulava pelas universidades e os pensares de nossa Bahia. Caetano é Bahiano, Nordestino é conquista o Brasil e o mundo. Quisera ter o privilégio que Dailor Varella teve de conhecê-lo o ser humano além do mito. Ainda não tive , pois eu cada vez mais interior, longe de qualquer vaidade sendo isto mais vaidade ainda. Pois através de meu mal trapilho discurso a muita vaidade. Mas o que é vaidade e a humildade? Não se pode pensar por si só. Nossa loucura não pode caber somente dentro de nossa cabeça. Não conseguiria dormir se não escrevesse. Dane-se a ausência de leitores. E o mundo gira virá o amanhã. E me lembrarei de rever Caetano. Como cantei para mim mesmo uma música de Cazuza. Ai o que seria de nós Brasileiros se não houvesse a MPB? O cantar no Brasil nos torna vivos eu canto só para mim, mesmo assim sou cantor só eu compreendo minha voz, saboreio meu desafinar. Não tenho a cara de pau de Edu Planchez que também me extasia. Mas falo de Caetano. Nossa riqueza cultural que tanto ataca aos Acadêmicos. Pois ele é artista se recria a todo o momento e percebe as mudanças de época. Ainda não vimos o Índio descer de uma grande nave. Mas sabemos que Caetano estará em corpo ou em espírito. A morte não alcançara Caetano porque gênios não morrem. Afinal ninguém morre simplesmente trocamos de vestimenta. Mas que temos medo deste experimentar a temos e muito e ela morte nos aproxima do metafísico. Faz-nos criadores além da mera mediocridade. E Deus se faz presentes  em nós. Não acredito no ateísmo de Caetano quem escreveu Força Estranha ateu? Ele talvez não aceite é a estrutura das religiões, seitas e todo o mais que vá para os infernos. No cantar de Roberto e Erasmo. Divido-me em muitos quando falamos de MPB. Mas o que virá na arte pos Caetano? Ainda não sabemos não há nada consolidado. Refletimos Tarsila, Oswald, Monteiro ... E tantos que nos dão a base da  reflexão do que é Brasil. A uma feijoada, um pastel. Um pão de queijo. Ouço os tambores vindos da Sagrada Mantiqueira ... Adentro a aonde nossa intuição chega e a razão desconhece. Acesso ao sagrado mesmo sendo profano. E celebro Caetano Veloso. Como a toda nação Brasilis. E tudo se faz e desfaz  nesta nação. E canto a Ciranda de Lia como se fosse nosso hino nacional. E viva a Celebração ao Renascimento da Poesia, quantos e quantos manifestos já escrevemos e ainda poderemos escrever. E a vida segue. E continuo a ouvir Caetano e  a cantalo para mim mesmo.

JOKA
joão carlos faria 
               
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ARQUIVO N em AGOSTO Clube DOS SETENTOES TODA QUARTA-FEIRA ás 11 DA NOITE.
E quando o Brasil vai debater seus meios de comunicações ?
Não há democracia sem democratizar as mídias.
PS: São José dos Campos esta poluída devido à ampliação de uma refinaria e este debate esta calado.
Só vozes solitárias como Ricardo Faria e Coimbra alertam.   



http://g1.globo.com/globo-news/arquivo-n/videos/

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