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domingo, 24 de junho de 2012


JOKA

Os lobos governam este mundo

Ontem tive o prazer de assistir ao filme King Arthur de Antoine Fuqua de 2004 assisti ao inicio desta lenda do Rei Arthur e ficou-me o desejo que pelo jeito ficará no sonho de bolar uma produção épica sobre Dom Sebastião para buscar as bases da cultura Portuguesa é deste povo que colonizou este pais. Pena que seja um projeto ousado, mas contar as sagas Portuguesas e o inicio desta nação que depois colonizará estas terras hoje chamadas Brasil. Voltar no tempo redescobrir as lacunas que fazem nossa história. Seria algo interessante. Lógico também deve se pensar em contar e recontar as historia dos povos originários do Brasil a qual denominamos Índios e dos povos Negros. Como as histórias dos Malés. Pois um povo sem nenhuma memória deixa de ser reflexivo e resistente. Vide o recente golpe do Paraguay. Ando a ler o livro  O VALE DAS ILUSOES de Rosveres Celestino que passa pela escravidão no Brasil e justamente pela guerra do Paraguay. Nada como a literatura e o cinema para nos retratar. Uma nação sem literatura e cinema não tem historia. Pois não tem memória. Pois a literatura e o cinema vão além de livros didáticos e uma aula monótona numa sala qualquer. A vida requer sangue e justiça para ser vivida. Vivemos num sistema carcomido. Onde eleições são disputadas por projetos de poder e não projetos de transformação social. Os partidos políticos estão podres já disputam antes da eleição o que chamam de espaço que na real são quantos cargos comissionados terão. E ver uma lenda em ação que ajudou a formar uma cultura como a do Rey Arthur e seus cavaleiros da Tavola Redonda nos dão a chance de sonhar com que chamamos de liberdade. E nisto o filme me inspirou o vi duas vezes a tarde e depois á noite. Encerrando a segunda seção desliguei a TV para refletir. Como carecemos de liderança neste século vinte e um.Onde a arte não existe. E sim uma chamada produção cultural baseada no que chamam de arte educação. Não vemos artistas no mundo que nos cerca desde as vilas aos grandes centros raros são os cineastas mais raros ainda os escritores. E olha que temos um acesso a informação como nunca se viu antes. Alguns artistas se acham vanguarda, mas não existe mais vanguarda só o que chamam de arte comercial. E ai ficaremos sem grandes épicos? Só com o que de bom já foi feito? Sem lideres políticos? Não vejo nenhuma revolução acontecer só as contra revoluções como o caso da retirada do presidente do Paraguay. E todos nos calamos? E o fracasso da Rio + 20. Ninguém comenta acompanhei pela TV a cabo no qual pagamos uma fortuna e sem ter nenhuma qualidade. Ninguém acorda. E a sociedade esta adormecida. E pelo jeito nunca realizarei uma produção desta envergadura. Hoje Edu Planchez achou um escrito bem poético em meu blog. Um grande delírio que me dá a esperança de ter sangue de escritor correndo nestas veias. Um estimulo a mais para continuar o solitário oficio de escritor. Este ano que talvez nem vá a Flip por falta de grana. E a vida segue. E lanço mais esta garrafa nos mares. Se bem que é politicamente incorreto lançar garrafas nos mares. Fazer o  que os LOBOS governam este mundo. E nos achamos ovelhas. E quando alguém bradará e dará um grande grito de guerra contra as injustiças sociais. E os que se já tiveram o brilho da liderança se arriscam em manobras vis só pelo poder. E estamos órfãos de ousadia, coragem. Cabe vir de dentro de nosso coração uma reação que nos faça sentirmos o sangue que corre em nossas veias. Chega destes bons moços que se fazem ovelhas .mas são LOBOS.Que a lenda ressurja que vivam Arthur, Dom Sebastião.

JOKA
joão carlos faria

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