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domingo, 26 de agosto de 2012


JOKA

Fantasmas  das estéticas
( Por Diego El Khouri )

"Nós, “clowns de Shakespeare,” últimos sobreviventes da ordem visionária sísmica poética planetária , filhos de Baco, herdeiros de Xangô, orixá do trovão, iluminados por João de Aruanda e Marquês de Sade, propomos a destruição das conquistas platônicas e cristãs no que se diz a respeito da valorização excessiva e insensível da razão. Não queremos racionalidade absoluta.
Texto acima de Diego El Khouri  

Meus fantasmas tentam tomar conta de mim. E ás vezes saem na frente. Eu em silencio combato este bom combate tem hora que parece que irei suncubir diante destes demônios que no fundo são partes de mim. A luz parece sumir. E para aliviar navego e leio poetas que tentam alcançar uma fresta de luz neste imenso abismo em que vivemos. Assisto peças de teatro de uma época da Rússia antes da revolução. Estas nossas revoluções de fora nunca de dentro nos trazem muita dor. Parece que me esvazio nesta noite que tenho sede de palavras. Viver não tem sentido se não nos descobrirmos e passamos a vida toda tentando nos achar. Vejo as discuçoes sobre as estéticas da escrita e de fato elas não me dizem nada. A poesia concreta tem a seu favor que junta ás artes plásticas e as palavras em busca de algo novo. Mas a poesia concreta já teve seu tempo assim como qualquer gênero literário. O que nos trazem de novo hoje agora. Cadê os poetas que falam com certeza deste universo midiático em que vivemos? Que coisa numa charge esta lá o livro Retinas. Devo lançar outras obras e perco-me em labirintos e ausência de debates sobre o que é escrever em nossos dias?  Qual a função do escritor? Do poeta do artista? E já não tenho resposta e não ouço nada que vale a pena. Só repetições de velhos debates em caras novas. Nisto compreendo a critica de Edu Planchez aos concretos que li hoje? Mas quem se lança a debates?  Ninguém se expõe. Gostei de um escrito de Diego El Khouri na verdade um delírio poético que me fez notalo. Mas quem quer saber de transformações reais nestes dias de eleições municipais. Nem a um debate de política que busque um novo pais.Abro a janela de meu quarto para respirar um pouco. E dou de cara com Jack London em minha porta veio me perguntar se já o li e sinto-me envergonhado ando a ler somente apostilas de um curso de Pedagogia que faço. Isto faz parte da vida. A cidade não se inspira vejo uma cidade quase morta. Asfixiada cadê a juventude? Os papos sempre são os mesmos um anarko individualismo que reflete a alienação dos pseudo-s intelectuais da nova geração que não entenderam nada das propostas e da vida de um amigo que circulou pelas periferias da velha Europa e das cenas alternativas , mas talvez ele não soubesse se expressar. A vida segue aqui ou em qualquer lugar e tenho milhões de livros para devorar. E paredes e mais paredes para atravessar. Vejo-te ao longe. Leonora? Cadê você? E um corvo grita nunca mais nunca mais. É Edgar Alan Poe é um grande escritor que morreu abandonado numa rua de Nova Yorque e José Omar de Carvalho   visitou seu tumulo Zé nunca mais. Tento compreender o escrito e ânsia de vomito despejada por El Khouri estou ruminando estas palavras lançadas por tantos e tantos ao longo da historia a poesia se faz viva. E nunca morre cadê a rebeldia de nosso presente? Já não tenho paciência para ouvir de meu passado que passou me faço vivo hoje e só hoje que contemplo  novos rebeldes. A vida sempre segue. Mas o que é não querer esta racionalidade absoluta? Que canta El Khouri. E este cartesianismo e este pragmatismo que assola a política e que não deixa espaço para novas idéias? E este homem que só busca saciar o próprio estomago e deixa a espiritualidade de lado? Que busca um sexo de luxurias e não de transformação e amor? Eu não deixo de me incluir junto a esta humanidade demoníaca. Que não se acha e se afunda na lama do abismo. A vida segue nesta ou em qualquer dimensão. Vejo-me a beira de um abismo e alguém segura minha mão e diz que nesta vida deveria aprender três valores? Será que já cheguei a esta resposta ... Seguir  em frente é fácil se desvendar á se gasta uma eternidade. Quero a arte que te transforme,me transforme. Quero a amizade que me traga sabedoria. Quero o amor que me eleve. Eu aqui mortal a respirar estes ares quase sem oxigênio saudade de minha sagrada Mantiqueira. E de meu infinito Oceano Atlântico. Quero adentrar ao mundo da inefabilidade ... Cadê os poetas? Ainda  restam poetas nesta torta humanidade? A vida segue ... E os Bardos irão cantar dentro da floresta ... A uma grande ciranda que nos trará novamente a eterna Celebração ao Renascimento da Poesia e do Humanismo assim bradou Alen Gins Berg. E assim continuaremos a dançar e cantar .... Celebremos a poesia, pois somos CELEBREIROS...     

JOKA
joão carlos faria          

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