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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Universum (C. Flammarion, Holzschnitt, Paris 1888).


JOKA

Já não quero ser uma mera sombra ...

Noite quente de um outono febril. Minhas inquietações estão ai todas. Vivemos um momento impar , pois estamos aqui vivos. Alguém contou-me  que teve um sonho. Via uma pessoa fazer um bolo e estava fora do corpo e tentava ensinar a pessoa a fazer o bolo. Explicava e ela não ouvia. E uma voz que não era a do Frank Sinatra disse seu otário teve uma vida inteira e não fez e agora que já não tem um corpo quer fazer. E  seguiu temos uma vida. Não somos feitos de ar e nem de fogo. Portanto não devemos temer nada e sempre seguir em frente. Eu um mero aprendiz do pensar ainda não sou nada. Mas aprendo os caminhos da humildade. E pensar que tudo esta contido nos dez mandamentos de Moises. Eu que furacão de inconseqüências me acalmo. Eu que sempre vi desejos e nunca amor. Eu que sempre quis uma satisfação carnal hoje quero companheirismo. E ainda não tenho nada. Eu que sempre quis fama agora busco sabedoria. Eu que sempre não trabalhei hoje esfolo minhas mãos. A vida tem inúmeros sentidos. E sento só e apago a luz. Tentando me desvendar. Não compreendo as disputas teológicas entre Cristianismo e Islamismo. Nunca me veio á reflexão e hoje vem como uma grande tempestade. E Deus se faz presença. Não quero ser um sepulculo caído. Por isto quase não falo de religiosidade de uma forma aberta. Não sou alquimista. Nem entendo as teorias existencialistas. Já não sou nem machista e nem feminista. Tenho o feminino e o masculino dentro de meu coração. E vejo uma sociedade em franca de generalização e que não entende a importância do sexo. Que como porcos se esbanja na lama da pornografia. E vive em masturbação mental. Tudo se faz permitido em nome de uma liberdade que acaba nos aprisionando cada vez mais. A liberdade esta em poder entender os estímulos que recebemos e não sucumbirmos a qualquer estimulo. As moralidades dependem de qualquer ponto de vista, mas as leis que nos regem são uma só. Tudo se esvai. Gastamos uma vida inteira para nos desvendar e sabemos que precisamos ser antes de ter. Pois ter sem sabedoria e vão. Mera ilusão. Chega de experimentar este chiqueiro quero um lugar melhor. Chega de aparecer. Sem nunca ter sido. Viver torna-se perigoso cada vez mais que nos desvendamos. A porta é estreita. E cadê o coelho com uma pílula? Quero-me ver como sou. Mas que seja aos poucos , pois se realmente me ver diante de um espelho. Posso não gostar do que verei. Deus começa a fazer sentido para mim. Talvez até hoje tenha sido um cético disfarçado de crente. Não mais que um sepulculo caiado. E Deus se faz presença sem qualquer religião oficial. Sem nenhum mediador através da sabedoria de todas as religiões. Tudo esta oculto mesmo estando claro. E o Sol se fará presente ao nascer do dia. Viajamos por entre estrelas. A muito mais que qualquer livro que já tenha sido escrito.É  noite devo adormecer. E noite é hora de despertar. Chega de sonhos adentremos ao real. Tudo se faz metafísica. Tudo se explora além dos meros cinco sentidos. E Deus ganha sentido para mim. E diante Dele me ajoelho. Curvo-me. Não sou nada. E começo a deixar de ser agnóstico.   

JOKA
joão carlos faria


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