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domingo, 25 de março de 2012


JOKA

 A algo além do tempo

Dedicado a Paulo Barja que fez um belo cordel para o povo do Pinheirinho.

A noite rasga o dia. E tudo passa. E um dia se fez passado. E eu dentro de hospitais num imenso labirinto. Eu num sarau. As luzes e a tarde se esvaindo quando poemas eram arremessados até nossos sentidos. E a vida acontece. Muitas vezes não como queremos, mas ela acontece. E temos que aprender realmente  a ver e sentir o outro. Ás vezes penso estar só numa grande ilusão. Quando criança achava que estar nessa realidade que para mim era pura fantasia. E que um dia tudo se desfaria em pedaços. Refletia febril sentado em gangorras. Andava pela cidade. Brincava em circos. E a vida passava sem nenhuma preocupação. Hoje ansiemos por ter sem nem sermos. Reclamamos do cotidiano que nos massacra será que não é nos que massacramos a vida?  Temos que apreciar a vida nos bons e nos momentos que achamos ruim. Hoje me vi numa cama de hospital. Sinto não ter jeito para visitar pessoas em hospitais. E um lugar para mim bem estranho me vejo lá um dia quando a morte chegar. Enquanto  isto celebremos a vida. Tenho uma grande exigência estética que nunca consigo alcançar. Para que serve ser perfeito? Não sou e nunca serei ao menos nesta vida e para que preocuparmos com outras vidas? Se já tenho muito a construir nesta. Meus caros quem cria a felicidade somos nós. A realidade se faz dura para quem só vê dureza. Já vivi diversas situações. Já fiquei muito tempo sem trabalhar no sentido de ganhar dinheiro. E neste tempo me enriqueci muito. Atravessar deserto é só uma questão de sobreviver. Tudo só é verdade quando experimentamos. A pornografia hoje para mim não passa de mera ilusão. Porque o que se vê não é vivido. Só é experiência o que se vive. Já vi muitas imagens de Brasília. Mas a verdadeira Brasília foi a que fui e senti. Copacabana para mim é real, pois estive lá. E agora só é memória. Um grande amor só acontece se for vivido. Só seremos místicos se de fato experimentarmos e tivermos a real vivencia mística. E tudo acontece aqui neste exato momento. O tempo para nós ainda existe, pois ainda acreditamos nele. Mas a algo além do tempo. E quantas pessoas matam em nome de Deus?  Ontem vi um filme em que um ônibus inteiro foi fuzilado. E na metralhadora tinha uma imagem  Cristã. Que Deus que manda matar ? Onde esta no Alcorão na Bíblia e na Tora Deus mandando matar?  Só extremistas o fazem. E convivemos há milênios com guerras em nome de Deus. E vidas e mais vidas se perdem. E nunca devemos aceitar isto. E sentimos na pele em minha cidade uma comunidade inteira ser tirada de sua casa. Seguindo só uma lei? Mas que Lei vale mais que o direito a um lugar para se morar? E não conseguimos fazer mais que gritar. E no filme que assisti entendi a impotência de uma comunidade quando uma universidade foi fechada. E sentimos na pele nossa impotência quando os moradores foram tirados. É assim a dura realidade. Mas nunca desistimos de nossos sonhos de nos transformarmos e consequetemente o mundo. A vida só serve para ser vivida e cotidiana é uma experiência rica, pois é vida. E tudo se esvai. E eternamente estamos aqui. E eu longe de minhas praias e de minha amada e eterna Mantiqueira. Que vejo soberana na paisagem de minha cidade. E mais um dia virá. E quantos outros dias. E a vida segue. Vivamos sem medo de ser feliz. Sigamos nosso caminho. Pois tudo passa. Os dias terminam as estações do ano passam. O verão chega ao fim e o Outono ainda não se fez presente. E vou-me embora. Pois temos um deserto para atravessar. E um caminho a seguir. E vi numa tarde um cordelista se fazer presente entre nós. Acompanhado de outro que desceu do Céu em forma de Harpia. Transformando-se num cão que vivenciou a cidade. E clamou por justiça aos povos do Pinheirinho. E todos nos fazemos Pinheirinho á vida segue e a justiça a todos os povos e pessoas oprimidas se fará.

JOKA
joão carlos faria                

quinta-feira, 22 de março de 2012


JOKA

Que fim levou o sapo?

A escravidão. E a luta diária pelo sobreviver. Existir se torna real. E eu aqui lobo de mim mesmo. Em minhas desventuras ilusórias. Quanto tempo temos? E não temos nenhum tempo. E todo tempo.  E nosso tempo não para. Mas porque pararia? Ouço mil vozes de poetas. E no sentido não me dizem. Farei estes escritos chegarem ao coração. Mas haverá outros caminhos? A crua realidade da vida nós dói. E nos alivia o cotidiano nos faz comuns. Fracos e fortes. Mas sempre há muitos universos. Não sabemos traduzir o real para o universo virtual. Ou negamos o real no universo imaginário. Meus demônios se afloram em mim. Sufocados ou soltos na realidade. Tanta cordialidade. Escondendo medos e verdades. A vida é sentir. Somos atores. E aprendemos a nos decifrar ao controlar nossa emoção. A vida razão e emoção. E tudo nos traz as pontes. Atravesso inúmeras pontes. E não me faço sentir. O cansaço bateu em mim. Irei apagar as luzes. E adentrar ao meu interior. Gosto de minhas atuais vivencias. Já não quero ser nada. Pois já sou. Deixo de ser produtos de fantasias. E adentro ao real. Mas a o real fora e dentro. Tudo só depende de como vemos a vida. Seja ela a concreta ou as virtuais. Quantos de mim a em mim? Não me faço entender. E ouço o recitar de poemas que confesso não entender. E assim mesmo os absolvo e os desfruto. Nem tudo esta contido em palavras. Nem na imaginação. E tudo se cria dentro de nós. Quantos sou? E já não sou os mesmos. Mais aqui fora esta quente. E todo dia quando acordo reflito meu passado. E um dia quem sabe entenderei este hoje que se fará ontem. A escravidão. E a luta diária pelo sobreviver. Já não sei de nada. Será que me dispo de minhas vaidades. Tudo se faz saída. E perco as. Tento me rever. Tento me saber. Onde sufoquei minhas ilusões?  Sufocar não adianta tenho que as eliminar. Para fazer nascer ou renascer algo novo. E a vida vai passando como este verão que se esvai. Faço uma coleção de livros sagrados e os leio. E há com quem conversamos? Sinceramente conseguimos ver o próximo? Tenho todas as dúvidas do mundo. Mas hoje vivencio a vida com o pé no chão. Mas a cabeça tenta vivenciar o chão e os céus. Afinal estamos num planeta. Que gira num espaço infinito. Rumando para lugar nenhum. E aquele Sapo da história de Ruth Rocha para onde ele seguiu? Ele nunca aprende, vira Rei e continua a fazer leis absurdas. Será que não temos um pouco deste sapo? Sei não. Será que sou o próprio sapo? Nos de poder por certo tempo e o que faremos com ele? É não temos que ter poder e sim sabedoria. Para isto devo ler o mundo e não só os livros. E aprender a me ler. Se não serei devorado. Quero deixar de ser indecifrável. E os pés seguem no chão e o cansaço se faz presente. Mas que cansaço saboroso. Cansaço de conquistas. De labutar  de aprender mesmos com muitos enganos. E a vida esta ai neste exato momento e  vai muito além do que entendemos enquanto real. E o Sapo por onde anda? Tornou-se príncipe? Que vontade de fazer a minha fantástica versão. Há uma hora desta descubro minha própria história. Enquanto isto curto muitas histórias de forma oral. E assim o fazemos desde tempos imemoriais. E do Verbo se faz ação. E do verbo se fez palavra. Que se faz chegar a nós. E Deus cria. A todo o momento. E a vida segue. E cadê a aquela Sapo? Tornou-se príncipe novamente?  A escravidão. E a luta diária do sobreviver não nos mata o prazer e a mágica de viver. E cadê aquele sapo?    

JOKA
joão carlos faria

sábado, 17 de março de 2012


JOKA

Deus também esta onde o diabo passa ...

 

Noite se faz. E o circular eterno entre o dia e a noite e o tempo inesistente se fazendo existir para nós humanos. Enquanto vivermos nesta dimensão estamos sujeitos a suas leis. E o tempo passa e tudo cada vez mais igual. Hoje andei pela cidade onde quem gosta de pensar esta num deserto. Nem uma alma numa cidade que havia vários grupos que pensavam. Nos enganamos ao acharmos que estamos junto no universo virtual. O ser humano precisa encontrar outros que tentam ver o mundo de uma maneira diferente. E quem pensa desaparece no deserto concreto. E a cidade ausente de pensar se esvai. Tudo numa rotina de fim de semana. Um parque numa área central e o ar de mata. E prédios quase a desabar sem nenhuma pintura. É a cidade. E quando um cidadão sai do parque alguém passa um rádio. Felizmente salas de leituras cheias de leitores. E muitas e muitas revistas para serem lidas. E um espaço cultural  quase vazio nem a quadra de futebol havia jogadores. E a cidade em clima de outono. E a noite se faz noite. E não ouvi aquele som horrível que vem dos carros. Ouço sim Mozart. E não que seja eu um ouvinte assíduo destes grandes músicos. Talvez não ouça tanto por causa da reverencia que ouvintes de música têm. Aquela arrogância de se saber ouvinte de clássicos e o desprezo para com outros estilos de música me enoja. A vida tem de tudo é a beleza da arte esta na diversidade. Sejamos sagrados, profanos. Deus também esta onde o diabo passa. Vi um conto maravilhoso sobre Deus na revista Piauí. E a historia de uma menina que escrevia bons livros e desapareceu. Epa tenho que escrever um texto acadêmico com todas as suas regras. Mas o escrevo. Em uma hora destas escrevo. Ei de novo eu a aprender a escrever se é que aprendi a escrever?  E  se fez noite o dia passou. E eu aqui na imensa solidão urbana. Longe de qualquer praia deserta. A cultuar esta vida urbana. Acho que hoje vale á pena viver num canto qualquer de uma serra ou praia. Não iremos ganhar rios de dinheiro. Não iremos ficar famosos. Desapareceremos com o passar do tempo então como diria Vinicius que seja eterno enquanto dure. Tudo nos é cotidiano que desfrutemos dele. Enquanto temos o cotidiano. E tudo existe e nós de fato resistimos? Hoje após almoçar quase peguei um ônibus para um bairro qualquer só para ver onde iria dar. Mas não o fiz tenho alguns compromissos com estudos. Mas sou mais pelo estudo livre sem tutores sem a burocracia da vida acadêmica. Da vida escolar e não é que me deparei com um livro de um pedagogo que também pensa assim Ivan Illich.E quero devorar suas páginas entender seus pensamentos e pólos em prática. Mas primeiro quero meu certificado. Que nesta sociedade. Vale mesmo é o pedaço de papel. Pois sabedoria se adquire  no viver. O resto é sempre formalidade. Pois o vil metal deveria nos servir , mas vivemos numa sociedade onde servimos ao vil metal. Deixemos de ter medo. Ainda não existimos. E teremos a necessária paciência para possuirmos nossa alma. E disse Jesus o Cristo que ainda não há temos. Então cuidemos de nosso pão de cada dia. Que do mundo de Cesar já damos e muita conta. Mas do espiritual não. Vamos o desvendar. Comer o pão nosso que nos traga a sabedoria. De resto como no Eclesiastes tudo mera vaidade. E nos nossos dias tudo mera formalidade. Tomemos cuidado, pois nos também usamos a mascara do sistema. Devemos nos dissolver no infinito.    



JOKA
joão carlos faria

domingo, 11 de março de 2012


JOKA

Educação

A vida é cheia de novidades o que para muitos é algo cotidiano para muitos um desafio enorme. E agora tenho o desafio de escrever textos acadêmicos para minha graduação de Pedagogia. É muito novo ter que aprender novas regras de escrita, trabalhar com citações. Seguir as normas da BNT? Eu que tenho vários vícios de linguagem. E cabe a mim pesquisar e matar mais este leão. E o farei com ou sem ajuda. Caindo de cabeça enfrentando os prazos, mas no final deve valer ha pena. Neste fim de semana fiquei a ler uma apostila de EJA com nosso educador Paulo Freire depois de alguns anos tendo que estudar um monte de escritores estrangeiros que falam de educação depararem com um escritor que retrata nossa cultura e conhece nossa realidade é um grande prazer. Quero ler vários de seus livros. Para  mim quando se falava em construtivismo vinha Paulo Freire e quando chego á faculdade e o encontro com esta figura só vir a acontecer no terceiro ano. Mas valeu a longa espera. Educação é um grande desafio neste pais ou em qualquer parte do planeta. Pois sabemos que não somos enquanto professores dentetores do saber. E sim buscadores de conhecimento. Não só acadêmico , mas também o do viver. Nunca estaremos prontos. E sempre com desafios. Hoje nem sei se irei lecionar. Mas quero completar o curso. Estas inseguranças fazem parte da vida acadêmica , pois nos ajuda a aprofundar. E nada como dialogar com profissionais da área. Joguei minha inquietação no Facebook para pescar respostas. Mandei email. E assim construímos nossa formação. Nosso pais carece avançar na educação, mas não adianta jogar toda a responsabilidades nas mãos de educadores, estagiários. Ainda falta muito senso critico da parte dos professores para enfrentar a mídia e governos que jogam nos todo este peso. Esquecendo-se de suas partes. No Brasil carece de investimento. Carece de inteligência e buscar um pensar dentro da realidade do pais. E por isto Paulo Freire para mim ganha toda esta importância. Assim como o senador Cristovão Buarque que polemiza a questão da educação tendo passado pelo Ministério da Educação ele defende a criação de um Ministério da Educação que cuide da educação de base. Acho que não deve estar errado pena que estas idéias não repercutem. Os vários desafios na educação de hoje com a inclusão que a meu ver é muito mal executada sem ter profissionais adequados nas escolas como psicólogos, enfermeiras, especialistas em educação. Estas crianças na maioria das vezes estão na mão de estagiários que ainda não tem o preparo adequado. E estão nas salas de aulas dividindo a atenção do professor. Só se cobram pais, direção de escola, mídia. E de fato nada acontece. Não que cobre a ação do ex ministro  Fernando Haddad que tem um grande esforço neste tempo que permaneceu a frente do ministério. Mas sempre há muito a ser feito além dos professores terem um salário justo. Para todos os temas que citei da educação já tem pós. Mas e ação por parte do cidadão que não sabe cobrar seus direitos? O cidadão não saber exigir seus direitos e quando cobra só pensa em suas necessidades nunca tendo uma visão comunitária. E cabe a nos educadores colaborarmos para que este senso critico nasça na comunidade. Mas um professor que realmente desperte o senso critico dos alunos. Neste pais esta sujeito a ficar sem trabalho. Pois quem haje assim esta sempre na linha de tiros de direções de escolas, secretárias de ensino. Mesmo com garantias de estabilidade. Pois nestes pais a pressão é sempre sutil de uma maneira que ninguém percebe. E cabe a todos envolvido com a questão da educação refletir e mudar esta conduta. Afinal nestes pais não faz muito tempo que saímos de uma ditadura militar e estes velhos hábitos de repressão estão ai sendo usados. Mudar com inteligência e sabedoria é o nosso papel. Assim deixaremos de ter uma educação só voltada para a imediata questão de preparar uma mão de obra sem nenhum espírito critico. Que acaba não interpretando o mundo que o cerca. Como diria Riobaldo viver é muito perigoso. E tornar-se um educador também o é. Mas o que é a vida sem desafios. E não perdi um fim de semana estudando e sim ganhei em reflexão. E a vida segue. E que todo mundo seje feliz.

JOKA
joão carlos faria   

terça-feira, 6 de março de 2012


JOKA

O imenso calor tropical ...

Enquanto a noite silenciosamente se faz diante de nossos olhos. Meus olhos  semi cerrado a recebe. Sempre com a cabeça aberta ela vem. Diante do dia e noite a vida se faz presente. Neste imenso calor de verão. E a vida se modifica em muitas vezes nem percebemos. Nossa ansiedade de fazer não nos dá  tempo para observar o girar deste  imenso planeta. E neste calor tropical percebemos a tranqüilidade de uma sombra de uma arvore. Vejo a cidade se modificar. Surgir imensos edifícios puro concreto. E ai ? Tudo se modifica , mas dentro de nossos corações nos transformamos? Para que tanta correria. Se o mundo gira sem nenhuma pressa e mesmo assim o tempo passa. Caio na cama e adormeço entre o fim da tarde e o inicio da noite. Para mim não há pressa. Só faço meu caminho. Vejo uma linda borboleta negra surgir das trevas. Olho para o céu. Quantas estrelas. E muitos seres vagando pelo céu. E não os vemos. Só porque não os vemos eles não existem? Que covardia esta nossa. Tudo tem que ser tangível se fazer matéria. De fato nem percebemos nossa existência. Tudo que fazemos não percebemos sempre nos preocupando com o que iremos fazer e o que não fizemos. E velhas pessoas se fazem presentes novamente em nossas vidas. As rotinas servem para nos iludir. Dissipar-nos do que é real. E o real não se faz concreto. Nossas ambições são tolas. Só vivemos um teatro social e deixemos realmente de viver. Enquanto caminhamos no dia o sol brilha sobre nossas cabeças. Achamos-nos importantes. Ainda somos impotentes. Pois ainda realmente não nos percebemos. E a vida passa entre dias e noites. E sempre os velhos dilemas quase nunca alcançados. Gostamos mais de nosso irreal do que nos vermos no espelho de nossa alma. Caminho por minha cidade. Faço-me cidade. E não percebo realmente o que está próximo de mim. Enquanto a noite silenciosamente se faz diante de nossos olhos. A vida passa. É hora de realmente vivermos a vida em cada um de seus momentos. Por mais exaustivos, chatos e mesmo que não desperte nenhum interesse em nós. Mas se conseguirmos estar atentos realmente sentiremos o maravilhoso fluir da existência. Tudo nos é cotidiano, parece nos entediante. Mas é a vida da forma que ela é. E não mera idealização. A vida esta ai. Quero é uma bela sombra em baixo de uma arvore. E ver as nuvens a se movimentar. Neste imenso calor tropical.

JOKA
joão carlos faria                

sábado, 3 de março de 2012


JOKA

Movimento? Mas nada se move?

E ai continuaremos a viver esta anomalia social de todos nos aplaudirmos na frente e descermos o sarrafo pelas costas.É hora de um amadurecimento e parar de achar que arte é aplauso. E sempre nunca nada acontece. Falta nos tutano, cara de pau. E ação as praças estão ai. Um desgoverno esta ai. As eleiçoes se fazem presentes. Merda no ventilador. Não somos ingenuos e nem otários. Vamos as ruas.
E esta cidade anda calada, careta e sem graça nenhuma. Será que já não há gente irreverente. Só gente irrelevante.É a chamada cena cultural que diz  ter movimento, mas que movimento? Estamos em silencio. Nada se move?
Chega muitas vezes nos calamos para não nos ofendermos , mas a democracia só se constrói com criticas. E corramos o risco de sermos mal interpretados. Mas viver é estar na chuva acabei de publicar no Face estas fotos de um diploma de honra ao mérito cultural e o que era para ser um saudosismo otário passou a ser a chance de um grito que esta na garganta. Gente vamos as ruas. Estamos parados. E nada real acontece. Pensei que com a luta do Pinheirinho a cidade e suas cabeças que se dizem pensantes daria um salto de qualidade?  E voltamos a fazer o que insistimos em chamar de arte e que não passa de vaidade vazia. E que nunca fica nada. Não pense que não dói para mim refletir e por no papel. Mas ser figura não grata na cidade. nunca me comove. Fico com meus pouquíssimos amigos. A ter uma multidão que nada diz. Precisamos nos repensar. E olha arte já deixou a muito de ser estas manifestações voltadas  há bela arte, as letras. Hoje tem uma cara social. E uma juventude que não esta na cena cultural dita oficial faz muito mais nas periferias. E nos isolados freqüentando os mesmos espaços, desculpem , mas só estamos sendo publico. No que mais de valor fazemos hoje é escrever. Mas arte não é isolamento é fazer em sociedade. Já que a cidade de forma política não dá espaço aos seus cidadãos vamos fazer nas ruas. E ajudar a população a refletir o que é este desgoverno de extrema direita que comanda a cidade há muito tempo. E que precisa sair. E dentro de instituições culturais isto jamais acontecerá. Hoje não citarei nomes  nem de pessoas e nem de instituições. Vamos repensar. A tecnologia digital esta ai em nossas mãos, blogs, youtube, facebook. E os muros e praças da cidade. Precisamos refletir e agir em São José dos Campos, pois aqui moramos e ela é nossa. Vamos ás praças. Vamos ao Sol. A iluminação só se alcança agindo. Uma graduação universitária só faz sentido se usarmos nas nossas vidas o conhecimento que achamos ter aprendido. Assistir aos canais educativos. Ler bons livros. E continuar de braços dados é uma grande covardia de nossa parte. Já não sou o mesmo. Mas tem muita coisa boa que fiz e que preciso fazer de novo. Estamos vivos. E vamos viver se não não teremos um bom texto, um bom poema. E nunca faremos um grande filme. Tudo acontece agora. E não há passado e nem futuro só o presente momento. E vamos como aquele cantor cantou Botar o bloco na rua. E tudo passa só minha eterna revolta que não, mas canalizemos para o bem e transformar e ao mundo que nos cerca. Pensar dói. Mas pensar nos faz existir. A cidade é minha e sua e não pode servir a uma pequena elite. Façamos nossa São José dos Campos.  



JOKA
joão carlos faria   

Honra ao Mérito Cultural diploma ofericido pela Irmandade Neo Filósica em 2002.
E que faz falta nos dias de hoje.