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terça-feira, 8 de maio de 2012


JOKA

Só as leis do coração...

Sorrir diante do inevitável. O despedir. Saltar. E tudo se faz abismo. E tudo uma grande esfera. E alguém sorridente do lado invisível nos dá a mão. E não conseguimos pegar. E o salto nos leva ao lugar de muitas lamentações. E o cântico soturno se faz presente. Não há luz, somente trevas. E leio atentamente livros que não me dão resposta há este mundo cartesiano. Não tenho absolutamente nenhuma resposta. Talvez porque não saiba elaborar perguntas. Delicio-me com José Régio e suas sombras. Não quero  perguntas e nem respostas. Só a vida se fazer sentir. E o sentir de meu sangue a circular por minhas veias. Isto se faz real. O pulsar de meu coração. Nada mais me comove. É tudo mera fantasia. Não há gramática que me aprisione. Há gramática que me liberte. Pois se fez o verbo. E nos construímos palavras. Formamos idéias. E estamos repletos de bem e mal. Meu momento é mal. Mas se faz bem. Não vejo luz neste abismo. Se é que se fez luz. Que se fez verdade. E Deus não falou comigo. Nem mesmo o Diabo. Então porque temer Deus ou amar o Diabo. Não sei. Mas sei que nunca sou o mesmo. E mesmo assim meus sentimentos se repetem. E adentro novamente a desrazão dos poetas. A desrazão de Deus e o Diabo. Quantas e quantas éticas a nos guiar. E eu fera a se prender. Em nome de uma vã razão. E a emoção transborda. E em silencio vivo em vários mundos. Entre o Bem e o Mal. Que me habita. Eu disfarçado de civilizado. E cadê a loucura. E cadê os poetas. Que não são profetas. Calo-me silencio-me. E não me transformo em respostas. E não sou sentido. E não me faço civilizado enquanto demônio . Encanto demônio. Entrego-me ao não criado. A um Universo que se faz eterna criação. E nos fazemos joguete entre os quereres de Diabo e de Deus. Que se distraem fazendo de galáxias bolas de gude. E nós aqui no palco em elipse. E a Terra nem redonda nem quadrada. E não me perco em profecias. E se um dia se farão. Deixo as acontecer. Pois não sou esta personalidade que se fez. Nem o pesadelo do porvir. Eu simplesmente   leio José Régio. Nada mais. E tudo deixa de ser cartesiano mesmo fingindo jogar. Não há leis ou regras que nos impõem respeito se não nascem do coração. E no dia a dia tudo se faz verdade e mentira. Num eterno jogo. Que nunca se encerra. E luto para não mentir a mim mesmo. E amo o Diabo e amo a Deus que se fazem UM. E entre um e dois a um infinito intervalo ... Só as leis do coração nunca as da razão...    

JOKA
joão carlos faria

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