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domingo, 29 de julho de 2012


JOKA

Em busca da liberdade ...

Acabo de sair de casa, um ônibus quase vazio num sábado á tarde tentando descansar de uma caminhada da Mantiqueira o Sol começa a se por. Uma vontade de descer no ponto e contemplar  o por do Sol, mas havia um show de Erasmo Carlos. E é um destes shows que não devemos perder. Mas enquanto o ônibus desliza pela cidade. Lembro-me da caminhada do dia anterior com os amigos Luiz Augusto e Paulo Rafael. Bem que poderíamos chamar algumas amigas para esta jornada e o convite aqui esta feito. Quem vê esta São José dos Campos urbana ás vezes não imaginam que tem uma Zona Rural em plena Serra da Mantiqueira  com uma simples passagem de dois e oitenta podemos andar por mais de quarenta e cinco quilômetros até o Bairro do Guirrra , mas o povo do Bairro de Lavras pede para que este ônibus chegue até aquela bela vila cravada na Mantiqueira. Felizmente ainda não é um lugar tão badalado e quase não há turismo. Uma Vila com Igreja, campo de futebol e pasmem uma Associação Cultural que fiz questão de fotografar. Esta é uma rota que descobri á pouco tempo e sempre a repito primeiramente descobri caminhando sozinho e agora de novo vou com outras pessoas para compartilhar nossa Mata Atlântica. Sempre paramos num aconchegante bar daquela pequena vila joseense. Ia me esquecendo a um pequena praça naquela vila. Não vi escolas e soube assistindo a um documentário Chileno que na Patagônia as vilas se formavam em volta de escolas algo bem inusitado em nossa América Latina.  Em Lavras os celulares não pegam o ônibus não chega e a comunidade não esta sendo bem assistida pelo poder público. Bem que poderia ter um ônibus saindo do centro e chegando a sede do distrito e que também o asfalto chegasse aquela estrada. Estamos em época de eleições e ai senhores candidatos? Sempre algum burocrata vai dizer não e a comunidade sempre fica a deriva. Mas aquela região é linda nesta caminhada pegamos um caminho alternativo subindo pela Igreja em direção a uma grandiosa montanha. Erramos o caminho e adentramos a algumas fazendas subimos a montanha por volta de quatro da tarde com ajuda de um simpático morador acertamos o caminho e seguimos mata adentro até uma estrada. Mais de vinte quilômetros de caminhada e até uma carona pegamos. E eu distraído quase não aceitei. São Francisco é uma região exuberante de nossa Mantiqueira. Acredito que ainda falta um projeto de recuperação da Mata ela deve ser replantada como bem nos ensinou Dom Pedro e recentemente o fotografo Sebastião Salgado. E nada como ter assistido aquele show de Erasmo Carlos que nos anos setenta junto com Roberto Carlos compunham musicas ambientais. Como disse Erasmo eles só erraram porque cantam em Português nossa língua mãe. É tão bom caminhar com pessoas inteligentes que possuem humor e senso critico bem aguçado em relação ao mundo que nos cerca. O cansaço físico pega depois desta jornadas , mas a alma sente-se livre. Pena que minha garganta anda frágil e não posso adentrar as belas cachoeiras da região é só questão de tempo. Por mim moraria numa região desta em breve haverá internet com a tecnologia 3g e até 4g a certas necessidades que a humanidade chega que não se pode desperdiçar. O duro é voltar para nossa urbanidade hoje poluída pela refinarias de petróleo   pagamos um preço alto até demais para este conforto de nós homens que vivemos a hipermodernidade. Enfim a vida segue as rotinas. E eu sempre contemplo a Mantiqueira aqui do bairro onde moro. Mas sempre volto nestas andanças de mais de vinte anos. Pois são caminhadas recheadas de debates sobre os mistérios da vida e do além morte, falamos sobre política, arte, cultura e a metafísica nossa de cada dia. E a vida segue. O show já terminou meu caro Erasmo. Mas a poesia esta ai sempre dentro de nosso coração que pulsa em busca de liberdade. E seguimos se o Universo nos permitir sempre iremos nestas caminhadas ainda chegaremos a Patagônia.

JOKA
joão carlos faria      
Foto de Paulo Rafael.

quinta-feira, 26 de julho de 2012


JOKA

E as teias vão se tecendo ...

Meu velho teclado todo caído á coluna doendo pelo tempo no computador. A  conferir o mundo cibernético. E a cabeça borbulhando. E  a vida vai se rasgando e as teias vão se tecendo. E a o manipular de marionetes, livros e livros para ler. E tudo sempre igual, mas diferente. Um breve calor numa noite de inverno. Desço as escadas em meu inferno. E olho estrelas madrugada afora. Quem somos neste eterno existir. Resistir a que? Viraremos suco nunca sei. O sono vem, mas a energia é forte. Viver, resistir , pensar e deixar de pensar. Impressões muitas vezes mal resolvidas. E vamos mesmo sem saltar. Mas há ainda a necessidade de saltar? Então pulemos. Quem sabe a gravidade não se firme enquanto lei. Ai uma maçã caiu em minha cabeça. Devoro um morango no fundo de um oceano. E não estou enquanto como um pastel. E presto atenção nas palavras de quem sabe. Eu que nunca sei. Gostaria de andar em praças a filosofar e agir. Mas quem quer? Alguém me disse que pensar dói. Por isto esta massa amorfa não pensa? E nós pensamos que pensamos e somos tão marionetes quanto? E a teia esta sendo tecida. Não matei uma aranha. Porque haveria de matar aquela aranha que fugia num prédio qualquer. Vejo-te cheia de pergunta ó Sofia, tu mulher real, mas muitas vezes sombria. Em gozares eterno. Quanto nos custa tentar entender a metafísica. Quanto nos falta  tempo para nos silenciar e ler a boa literatura. Para o que é bom e saudável devemos achar o tempo necessário. Rotina deve haver uma siguinificação para a rotina. Basta ver a vida com muitos olhares. Não mas salto. E se salto retorno. Nem parece que saltamos. Mas será que ainda nos falta seis passos para o abismo? Tudo é lento e calmo. E  o SOL  de inverno nos ilumina.Caminhemos pela Mata Atlântica desfrutemos de suas riquezas. Vamos nos dar as mãos para subir as montanhas. Ou cada um de nós que as suba sozinho? O caminhar é solitário. E no inferno não há solidariedade. Cadê as belas estradas da Sagrada Mantiqueira. Encerro-me estou numa praça num longicuo futuro cercado de quem pensa. E exercita o não pensar. Mas que seja também neste exato momento.

JOKA
joão carlos faria
        

terça-feira, 24 de julho de 2012


JOKA

Incertezas

O que é existir? O que é viver? Nunca se sabe, tanta formula tantos caminhos. Tantos modelos que nós passam e nada é real. Só a comprovação do tempo. Viver sem o êxtase é algo insano. Viver acreditando-nos que tentam nos fazer crer é ridículo. Nunca aceito, vivemos a representar papéis. E para que? Quem nos inventa toda estas regras de convívio. E não somos donos de nosso destino. Somos meros ferramentas do que se estabelece. Mas o que se estabelece? De verdade o que nos diferencia? Sexos, desejos, opiniões, sentidos. E ai tudo se acaba numa noite sombria. Demônios povoam nossa imaginação. Medos para que tememos tantos? Não há dor maior que as diversas incertezas. Mas mergulhemos em nossas incertezas. Dias e noites passam, anos e anos se passam e de fato mudamos? Deixamos de ser, abandonamos nossas ilusões. Política, religião, trabalha o que de fato isto representa em nossa eternidade? Pessoas que estão em nossas vidas. Ou deixam de estar. Amores e desamores, desejos carnais. Paixões. E o que é tudo. Enquanto isto Urubus pousam num poste em uma praia. Carros correm a cem por hora. Guerras acontecem em todos os lugares. Crianças nascem. Pessoas morrem. E nós nesta existência a observar o mundo. Só observamos e não nos jogamos na vida?

joão carlos faria             

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Sombrio

O céu se faz presente. Estrelas adormecem, enquanto nos fazemos ausentes. Passos são dados, enquanto adormecidos. Eis a ausência de fé. E na noite nos reviramos. E o sombrio se faz aqui. E o tempo passa embora não exista.

joão carlos faria 

JOKA

Delírios

Urubus pousam  num poste. Praias desertas, mentes vazias. Exauriam as forças. E cabeças explodem. A vida não tem sentido. Se não for vivida. E a poesia se faz presente. E sempre estamos ausentes na busca de um sentido que não existe. Derramo-me na noite. O cálice se quebra em pedaços. Jaz o tempo senhor implacável na ausência de orgias. A vida pulsa e nós perdemos em delírios.


joão carlos faria     

quinta-feira, 19 de julho de 2012


JOKA

Aos que tentam se desvendar ...

A vida se despedaça dentro de mim. Como as cidades frias de inverno. Minha alma dilacerada de vaidades. E tento silenciar-me neste universo de comunicações onde de fato não nos comunicamos. Só nosso  vazio silencio impera. Embora nós esforcemos para chamar a atenção e ninguém de fato nos vê. E o mar bravio diante de mim. E em silencio não o adentro. Quero estar só e minhas luxúrias me arremessam as pedras, flutuo na água cadáver vivo. De minhas memórias inexistentes. Não sou. E mergulho dentro de minha caxola. Onde todas as podridões passam por minha cabeça. E nunca fui. Vejo cavaleiros apocalípticos atravessarem nossos caminhos e não creio no que vejo. Mas sinto a emoção de minhas retinas. Não há nada racional em mim. Ás vezes careta. Muitas vezes moderno. Tenho medo de meus sentimentos. E sinto e espero a estrada voltar a funcionar. Enquanto pedras são explodidas. E os desejos afloram dentro de mim. E não adormeço. Nunca adormeço. Minha cabeça explode bombas atômicas. E a vida é um piscar de olhos. E sinto não ter nada. E sei que nada vou levar. Mas espere algo deve valer á pena. E não hei de levar nenhuma moeda para Caronte. Não nunca. Caro Allen Gins Berg  não uso saia. E não irei atravessar infernos. Pena que não serei cremado. Não estarei nú deitado em meu caixão. Uma simples cerimônia Católica para quem não acredita nesta Igreja Católica Apostólica Romana. Estarei caçoando de todos. Feliz  em outra dimensão. Sei que esta vida é passageira. Mas nossa alma é imortal. E venha a mim o amor de cada dia que ainda não tive. Falo do amor carnal. Que constrói. Que nos une ao imortal. E nunca fui. Estou sempre aqui. E nunca salto. Subir ou descer escadas nos distrai. Mas a algo mais profundo que nossa torpe mente nunca alcança. Que nenhuma religião criada ou ainda a ser criada jamais alcançará. Liberdade. Não sei. Alguém tem? Como diria Solfidone HOMENS NÃO SOIS LIVRES NEM DO VASO SANITÁRIO. E não somos. Mas a vida é bela, mesmo com a passagem do tempo. E todo ginásio psicológico que vivemos. No fim sabemos que tudo passa. Até a mais doentia das lúxurias. Que nos faz sentir vivos. Estar entre o bem e o mal é algo que devemos aprender. A uma imensa balança. Uma corda bamba onde devemos aprender a nos equilibrar. Ás vezes e muitas vezes caímos. Mas se chegamos a vitorias e porque a tropeços sei que é um imenso clichê. Mas somos almas curtindo um corpo físico que nos mostra as dores e os amores do universo físico. De resto tudo é a mais sublime das poesias. Que ninguém nos explica. Beijos incendiários aos que tentam se desvendar. A vida não tem explicação á vida é pura experimentação.

JOKA
joão carlos faria      

sexta-feira, 13 de julho de 2012


JOKA

Só teoria não se resolve o mundo

A moda masculina nunca sai do lugar sempre do mesmo jeito no passado fiz defesas mais radicais. Mas cadê os estilistas? Que nunca ousam. Nós homens temos nosso tipo físico que poderia ser repensado em termos de vestir para o conforto e para a beleza. Já li há algum tempo que pensavam em aposentar os velhos ternos? E nada novo. Pena que não tenho talento para desenhar ou repensar. Mas quem tem? Os padrões sempre mudam. E que nos homens temos um limite. Imposto pela sociedade para não cair na caricatura. Mas com criatividade e ousadia tudo pode ser repensado. E nunca o é? E ai como a indústria e a cenas alternativas nunca se repensam. Chega dos velhos, cortes, modelos. Epa estas faculdades de moda existem para que? E as faculdades de publicidade. Criatividade dentro dos limites. Ou nunca adentraremos ao século vinte e um? Já fiz minhas experiências e certamente quebrei a cara , mas as fiz. E agora e os jovens estilistas? A semiótica esta ai enquanto ciência e Solfidone sempre falava dela pelos corredores dos Shoppings. Mostrando-nos os símbolos. Vemos uma geração quadrada e que nunca propõem uma reformulação de moda, costumes, ética e pensar algo novo. Chega vamos á práxis só teoria não se resolve o mundo. Cadê os desenhos as roupas a internet esta ai para divulgar e fazer valer quem ousa. O poeta Murilo Mendes tinha uma frase SÓ NÃO EXISTE O QUE NÃO PODE SER IMAGINADO e estou imaginando e quero ver uma mudança de visual. Chega deste mero lugar comum. Desta sociedade politicamente correta que nunca se atreve ao que se deve ser atrevido. Não podemos nos fixar em idéias do passado. Se não viveremos o passado. Devemos viver o agora. Novas roupas, nova música, idéias política e ações que gerem transformações. O passado já não existe é mera referencia. O novo esta ai. Quebremos barreiras na moda, na arte e na política. Uma nova visão econômica que proponha alguém além deste Capitalismo decadente e que oprime a humanidade se faz urgente e deve nascer hoje. E a moda seja a masculina, feminina enquanto arte deve propor. Moda é arte. E esta ai reflete como pensamos, mas no geral como deixamos de pensar. Estamos vivos. E mergulho meu corpo no Oceano Atlântico. Em busca de minha totalidade. É hora de transformação dentro de nossos corações e que se reflita no universo. E também na maneira de como nos vestiremos.       

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joão carlos faria

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A oxigenação de São José dos Campos ...

Para quem gosta de literatura toda sexta-feira tem na Globo News tem um programa de literatura sempre ás nove e meia da noite. E também o Entrelinhas na TV Cultura que não sei se ainda esta no ar. Na sexta-feira passada dia 13 de Julho falou-se da Geração Beat  com o poeta Claudio Willer e também era dia do Rock se bem que não sou muito chegado a este tipos de comemoração mediucres.Ultimamente não comemoro nem meu aniversário. Mas nossa sociedade acomodada e toda certinha gosta destas bobagens e a mídia os fás engolir. A vida tem coisas mais importantes e Jack Keruac abriu muitas e muitas portas para nossa percepção. E a tantas gerações que influenciaram e haja a Praça Afonso Pena em São José dos Campos para nos contar suas histórias. E vá lá muitos nomes Edu Planchez, Cesar Pop, Solfidone, Franklin Maciel, Elizabeth Souza, Irael Luziano e muitos que já saíram de cena ou até voltam ainda temos esperanças que voltem a Cena que nunca existe.Hoje a cidade tenta reagir a mesmice e ao eventismos uma praga da arte e cultura. Ninguém se encontra mais para se auto descobrir. Quem sabe isto até ocorre e estou por fora. Pois cada geração se reenventa. Pó cheguei aos quarenta minha juventude se foi , mas Edu Planchez, Cesar Pope e outros estão ai se reenventando e na ativa. Mas de fato o que é arte, cultura, ativismo, política nos dias de hoje? Deixemos nosso lugar comum e vamos repensar tudo isto. Não porque seja dia do Rock ou porque Walter Salles lançou pé na estrada. Gosto muito do cinema de Walter. Mas moda não me atrai. Mas sim uma busca pela mudança de costumes que a Geração Beat iniciou-se e depois veio a contracultura. Nem sei se contracultura ainda é correto falar.Só ouço em artes a palavra projeto e onde irei ganhar. Tó fora. A vida é bem mais que dinheiro, poder, prestigio.E por isto gosto de pessoas que se jogam ao abismo. Que vão á vida. E minha cidade conservadora e careta tem estas pessoas que a Oxigenam. E junto a elas quero estar presente como o poeta Paulo Rafael que anda tentando se sintonizar ao novo. Mas a algo novo?  A mais recente tentativa na cidade foi o Estival de um coletivo muito criativo e um nome se firma o poeta Marucs Grossa que sempre nos põem em xeque. Também o poeta Fernando Selmer que participou de uma antologia em cd que fizemos e Mah Luporini tentam se reenventar. Mas o que é novo? A tentativa de validar imagens pornográficas no Facebook que alguns poetas tentam impor. Arte e pornografia tem uma tênue fronteira. Acho que nos falta consciência e um debate nervoso do que é arte? E arte não é produto, não é mídia. E a busca dos transformar-se e a interferência no mundo que nos cerca. Devemos sair de nosso lugar bem comum. Quem sabe a partir de uma vila conservadora e com um povinho tacanho pode surgir uma nova forma de ver nosso mundo. E estou ai sim com um rumo de minha Vila, minha cidade, meu estado meus pais e nosso planeta. E sei que arte nos transforma. E agora vamos nos debater, nos debulhar nos reinventar. Ou vamos nos acomodar a um modelo medíocre de uma classe media consumista e individualistas. As eleições estão ai o massacre do estado contra o povo do Pinheirinho aconteceu em nossa cidade. Vamos dar um basta a este jogo neofascista? Fazemos-nos nossa história. E chega desta idéia de pires na mão para o pai estado. Nós somos o povo que constitui esta nação. Vamos dar as mãos ou vamos nos arrebentar. Não existe liberdade sem uma nova formação de consciência. As torres gêmeas desabaram em 2001 e  estamos num novo século e devemos ter uma nova tomada de ação. Que também envolva a velha práxis de um cara chamado Marx. Eu to indo refrescar a cabeça no Oceano Atlântico, mas volto se Deus me permitir para por fogo neste mundinho besta chamada era virtual. Estamos ai.

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joão carlos faria   
  

quinta-feira, 12 de julho de 2012


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E duro vencer as próprias vaidades. Descobrir-se pó.

As areias da ampulheta caíram, vão se longos dias sem escrever. E agora de volta. Tudo passa e eu aqui. Neste estranho oficio de escritor numa sociedade que se baseia em imagens. Hoje vi um programa com o mestre das previsões Nostradamus foi achado um livro dele só de imagem. Minha intuição não estava me levando á escrita. Minha intuição sente algo pesado no ar. A vista cansada. Mas o mundo sempre girando. Já não quero obra e sim experimentar a vida e a vida é cheia de agruras. Desafios e tudo mais. Sinto algo pesado estamos nos deixando levar pelos interesses da matéria e nos esquecendo de nos ligar ao Mistério. E este Mistério é Deus ou o nome que tiver. No mais tudo é experimento e sensações. A vida é ligeira rápida. E a humanidade só anda apegada a valores materiais. Como Sofia falou-me nas ruas se a sociedade ocidental é Cristã porque não imita as atitudes de Jesus Cristo. Mas preferimos a lama de só ter nos esquecendo de ser. De vivenciar a metafísica. Apegamos-nos  ao que esta no exterior. E nosso interior é bem mais rico, muitas vezes sombrio uma imensa caverna onde habita o Bem e o Mal. E quando nos silenciamos na noite ou até no dia estes Anjos e Demônios nos assaltam e sempre estamos numa corda bamba. Esta semana quase dei fim a um site de relacionamento. Pois vi o mal se refletir em nossa doentia humanidade. Esforço-me para sair de meu chiqueiro. Sei que mais perco do que venço. Mas esforço-me. E sei que eu mesmo encontrarei o equilíbrio da balança. E duro vencer as próprias vaidades. Descobrir-se pó. E  já nem sei porque continuo a escrever. Talvez porque queira compartilhar o que há de sagrado na vida para mim. Talvez alguma vaidade. Mas devo continuar minha estranha caminhada para dentro de minha caverna. E quando saio ao Sol deparo com o naufragar desta humanidade. E não há o que ser feito? Somente assistir a este imenso espetáculo. E não se deixar levar pela força do Abismo. Ou serei de novo tragado por ele. Não sou nenhum super-homem que possa mudar o curso da história e sim mero figurante. Eis me aqui humano. Como dizem os profetas ao Abismo, abismo, abismo. E eis nossa humanidade arrojada ao fim. Eis me humano. Contemplo a poética do fim. E vejo as trombetas serem tocadas. Se há um fim, amanhã terá um começo. E não cabe a mim chorar e sim contemplar, assistir a este imenso espetáculo do universo. Deus começa a se fazer presente em mim. Mas não é um Deus morto e sim vivo, amigo para todos os momentos. A vida segue em qualquer dimensão. Estamos vivos.  

JOKA

joão carlos faria

domingo, 1 de julho de 2012


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A eterna mesmice da cultura Brasileira ....

Ando um pouco afastado de eventos culturais por vários motivos. E ando sem projetos ,mas felizmente hoje fui convidado pelo Entrementes a ir a uma Feira dedicada a livros infantis na Cidade de Taubaté por sinal tenho a grata surpresa de ver um evento bem organizado pela prefeitura daquela cidade. Mas o desafio de conseguir público para arte neste pais nos incomoda não havia público na Avenida do Povo? E ai nos deixa enquanto produtores de cultura com a pulga atrás da orelha? Como nos cidadãos vamos exigir de governos investimentos em arte e cultura se quando se investe a uma pouca ou rara participação da comunidade? Onde erramos? Sempre falo em produzir cinema em São José dos Campos coisa que vem acontecendo em Jacareí com o cineasta Vini Trashy. Mas quais serão suas dificuldades? E as nossas dificuldades? Minha grande pergunta é onde erramos. E como mudar este fato? Desanima-me. Mas geralmente sigo em frente. Escrevemos romances, poesia, crônicas que ninguém lé? A um mal estar na classe cultural se podemos nos chamar de classe quanto á atual gestão de cultura no Ministério da Cultura. Que anda fraca e conservadora em comparação ao Governo Lula. E ai se governos de esquerda tem uma Ação reacionária num Ministério que pode ajudar a formar pensadores e gente com uma visão critica imaginem os governos de direita que nunca tem estes compromissos? O Brasil carece de um Fundo de Arte e Cultura, precisa desburocratizar os recursos para este setor. Acabei de ver um debate no Facebook promovido pelo poeta Claudio Daniel. Mas e ai como mudar, como pressionar com invasões a Funarte? Para mim sempre parece uma velha novela e bem repetida. Um amigo nos deu a idéia de se fortalecer via iniciativa privada o que chamamos de mercado. Mas arte só é uma mercadoria? E já não serve para refletir se transformar e por conseguinte o mundo que nos cerca? Quero sim fazer cinema, escrever romances. Quem sabe voltar a compor música e poemas , mas quem vai apreciar? Se nossa sociedade não quer se apurar. Hoje convivo em SALAS DE LEITURA e vejo o esforço de nossos educadores para incentivar a leitura. E também vejo grandes escritores de literatura infantil. Livros bem elaborados, historias criativas ,mas cadê os leitores? Onde iremos parar com uma civilização assim tão barbara?  Será que o mundo acabará em 2012?  Mas se sobrevivermos. Não estamos deixando um bom legado em termos de arte no mundo contemporâneo. Só tem valor a arte educação. O politicamente correto. Eu estou absolutamente fora de qualquer espaço sempre estive. E pelo jeito continuarei. Pois me esforço para sair deste lamaçal. Quero uma arte que me transforme e te transforme. Não sou só pela estética do belo. Mas o feio. O odor nos causa espanto. Como retratar um Rio poluído morto sem um mau cheiro? Sem que gere mal estar. Eu faria uma instalação assim. Para chocar e provocar reflexão. E ninguém ousa. Será que somos artistas que querem bater cartão e ter estabilidade? Arte sem ruído sem provocar não é arte. É uma anomalia. E devemos sim questionar o poder público. E nos questionar enquanto artista se é que somos? Pertenço a uma cena Valeparaibana. Que acontece a mais de quarenta anos. Dói-me ir a Taubaté e ter como referencia somente artistas mortos. Quero ter como referencia também os artistas vivos. Chega de pasmaceira. E comodismo meu estomago este embrulhado e vou vomitar. Tá na hora de uma rebelião que nunca acontece. Chega ... Vi uma exposição de um coletivo no SESC de São José dos Campos que sim nos provoca, por sinal nesta cidade e neste pais só a o SESC? Enquanto espaço para arte. Que tem uma política e uma ação consistente? E ai quando iremos além do SESC? O Brasil precisa  se rever e se refletir e não o está fazendo. Sem isto nunca seremos uma nação.

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joão carlos faria