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domingo, 13 de maio de 2012


JOKA

Cinza

Uma missa para comemorar uma posse. Entra um homem. E no homem que assumiria uma nação disparam-se dois tiros com uma pistola. E  noite. Cheia de gloria e cantos. E na noite seres vivos estão em seu silencio. Em nosso mortal silencio dentro de nossa imensa loucura. E alguém é  nesta sociedade massacrante. E homens  na Roma antiga lutavam para conquistar a Bretanha e a nona Legião foi dizimada. E Jesus disse as legiões de demônios entrem nos porcos e eles caíram ao mar. E nada se faz. E tudo se constrói. E o tempo despedaça nossas vãs ambições. E tudo se constrói e se destrói com o passar do tempo. E a algo há celebrar além da vida. E tememos o inevitável o ceifar da morte. Enquanto isto deciframos o enigma da vida. E nos silenciamos. Ouço corações a bater. Vemos pessoas de nosso passado. Revemos nossos erros. E tudo se constrói a partir de erros. Abrimos as páginas de livro e tudo é novo mesmo num livro que já lemos várias vezes. Pensar pensar pensar. E  tudo transformar. E a algo novo enquanto somos Brancaleones e eternamente Brancaleones. Nesta vida horizontal. Que o tempo não se encarrega para que cheguemos á vertical. E tudo é cinza. É escuro neste sombrio outono. Não há primavera sem um salto quântico. Somente abismo. E não me canso de viver. Uma missa para comemorar uma posse. E nunca houve esta posse. E nossos sentidos se turvam. E o que há além mar? Cadê a terra prometida onde emana leite e mel. Nunca a alcançamos. E tudo se faz ilusão. E nada se cria. Pois não somos nem o Alfa nem o Omega. E adentramos  a negra escuridão. Sabemos  que existe luz. Embora estejamos  em trevas. E a paz ou a guerra esta dentro de nós.

JOKA
joão carlos faria

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