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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


JOKA

Corações infames...

Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. E a noite sempre chega tememos muitas vezes a vida. Mesmo sabendo que a morte é uma simples passagem. Tememos a morte todo dia. Mesmo sabendo que acumular dinheiro é uma grande bobagem. Sempre queremos acumulalo. Mesmo que todo sucesso seja uma grande bobagem queremos todo o sucesso do mundo. Tudo é sempre mera vaidade. E a vida passa sem andarmos de bicicleta. Sem achar grandes amores. Sem entender grandes poetas. Religiões são muitas e DEUS é um. E tudo esta sempre vazio. E por isto consumismo em demasia. Enchemos nossos egos no consumo dentro das lojas. Queremos o carro mais novo. Sendo que o velho e barato nos leva aos mesmos lugares. A vida passa e aprisionamos pássaros em gaiolas. Pois nós mesmos já estamos presos em gaiolas. Não sabemos de fato o que é liberdade. Uma coisa sei liberdade não é um refrigerante ou uma marca de moto. Maltratamos o próximo. E sempre nos achamos legais, democráticos e livres. Quando ser livre é ter um emprego ridículo?  Bramir contra o próximo que só quer o direito a morar. Que quer o direito a um trabalho diguino. Sim  somos coniventes com todas as guerras que se fazem no mundo. Pois só queremos bens materiais. Esquecemos-nos do Divino que nos habita. Deus se faz distante de nossos corações. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Nossas cabeças estão em trevas. Nossos corações são de pedra. Invejamos a vida do outro. E nos esquecemos de nossa vida. Leio e releio Drummond e não entendo a simplicidade de sua poética. Desculpem leio poesia há muito tempo e ainda não sei ler. Vejo filmes comerciais e saco a mensagem que é nos passada. Mas a mensagem? A vida de fato tem algum sentido de nosso nascimento a nossa morte? Para que serve a família. A escola? Que forma o individuo para querer ter. E nunca ser. Para um mercado de trabalho cruel. Que nos prende a noção que viver é se der bem economicamente. Desculpem estamos vazios e nos enchemos de um suposto conforto. Casas grandes e vazias de livros. Academias lotadas e lugares para uma busca espiritual que seja verdadeira cadê vez mais vazios. Não ser faz parte de nossa vida. E tudo passa. Cada vez estamos mais velhos. E não nos preparamos para o que vem depois da morte. Nunca tentamos entender a morte? E a vida então passa batida. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Levamos-nos muito a sério. Vivemos com vãs ilusões. Queremos ter fama, poder, dinheiro. E tudo se esvai na ampulheta. Quando chove queremos sol. Quando tem sol queremos chuva. E ai? Não sei de nada. Mesmo que soubesse seria algo tão metafísico. Que não conseguiria descrever com palavras. Com raciocínio lógico. E tudo se esvai. Devemos adentrar dentro de nós e nos ouvir. Enquanto isso o sol brilha. E DEUS se diverte vendo suas criaturas viverem. A vida é metafísica. A vida é a realidade. A vida é dificuldades é feita também de vitorias. Estamos aqui há milênios indo e vindo. E tudo sempre passa e de fato não compreendemos Deus. Pois se não compreendemos nem a nós mesmos. E não queremos de fato nos entender? Por isso cada vez mais vazio. Cada povo cada cultura com suas interpretações do Divino. E eu aqui. Sentado. Tentando desvendar o indesvendavel. Vou-me embora para além do horizonte, Para alem de meus egos. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Insistimos em sofrer. Em nos apegar a uma realidade transitória. Tudo é vaidade. Tudo se esvai com o tempo só Deus é absulamente real. E nós ainda mera ilusão a se dissolver no tempo. Estou aqui agora. Em um breve tempo não estarei mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia.

JOKA
joão carlos faria       

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