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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


JOKA

O NASCER DO CRISTO ...

Todas as mentiras nos foram contadas. E as verdades cabe a nós descobrir. Enchemos-nos de vãs preocupações e todos os dias começam e acabam. Ouvimos boas músicas e a vida vai. Escorregamos em grandes escorregadores. E o tempo muda. E nunca nos transmutamos. Damos atenção a emoções que são baratas. E nunca vislumbramos o que realmente é real. Temos as cotidianas preocupações, como trabalhar, comer. Nossos instintos nos guiam. E ai o que fazemos para mudar?  Temer que o mundo acabe é uma grande insanidade. Calendários Maias e os livros sagrados falam de um fim. A todo instante nasce pessoas e morrem pessoas. Que  fazem seu destino. Jogamos cartas, lemos os horóscopos de jornais. Lemos muitos e muitos livros de auto ajuda, livros esotéricos e de poesia. E conseguimos ser os mesmos. E o tempo passa. Nossas vidas passam. E ai toda  metafísica do mundo não nos dá nenhuma resposta. O destino quem faz somos nós. Vivemos numa sociedade onde abrimos nossa intimidade para todos. Que prazer é este de gravar um ato sexual e espolo na internet. De tirar fotos de nus. Nossa vida esta exposta nos sites de relacionamento. Não podemos mais viver sem internet, sem celular. E tudo vira um grande show. Sempre me enveredei por estes caminhos. Só não devo ter transado em frente a uma câmera por simples falta de oportunidade. Graças ao Universo não o fiz. E hoje acho tudo uma grande bobagem. Penso não mais cometer estas barbaridades. E não julgo quem faz ou irá fazer. E tudo se esvai. E a velha solidão nos atormenta. Precisamos estar no universo virtual para dizer que existimos. E temos de fazer o mundo saber que existimos? Iludimos-nos com esta mídia. Para que achar bom que alguém viu uma postagem minha em algum site de relacionamento. E para que eles servem? O que eu pense ou deixe de pensar não interessa ao mundo. E porque devo me interessar pelo mundo. Se não sou dono de meu destino? Sigo as mais baixas sensações. Somos uma sociedade que se baseia em eventos esportivos. Num interesse pela política que nada interfere nos acontecimentos. Trabalhamos, estudamos, consumimos. E nada nunca realmente nos satisfaz. E o dia passa, não rezamos de forma correta. Nunca de fato nos entregamos ás meditações. E nossa cabeça sempre um barulho  e nunca o silencio. E nunca realmente comungamos com o Divino. E nem com a vida. Pois nunca damos atenção a nada sempre fazemos tudo pela metade. E a vida sempre adiada. Daqui a pouco Carnaval. E ai estamos paralisados. E tudo se esvai numa ampulheta. E não descobrimos que viver é ser simples. E nada mais. Eu escrevo , pois sinto-me vivo quando escrevo. Devo deixar a vaidade. Para de pensar em resultados. Escrever me dá o prazer e ponto. Nossa sociedade nos conduz as doces ilusões materiais de ter. Que seja fama, poder. E nunca colaboramos para que a vida do próximo seja melhor de verdade. Só vivemos nossa tosca vida medíocre e outro só serve se nos servir. Que o outro se faça nós. Que o outro seja eu. E ainda não o é. Estamos sós. Devemos  deixar de ser só. Vou indo a um cotidiano que me cerca. E uma ilusão que se chama vida. Espero que na próxima vez que Ore. Que Medite me entregue de corpo, alma ao que estarei fazendo. Deixe a ilusão do mundo para fora. E Deus realmente se faça presente em minha vida. Pois ainda não se faz. Pelo meu egoísmo. Faça - se a luz em nossos corações. Que o Cristo nasça em nós.

JOKA
joão carlos faria     

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