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quinta-feira, 22 de março de 2012


JOKA

Que fim levou o sapo?

A escravidão. E a luta diária pelo sobreviver. Existir se torna real. E eu aqui lobo de mim mesmo. Em minhas desventuras ilusórias. Quanto tempo temos? E não temos nenhum tempo. E todo tempo.  E nosso tempo não para. Mas porque pararia? Ouço mil vozes de poetas. E no sentido não me dizem. Farei estes escritos chegarem ao coração. Mas haverá outros caminhos? A crua realidade da vida nós dói. E nos alivia o cotidiano nos faz comuns. Fracos e fortes. Mas sempre há muitos universos. Não sabemos traduzir o real para o universo virtual. Ou negamos o real no universo imaginário. Meus demônios se afloram em mim. Sufocados ou soltos na realidade. Tanta cordialidade. Escondendo medos e verdades. A vida é sentir. Somos atores. E aprendemos a nos decifrar ao controlar nossa emoção. A vida razão e emoção. E tudo nos traz as pontes. Atravesso inúmeras pontes. E não me faço sentir. O cansaço bateu em mim. Irei apagar as luzes. E adentrar ao meu interior. Gosto de minhas atuais vivencias. Já não quero ser nada. Pois já sou. Deixo de ser produtos de fantasias. E adentro ao real. Mas a o real fora e dentro. Tudo só depende de como vemos a vida. Seja ela a concreta ou as virtuais. Quantos de mim a em mim? Não me faço entender. E ouço o recitar de poemas que confesso não entender. E assim mesmo os absolvo e os desfruto. Nem tudo esta contido em palavras. Nem na imaginação. E tudo se cria dentro de nós. Quantos sou? E já não sou os mesmos. Mais aqui fora esta quente. E todo dia quando acordo reflito meu passado. E um dia quem sabe entenderei este hoje que se fará ontem. A escravidão. E a luta diária pelo sobreviver. Já não sei de nada. Será que me dispo de minhas vaidades. Tudo se faz saída. E perco as. Tento me rever. Tento me saber. Onde sufoquei minhas ilusões?  Sufocar não adianta tenho que as eliminar. Para fazer nascer ou renascer algo novo. E a vida vai passando como este verão que se esvai. Faço uma coleção de livros sagrados e os leio. E há com quem conversamos? Sinceramente conseguimos ver o próximo? Tenho todas as dúvidas do mundo. Mas hoje vivencio a vida com o pé no chão. Mas a cabeça tenta vivenciar o chão e os céus. Afinal estamos num planeta. Que gira num espaço infinito. Rumando para lugar nenhum. E aquele Sapo da história de Ruth Rocha para onde ele seguiu? Ele nunca aprende, vira Rei e continua a fazer leis absurdas. Será que não temos um pouco deste sapo? Sei não. Será que sou o próprio sapo? Nos de poder por certo tempo e o que faremos com ele? É não temos que ter poder e sim sabedoria. Para isto devo ler o mundo e não só os livros. E aprender a me ler. Se não serei devorado. Quero deixar de ser indecifrável. E os pés seguem no chão e o cansaço se faz presente. Mas que cansaço saboroso. Cansaço de conquistas. De labutar  de aprender mesmos com muitos enganos. E a vida esta ai neste exato momento e  vai muito além do que entendemos enquanto real. E o Sapo por onde anda? Tornou-se príncipe? Que vontade de fazer a minha fantástica versão. Há uma hora desta descubro minha própria história. Enquanto isto curto muitas histórias de forma oral. E assim o fazemos desde tempos imemoriais. E do Verbo se faz ação. E do verbo se fez palavra. Que se faz chegar a nós. E Deus cria. A todo o momento. E a vida segue. E cadê a aquela Sapo? Tornou-se príncipe novamente?  A escravidão. E a luta diária do sobreviver não nos mata o prazer e a mágica de viver. E cadê aquele sapo?    

JOKA
joão carlos faria

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