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sexta-feira, 13 de julho de 2012


JOKA

A oxigenação de São José dos Campos ...

Para quem gosta de literatura toda sexta-feira tem na Globo News tem um programa de literatura sempre ás nove e meia da noite. E também o Entrelinhas na TV Cultura que não sei se ainda esta no ar. Na sexta-feira passada dia 13 de Julho falou-se da Geração Beat  com o poeta Claudio Willer e também era dia do Rock se bem que não sou muito chegado a este tipos de comemoração mediucres.Ultimamente não comemoro nem meu aniversário. Mas nossa sociedade acomodada e toda certinha gosta destas bobagens e a mídia os fás engolir. A vida tem coisas mais importantes e Jack Keruac abriu muitas e muitas portas para nossa percepção. E a tantas gerações que influenciaram e haja a Praça Afonso Pena em São José dos Campos para nos contar suas histórias. E vá lá muitos nomes Edu Planchez, Cesar Pop, Solfidone, Franklin Maciel, Elizabeth Souza, Irael Luziano e muitos que já saíram de cena ou até voltam ainda temos esperanças que voltem a Cena que nunca existe.Hoje a cidade tenta reagir a mesmice e ao eventismos uma praga da arte e cultura. Ninguém se encontra mais para se auto descobrir. Quem sabe isto até ocorre e estou por fora. Pois cada geração se reenventa. Pó cheguei aos quarenta minha juventude se foi , mas Edu Planchez, Cesar Pope e outros estão ai se reenventando e na ativa. Mas de fato o que é arte, cultura, ativismo, política nos dias de hoje? Deixemos nosso lugar comum e vamos repensar tudo isto. Não porque seja dia do Rock ou porque Walter Salles lançou pé na estrada. Gosto muito do cinema de Walter. Mas moda não me atrai. Mas sim uma busca pela mudança de costumes que a Geração Beat iniciou-se e depois veio a contracultura. Nem sei se contracultura ainda é correto falar.Só ouço em artes a palavra projeto e onde irei ganhar. Tó fora. A vida é bem mais que dinheiro, poder, prestigio.E por isto gosto de pessoas que se jogam ao abismo. Que vão á vida. E minha cidade conservadora e careta tem estas pessoas que a Oxigenam. E junto a elas quero estar presente como o poeta Paulo Rafael que anda tentando se sintonizar ao novo. Mas a algo novo?  A mais recente tentativa na cidade foi o Estival de um coletivo muito criativo e um nome se firma o poeta Marucs Grossa que sempre nos põem em xeque. Também o poeta Fernando Selmer que participou de uma antologia em cd que fizemos e Mah Luporini tentam se reenventar. Mas o que é novo? A tentativa de validar imagens pornográficas no Facebook que alguns poetas tentam impor. Arte e pornografia tem uma tênue fronteira. Acho que nos falta consciência e um debate nervoso do que é arte? E arte não é produto, não é mídia. E a busca dos transformar-se e a interferência no mundo que nos cerca. Devemos sair de nosso lugar bem comum. Quem sabe a partir de uma vila conservadora e com um povinho tacanho pode surgir uma nova forma de ver nosso mundo. E estou ai sim com um rumo de minha Vila, minha cidade, meu estado meus pais e nosso planeta. E sei que arte nos transforma. E agora vamos nos debater, nos debulhar nos reinventar. Ou vamos nos acomodar a um modelo medíocre de uma classe media consumista e individualistas. As eleições estão ai o massacre do estado contra o povo do Pinheirinho aconteceu em nossa cidade. Vamos dar um basta a este jogo neofascista? Fazemos-nos nossa história. E chega desta idéia de pires na mão para o pai estado. Nós somos o povo que constitui esta nação. Vamos dar as mãos ou vamos nos arrebentar. Não existe liberdade sem uma nova formação de consciência. As torres gêmeas desabaram em 2001 e  estamos num novo século e devemos ter uma nova tomada de ação. Que também envolva a velha práxis de um cara chamado Marx. Eu to indo refrescar a cabeça no Oceano Atlântico, mas volto se Deus me permitir para por fogo neste mundinho besta chamada era virtual. Estamos ai.

JOKA
joão carlos faria   
  

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