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domingo, 5 de fevereiro de 2012


JOKA

A vida é chão pão e metafísica ...

Diante do espelho. Diante das águas de um riacho. Imagens se retém em mim. Diante do Kaos de minha consciência faço diálogos metafísicos. Converso sobre tudo. E o chão se abre sobre meus pés. Adentro há infernos. Desço escadas. Em mim tudo se desfaz. E me reorganizo. A noite passa. Eu em pesquisas. Tento me decifrar entre a beleza da natureza. E o belo feminino diante de mim. A mulher se faz presença em nossas vidas. Formas perfeitas. Não adentro ao riacho. Reflito-me em solidão. Mesmo estando próximo de pessoas. A tarde se foi. Não dormi. Meu Kaos se faz em mim. Diálogos sobre ética. E a ausência de mim mesmo. Tento me reconhecer em frente ao espelho. E não me vejo. Nunca fui. Salto dentro de minha ilusão. Adentro em pesquisas. Não sou não fui. Um dia serei. Papos sobre metafísica numa estrada. Debates teológicos. E minha fé inabalável. Tento ouvir todas as criticas, racionalizadas. E regresso a mim mesmo. A vida é feita de incertezas. De controvérsias de diálogos. Muitas e muitas vezes estamos mudos, surdos e não nos refletimos-nos outros. O egoísmo toma conta de nós. Nossos medos. E a vida é pura metafísica. Como o verde da mata. Vejo desenhos nas pedras. Faces. Sorrisos. Enquanto neste momento sinto fome. Sim minha fome é real. E a silenciarei em breve. Estamos presos os nossos instintos?  Desejos por sexo. Por um corpo junto ao nosso corpo. E no universo virtual isto nunca será satisfeito é pura ilusão. Hoje em dia abandonei velhas idéias. Nossa sociedade não esta pronta para novas experimentações e ousadias. Mas continuam em mim. Pois não sou e vivo tentando desvendar-me. Sou cego diante do espelho. Mesmo me vendo não me vejo. Sobrarão alguns dias para um simples banho de mar? Não sei. Só sei que Deus persegue-me. Não sei nunca o que sei. Tudo é vã teoria a teologia se não experimentarmos a vida. Não há metafísica se não compreendermos o básico da vida. Se não dominar meus extintos básicos. Sinto ainda não saber sobre o amor carnal. Tudo me é estranho, pois tenho o olhar e o ouvir de uma criança. Estou aberto a me questionar. Pois não sou. E não sendo tudo é novidade. A vida é chão, pão e metafísica. Tento e tenho fé no meu religar ao todo. Mesmo tendo os mais cruéis instintos. Tudo se faz mera ilusão só o ser e o todo se fazem real. E ainda não somos realidades. E sim sombras projetadas numa caverna. E  não me percebo. Devo aprender a te perceber. Hoje só vejo meu umbigo. Minha fome, minhas dores, meus pecados e quiçá meus amores ainda não acontecidos. Sinto-me num emaranhado numa grande teia. E acordo e não faço acordos. Busco que o Deus seja parte de mim. O universo se faz presente. A noite se faz quente. Ainda não chegou o Carnaval? Mera ilusão. Que nos libertemos de nossas prisões mentais. A vida vai como as águas de um riacho. Sou a Mantiqueira. Estou ainda adormecido. Tentando novamente tornar-me gigante. Ainda serei. Pois não sou. Negação de mim que se faz ilusão.

JOKA
joão carlos faria

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