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quinta-feira, 26 de julho de 2012


JOKA

E as teias vão se tecendo ...

Meu velho teclado todo caído á coluna doendo pelo tempo no computador. A  conferir o mundo cibernético. E a cabeça borbulhando. E  a vida vai se rasgando e as teias vão se tecendo. E a o manipular de marionetes, livros e livros para ler. E tudo sempre igual, mas diferente. Um breve calor numa noite de inverno. Desço as escadas em meu inferno. E olho estrelas madrugada afora. Quem somos neste eterno existir. Resistir a que? Viraremos suco nunca sei. O sono vem, mas a energia é forte. Viver, resistir , pensar e deixar de pensar. Impressões muitas vezes mal resolvidas. E vamos mesmo sem saltar. Mas há ainda a necessidade de saltar? Então pulemos. Quem sabe a gravidade não se firme enquanto lei. Ai uma maçã caiu em minha cabeça. Devoro um morango no fundo de um oceano. E não estou enquanto como um pastel. E presto atenção nas palavras de quem sabe. Eu que nunca sei. Gostaria de andar em praças a filosofar e agir. Mas quem quer? Alguém me disse que pensar dói. Por isto esta massa amorfa não pensa? E nós pensamos que pensamos e somos tão marionetes quanto? E a teia esta sendo tecida. Não matei uma aranha. Porque haveria de matar aquela aranha que fugia num prédio qualquer. Vejo-te cheia de pergunta ó Sofia, tu mulher real, mas muitas vezes sombria. Em gozares eterno. Quanto nos custa tentar entender a metafísica. Quanto nos falta  tempo para nos silenciar e ler a boa literatura. Para o que é bom e saudável devemos achar o tempo necessário. Rotina deve haver uma siguinificação para a rotina. Basta ver a vida com muitos olhares. Não mas salto. E se salto retorno. Nem parece que saltamos. Mas será que ainda nos falta seis passos para o abismo? Tudo é lento e calmo. E  o SOL  de inverno nos ilumina.Caminhemos pela Mata Atlântica desfrutemos de suas riquezas. Vamos nos dar as mãos para subir as montanhas. Ou cada um de nós que as suba sozinho? O caminhar é solitário. E no inferno não há solidariedade. Cadê as belas estradas da Sagrada Mantiqueira. Encerro-me estou numa praça num longicuo futuro cercado de quem pensa. E exercita o não pensar. Mas que seja também neste exato momento.

JOKA
joão carlos faria
        

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