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domingo, 1 de julho de 2012


JOKA

A eterna mesmice da cultura Brasileira ....

Ando um pouco afastado de eventos culturais por vários motivos. E ando sem projetos ,mas felizmente hoje fui convidado pelo Entrementes a ir a uma Feira dedicada a livros infantis na Cidade de Taubaté por sinal tenho a grata surpresa de ver um evento bem organizado pela prefeitura daquela cidade. Mas o desafio de conseguir público para arte neste pais nos incomoda não havia público na Avenida do Povo? E ai nos deixa enquanto produtores de cultura com a pulga atrás da orelha? Como nos cidadãos vamos exigir de governos investimentos em arte e cultura se quando se investe a uma pouca ou rara participação da comunidade? Onde erramos? Sempre falo em produzir cinema em São José dos Campos coisa que vem acontecendo em Jacareí com o cineasta Vini Trashy. Mas quais serão suas dificuldades? E as nossas dificuldades? Minha grande pergunta é onde erramos. E como mudar este fato? Desanima-me. Mas geralmente sigo em frente. Escrevemos romances, poesia, crônicas que ninguém lé? A um mal estar na classe cultural se podemos nos chamar de classe quanto á atual gestão de cultura no Ministério da Cultura. Que anda fraca e conservadora em comparação ao Governo Lula. E ai se governos de esquerda tem uma Ação reacionária num Ministério que pode ajudar a formar pensadores e gente com uma visão critica imaginem os governos de direita que nunca tem estes compromissos? O Brasil carece de um Fundo de Arte e Cultura, precisa desburocratizar os recursos para este setor. Acabei de ver um debate no Facebook promovido pelo poeta Claudio Daniel. Mas e ai como mudar, como pressionar com invasões a Funarte? Para mim sempre parece uma velha novela e bem repetida. Um amigo nos deu a idéia de se fortalecer via iniciativa privada o que chamamos de mercado. Mas arte só é uma mercadoria? E já não serve para refletir se transformar e por conseguinte o mundo que nos cerca? Quero sim fazer cinema, escrever romances. Quem sabe voltar a compor música e poemas , mas quem vai apreciar? Se nossa sociedade não quer se apurar. Hoje convivo em SALAS DE LEITURA e vejo o esforço de nossos educadores para incentivar a leitura. E também vejo grandes escritores de literatura infantil. Livros bem elaborados, historias criativas ,mas cadê os leitores? Onde iremos parar com uma civilização assim tão barbara?  Será que o mundo acabará em 2012?  Mas se sobrevivermos. Não estamos deixando um bom legado em termos de arte no mundo contemporâneo. Só tem valor a arte educação. O politicamente correto. Eu estou absolutamente fora de qualquer espaço sempre estive. E pelo jeito continuarei. Pois me esforço para sair deste lamaçal. Quero uma arte que me transforme e te transforme. Não sou só pela estética do belo. Mas o feio. O odor nos causa espanto. Como retratar um Rio poluído morto sem um mau cheiro? Sem que gere mal estar. Eu faria uma instalação assim. Para chocar e provocar reflexão. E ninguém ousa. Será que somos artistas que querem bater cartão e ter estabilidade? Arte sem ruído sem provocar não é arte. É uma anomalia. E devemos sim questionar o poder público. E nos questionar enquanto artista se é que somos? Pertenço a uma cena Valeparaibana. Que acontece a mais de quarenta anos. Dói-me ir a Taubaté e ter como referencia somente artistas mortos. Quero ter como referencia também os artistas vivos. Chega de pasmaceira. E comodismo meu estomago este embrulhado e vou vomitar. Tá na hora de uma rebelião que nunca acontece. Chega ... Vi uma exposição de um coletivo no SESC de São José dos Campos que sim nos provoca, por sinal nesta cidade e neste pais só a o SESC? Enquanto espaço para arte. Que tem uma política e uma ação consistente? E ai quando iremos além do SESC? O Brasil precisa  se rever e se refletir e não o está fazendo. Sem isto nunca seremos uma nação.

JOKA
joão carlos faria       

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