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quinta-feira, 19 de julho de 2012


JOKA

Aos que tentam se desvendar ...

A vida se despedaça dentro de mim. Como as cidades frias de inverno. Minha alma dilacerada de vaidades. E tento silenciar-me neste universo de comunicações onde de fato não nos comunicamos. Só nosso  vazio silencio impera. Embora nós esforcemos para chamar a atenção e ninguém de fato nos vê. E o mar bravio diante de mim. E em silencio não o adentro. Quero estar só e minhas luxúrias me arremessam as pedras, flutuo na água cadáver vivo. De minhas memórias inexistentes. Não sou. E mergulho dentro de minha caxola. Onde todas as podridões passam por minha cabeça. E nunca fui. Vejo cavaleiros apocalípticos atravessarem nossos caminhos e não creio no que vejo. Mas sinto a emoção de minhas retinas. Não há nada racional em mim. Ás vezes careta. Muitas vezes moderno. Tenho medo de meus sentimentos. E sinto e espero a estrada voltar a funcionar. Enquanto pedras são explodidas. E os desejos afloram dentro de mim. E não adormeço. Nunca adormeço. Minha cabeça explode bombas atômicas. E a vida é um piscar de olhos. E sinto não ter nada. E sei que nada vou levar. Mas espere algo deve valer á pena. E não hei de levar nenhuma moeda para Caronte. Não nunca. Caro Allen Gins Berg  não uso saia. E não irei atravessar infernos. Pena que não serei cremado. Não estarei nú deitado em meu caixão. Uma simples cerimônia Católica para quem não acredita nesta Igreja Católica Apostólica Romana. Estarei caçoando de todos. Feliz  em outra dimensão. Sei que esta vida é passageira. Mas nossa alma é imortal. E venha a mim o amor de cada dia que ainda não tive. Falo do amor carnal. Que constrói. Que nos une ao imortal. E nunca fui. Estou sempre aqui. E nunca salto. Subir ou descer escadas nos distrai. Mas a algo mais profundo que nossa torpe mente nunca alcança. Que nenhuma religião criada ou ainda a ser criada jamais alcançará. Liberdade. Não sei. Alguém tem? Como diria Solfidone HOMENS NÃO SOIS LIVRES NEM DO VASO SANITÁRIO. E não somos. Mas a vida é bela, mesmo com a passagem do tempo. E todo ginásio psicológico que vivemos. No fim sabemos que tudo passa. Até a mais doentia das lúxurias. Que nos faz sentir vivos. Estar entre o bem e o mal é algo que devemos aprender. A uma imensa balança. Uma corda bamba onde devemos aprender a nos equilibrar. Ás vezes e muitas vezes caímos. Mas se chegamos a vitorias e porque a tropeços sei que é um imenso clichê. Mas somos almas curtindo um corpo físico que nos mostra as dores e os amores do universo físico. De resto tudo é a mais sublime das poesias. Que ninguém nos explica. Beijos incendiários aos que tentam se desvendar. A vida não tem explicação á vida é pura experimentação.

JOKA
joão carlos faria      

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