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sábado, 17 de março de 2012


JOKA

Deus também esta onde o diabo passa ...

 

Noite se faz. E o circular eterno entre o dia e a noite e o tempo inesistente se fazendo existir para nós humanos. Enquanto vivermos nesta dimensão estamos sujeitos a suas leis. E o tempo passa e tudo cada vez mais igual. Hoje andei pela cidade onde quem gosta de pensar esta num deserto. Nem uma alma numa cidade que havia vários grupos que pensavam. Nos enganamos ao acharmos que estamos junto no universo virtual. O ser humano precisa encontrar outros que tentam ver o mundo de uma maneira diferente. E quem pensa desaparece no deserto concreto. E a cidade ausente de pensar se esvai. Tudo numa rotina de fim de semana. Um parque numa área central e o ar de mata. E prédios quase a desabar sem nenhuma pintura. É a cidade. E quando um cidadão sai do parque alguém passa um rádio. Felizmente salas de leituras cheias de leitores. E muitas e muitas revistas para serem lidas. E um espaço cultural  quase vazio nem a quadra de futebol havia jogadores. E a cidade em clima de outono. E a noite se faz noite. E não ouvi aquele som horrível que vem dos carros. Ouço sim Mozart. E não que seja eu um ouvinte assíduo destes grandes músicos. Talvez não ouça tanto por causa da reverencia que ouvintes de música têm. Aquela arrogância de se saber ouvinte de clássicos e o desprezo para com outros estilos de música me enoja. A vida tem de tudo é a beleza da arte esta na diversidade. Sejamos sagrados, profanos. Deus também esta onde o diabo passa. Vi um conto maravilhoso sobre Deus na revista Piauí. E a historia de uma menina que escrevia bons livros e desapareceu. Epa tenho que escrever um texto acadêmico com todas as suas regras. Mas o escrevo. Em uma hora destas escrevo. Ei de novo eu a aprender a escrever se é que aprendi a escrever?  E  se fez noite o dia passou. E eu aqui na imensa solidão urbana. Longe de qualquer praia deserta. A cultuar esta vida urbana. Acho que hoje vale á pena viver num canto qualquer de uma serra ou praia. Não iremos ganhar rios de dinheiro. Não iremos ficar famosos. Desapareceremos com o passar do tempo então como diria Vinicius que seja eterno enquanto dure. Tudo nos é cotidiano que desfrutemos dele. Enquanto temos o cotidiano. E tudo existe e nós de fato resistimos? Hoje após almoçar quase peguei um ônibus para um bairro qualquer só para ver onde iria dar. Mas não o fiz tenho alguns compromissos com estudos. Mas sou mais pelo estudo livre sem tutores sem a burocracia da vida acadêmica. Da vida escolar e não é que me deparei com um livro de um pedagogo que também pensa assim Ivan Illich.E quero devorar suas páginas entender seus pensamentos e pólos em prática. Mas primeiro quero meu certificado. Que nesta sociedade. Vale mesmo é o pedaço de papel. Pois sabedoria se adquire  no viver. O resto é sempre formalidade. Pois o vil metal deveria nos servir , mas vivemos numa sociedade onde servimos ao vil metal. Deixemos de ter medo. Ainda não existimos. E teremos a necessária paciência para possuirmos nossa alma. E disse Jesus o Cristo que ainda não há temos. Então cuidemos de nosso pão de cada dia. Que do mundo de Cesar já damos e muita conta. Mas do espiritual não. Vamos o desvendar. Comer o pão nosso que nos traga a sabedoria. De resto como no Eclesiastes tudo mera vaidade. E nos nossos dias tudo mera formalidade. Tomemos cuidado, pois nos também usamos a mascara do sistema. Devemos nos dissolver no infinito.    



JOKA
joão carlos faria

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