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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


JOKA

Que cidade?

Escorrego e adentro a um imenso buraco. Caio em minhas ilusões. Navego por onde já sei que é mera ilusão. Não experimentar não é viver. O verão torna-se verão. E uma passeata por moradia. Pesquisas sobre Gnose. Uma conversa na noite passada. E muitas e muitas questões? Sempre em silencio revejo velhos amigos de jornada. Num instante mato saudades. Nestes dias ando fraco. E as tentações me seduzem. Encerrei várias páginas de lúxuria doce ilusão. Alguém me falou que quando morremos perdemos tudo. E há um tempo sem nada. E durante a conversa cheguei á conclusão que só a oração nos salva. Muitas e muitas dúvidas filosóficas e um universo inteiro a pesquisar?  Mas devo adentrar em mim mesmo para achar respostas. Sinto não Ser. Escorrego e adentro a um imenso buraco. Nunca fui. Hoje com milhares de pessoas a pedir Justiça ao Pinheirinho. Passamos num bar e o dono e uns fregueses revoltados com o Pinheirinho assim é minha cidade e poderia  ser qualquer cidade?  A lúxuria anda forte.  Fecho páginas de internet pura ilusão. Não somos e somos. Tudo se desfaz. Pesquiso o que ainda não sei. Se é que sei? Mas alguém sabe? Mera ilusão. Adentremos dentro de galáxias, escorreguemos por buracos negros. Naveguemos no hiper espaço. E estaremos aqui novamente?  O pecado esta dentro e fora. Tudo passa. E a realidade se desfaz. Queria ver disco voador num alto de um morro. Escorrego e adentro dentro de um buraco. O calor se faz presente na noite. Tudo ilusão. Quantos livros que não li nesta semana? Que cidade Ricardo Faria sempre repete. Mas poderia ser qualquer cidade? E ai?  Vi grandes cachões na América num vídeo sobre conspirações. A terra gira. Escorrego para dentro de um buraco. Não sou revi toda minha vida no sono da tarde. Um dia não terei este corpo físico. E ai tudo em vão. Sentir é viver? Somos limitados em nossos cinco sentidos. E tudo se perde dentro de um buraco. Hei de assistir a uma infinidade de filmes. Ei de ler muitos e muitos livros. E nada me livra da morte. Escorrego e adentro a um imenso buraco. Não sou. Nem poeta sou. Não escrevo ficção. E me ajoelho diante da mãe natureza. Adentro dentro da caverna? E por acaso já saímos da caverna? Parece algo Elizabethiano. Tem algo de mim em mim. Não sei. Sou mera personalidade. E num piscar de olhos não existo. E nos apegamos a tudo. O desapego tem que estar em nosso dia a dia. Pois dias nascem e morrem. Escorrego e adentro a um imenso buraco. Onde esta a caverna? Já saímos da caverna. A internet é uma grande teia ilusória. Onde tento comunicar-me e a cada clik estou mais só que nunca. Devo reduzir meu tempo virtual. E estou reduzindo. Mas tenho a imensa necessidade de escrever. As filosofias se debatem. As religiões se combatem. Cada um com sua verdade. E a verdade esta dentro de nós. Onde esta Deus? Gosto do Deus do filme Deus é Brasileiro com Antonio Fagundes. Eu não vejo. Mas sinto Deus neste dia quente de verão. Onde chupo sorvete. E caminho numa passeata pacifica. E a vida se desfaz. O dia se desfaz. E te saúdo leitor enquanto sinto-me vivo. Mas estamos aqui? Não sei. Sei que sou um cidadão comum. Sem poder fazer nada. Além de curtir a vida numa passeata. E nada muda. E não mudo nada. E continuamos com a ilusória mania de que faremos uma revolução usando a internet. Nada fazemos além de registrar nossos sonhos. Falar de nossas vidas. E tudo passa. E haveremos de ser eternos mesmo no inferno. Que Deus nos tire de lá. Pois só Deus liberta e busco ser libertário. Alguém anárquico. Quero asas. Quero voar. Eu não sei rezar. Sei recitar mantras. Nada mais. Hoje foi um dia que se fez historia. E a mídia como sempre se calou. Mas não calaremos enquanto vivermos. Tivermos saúde física e mental. Justiça aos povos que não tem sua habitação. Quantas terras neste planeta? E famílias não têm onde morar?  Combatemos o bom combate. No universo real e virtual. Estamos aqui e fazemos da maneira que sabemos. Na ilusória vontade de mudar. E tudo passa. Escorrego e adentro a um imenso buraco.

JOKA
joão carlos faria                   

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