Seguidores

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


JOKA

Silencio tudo se faz memória

Já na escura noite de verão. Após uma chuva torrencial. E todos os problemas sem sentidos serem resolvidos. Mas nem toda justiça se faz aos homens na anseia de ter. E a vida sempre se esvai. E quantas vidas vêm. E tudo se constrói e tudo se destrói. Não há tempo. E insisto a mentir para mim mesmo. Adentro ao silencio. E nunca estou em silencio. E a noite se faz trevas e me faço solidão. Os problemas da humanidade não estão só na economia. Nem na política muito menos na religião. Estamos o tempo todo ausentes de nós mesmos. Por isto leio e releio as paginas dos livros. E nunca escrevo um só livro. E tudo sem mim funciona. Em tão para que nos ligarmos ao mundo?  O fazemos?  Toda metafísica esta presente em nós. E não nos apercebemos dela. Quer  mais magia que é o passar do tempo. Que se ver envelhecendo. Tudo se faz memória. E nada do passado existe. Só vivemos o presente momento. Tudo mera lembrança. Num só dia varias emoções. E um amontoado de ilusões. Paro tudo para ler um livro de economia. Sim de economia, nossas leituras não pode se prender só a poesia. Como se poesia fosse uma religião. Tudo  faz parte da vida. Nossa sociedade dividiu o conhecimento e o conhecimento é indivisível. As matérias são interligadas. E devemos estar ligados e desligados também. Ás vezes brinco que as crianças não se tira as pilhas. Quem dera eu tirar  minhas próprias pilhas. Hoje resolvi um problema relacionado há burrocracia. E ai sim respirei e curtir o Sol da tarde. Só não fiquei andarilho pela cidade. Pois tinha comprado um pedaço de manteiga no mercado de minha cidade. Peguei  o habito de comer pastel nesse mercado. E nunca paro. É uma ilusão bem prazerosa. Hoje falei com um amigo pelo computador. E  tudo se faz. E não se faz. Ando a ler de tudo. E continuo a não saber de nada. Tento esvaziar a mente. E sentir. Qualquer hora desta subo a montanha e fico lá um bom tempo. E vou seguindo o viver cotidiano. Enquanto não retomo a São Sebastião do Rio de Janeiro. Enquanto não mergulho na praia de Cocanha em Caraguatatuba. Aqui   em São Jose´dos Campos não ando de bicicleta. Aqui andamos de ônibus sempre cheio de vida. De ser humano. E eu gosto de ser humano. Pois ainda sou humano. E tudo se esvai na ampulheta. Agora se faz trevas em breve se fará luz. E esvai-se a vida. Em breve as águas de março. Agora Carnaval. E quero estar em silencio. Em alguma praia. Ou nesta casa. Só o Universo o sabe? E tudo vida, metafísica, realidade. Verdades e mentiras. Com o nascer e o apagar o dia. E a vida flui. Cadê minha bicicleta?  Minha motocicleta?  E a chave do portal? Ainda não tenho  chave. Ou tenho e não me apercebi dela? A noite se faz presente enquanto por causa do eu. O ser ausente. E um vento  adentra ao meu quarto e eu encerro este escrito. A uma noite e a busca do saber. A metafísica se faz real em nossas vidas  e só não  apercebermos. E uma barata passa. E finjo não vela. Adentrou ao meu quarto. E passeia por ele. Espero que não voe. E assim tudo se vai. E a ampulheta se faz areia.     

JOKA

joão carlos faria

Livro : O que é o liberalismo
De Donald Stewart Jr.
Editora : Ediouro

Nenhum comentário: