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quinta-feira, 12 de julho de 2012


JOKA

E duro vencer as próprias vaidades. Descobrir-se pó.

As areias da ampulheta caíram, vão se longos dias sem escrever. E agora de volta. Tudo passa e eu aqui. Neste estranho oficio de escritor numa sociedade que se baseia em imagens. Hoje vi um programa com o mestre das previsões Nostradamus foi achado um livro dele só de imagem. Minha intuição não estava me levando á escrita. Minha intuição sente algo pesado no ar. A vista cansada. Mas o mundo sempre girando. Já não quero obra e sim experimentar a vida e a vida é cheia de agruras. Desafios e tudo mais. Sinto algo pesado estamos nos deixando levar pelos interesses da matéria e nos esquecendo de nos ligar ao Mistério. E este Mistério é Deus ou o nome que tiver. No mais tudo é experimento e sensações. A vida é ligeira rápida. E a humanidade só anda apegada a valores materiais. Como Sofia falou-me nas ruas se a sociedade ocidental é Cristã porque não imita as atitudes de Jesus Cristo. Mas preferimos a lama de só ter nos esquecendo de ser. De vivenciar a metafísica. Apegamos-nos  ao que esta no exterior. E nosso interior é bem mais rico, muitas vezes sombrio uma imensa caverna onde habita o Bem e o Mal. E quando nos silenciamos na noite ou até no dia estes Anjos e Demônios nos assaltam e sempre estamos numa corda bamba. Esta semana quase dei fim a um site de relacionamento. Pois vi o mal se refletir em nossa doentia humanidade. Esforço-me para sair de meu chiqueiro. Sei que mais perco do que venço. Mas esforço-me. E sei que eu mesmo encontrarei o equilíbrio da balança. E duro vencer as próprias vaidades. Descobrir-se pó. E  já nem sei porque continuo a escrever. Talvez porque queira compartilhar o que há de sagrado na vida para mim. Talvez alguma vaidade. Mas devo continuar minha estranha caminhada para dentro de minha caverna. E quando saio ao Sol deparo com o naufragar desta humanidade. E não há o que ser feito? Somente assistir a este imenso espetáculo. E não se deixar levar pela força do Abismo. Ou serei de novo tragado por ele. Não sou nenhum super-homem que possa mudar o curso da história e sim mero figurante. Eis me aqui humano. Como dizem os profetas ao Abismo, abismo, abismo. E eis nossa humanidade arrojada ao fim. Eis me humano. Contemplo a poética do fim. E vejo as trombetas serem tocadas. Se há um fim, amanhã terá um começo. E não cabe a mim chorar e sim contemplar, assistir a este imenso espetáculo do universo. Deus começa a se fazer presente em mim. Mas não é um Deus morto e sim vivo, amigo para todos os momentos. A vida segue em qualquer dimensão. Estamos vivos.  

JOKA

joão carlos faria

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