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domingo, 26 de fevereiro de 2012


JOKA

Uma canção para Deus e o Diabo ...

Dedicado a Rubens Jardim  

O diabo anda me cercando nos falamos ainda há pouco me deixou com várias dúvidas acerca do existir. Por isto mergulho em alguns livros fundamentais. E tento um dialogo com quem esta próximo. Mas será realmente que alguém esta próximo?  E nunca , mas nunca sabemos tudo. E entre o homem e Deus a um grande abismo?  E estamos aqui nos achando vivos. E todas as injustiças se fazem saltar a nossos olhos. E o diabo retoma e continua a falar comigo. Testando-me. E vou seguindo meu caminho de fé. Mas não uma fé cega. E o diabo através de alguém me disse para escolher caminhos mais baratos. Eu prefiro pagar um auto preço para me desvendar. E as injustiças seguem. E entro no universo das teorias. E bato um papo gostoso com o diabo. Enquanto Elomar canta para nós. E entre Deus e o Diabo a uma infinitude de teologias. Há meus caros onde poderemos estudar teologia com isenção? Não sei. Sei que viemos de uma cultura Judaica Cristão. E nunca sou. Não me faço sábio. E sim sou completamente ignorante. E a um abismo diante de mim que nada sei?  Eu nunca decifro?  E não irei ser devorado. O diabo é sedutor com seu papo interessante. Com seu olhar de malicia. E continuamos a nos falar noite adentro. E tento achar alguém isento e que tenha sabedoria que me ajude a obter respostas. Que bobagem esta tudo dentro de nós. E canta Elomar. Seguimos a vida. E a vida fora do universo virtual é bem outra. E as ruas nos fazem próximos uns dos outros. E alguém consegue pensar com este belo calor? Eu juro que não só peguei num livro ás seis da tarde. Mais vale uma prosa e até uma TV ligada numa tarde quente. Sem contar a si esta. E o Diabo se diverte com nosso desespero. E a vida não passa de uma ilusão. Mas sempre queremos ter e não sabemos SER. Eu nunca fui e alguém me disse que gostaria de dormir e só acordar em outra vida. Quando vejo crianças pequenas e penso saudações meu caro uma nova chance. E estou já na metade de minha vida e que legado deixarei?  Vou é ouvir Elomar. É a música Cantiga de Amigo. E o Diabo agradece o bom gosto. E canta Elomar. Não canso de ouvir uma mesma música. E hoje estudei Paulo Freire finalmente alguém de minha realidade no estudo acadêmico. Ontem vi grafiteiros do Rio falando em fazer e estes garotos vivenciam enquanto somente escrevo. É que eu não sei desenhar? Alguém me ensina? E a vida se esvai. E esperamos ter outra. Mas vivemos o agora. E tudo se esvai. E cadê as estrelas nesta cidade? Minha cidade não se faz solidaria. Minha cidade se constrói de homens egoísta e o Diabo ri de nosso egoísmo. E todas as cidades se fazem iguais? E a injustiça se faz. Talvez porque neste calor não sabemos pensar. Deixemos a solidão urbana. E vamos dar um grande abraço. Como cantou Elizabeth num poema quanto custa um abraço? E tão difícil assim nos enxergar no próximo? Afinal todos queremos uma TV de plasma?  Eu quero uma casa com quintal e um jardim. Nada mais ... Só ganhar meu sustento sem precisar de ajuda. E tudo se esvai. Modifica-se queiramos ou não. E o Diabo vai embora, mas promete voltar. E o que é o ser humano sem suas eternas e infernais dúvidas. Volto á leitura de livros. E retorno a minha essência. O tempo passa e é uma grande farsa. Será mesmo que existimos? Ai ai ai acabo de me beliscar. Ai que preguiça ...         


JOKA
joão carlos faria

domingo, 19 de fevereiro de 2012


JOKA

Educação

O que é realmente pensar? O que nos faz refletir? E entender o mundo no qual estamos inseridos? O que podemos realmente fazer para sermos livres? Estamos presos a um cotidiano. Preso há hábitos. E as pessoas começam a debater a educação pública no Brasil? E de fato para que nos serve estes onze anos dentro de uma escola. E acaba sendo muito mais, pois as crianças hoje entram em creches e na pré escola? E as crianças têm que tipo de educação? E existe de fato outra proposta além das teorias que estudamos na faculdade? Confesso ainda não entender muito do que chamam de construtivismo?  Mais hei de entender e ter uma posição. Ainda não tenho. Mas vejo uma escola que não liberta. Enquanto proposta? Deve ter iniciativas individuais e estou atrás destas experiências para me motivar. Mas algo é fato o que se recebe para dar aulas esta aquém das necessidades de qualquer cidadão que precisa manter uma família. E com isto afasta da educação profissionais  que poderiam colaborar para o avanço da educação no Brasil. Mas não é algo intencional dos governos manterem uma escola no nível básico com uma qualidade ruim?  Que forma seres humanos sem nenhum censo critico. Sem nenhuma base de reflexão e vão para as universidades onde no geral só recebem uma formação técnica? A sociedade não reflete e não estuda nem as teorias econômicas como Marxismo, Liberalismo e acabam não se debatendo estas teorias tão presentes em nossas vidas. E isto fortalece uma classe política que se mantém no poder. No velho jogo de oposição e situação. Sempre há uma solução teórica e prática para a sociedade se transformar se libertar. E com amor e racionalidade podemos repensar os rumos desta humanidade. Mas as bases não estão sendo dadas?  Não se tem filosofia, ciências econômicas na educação básica. Então o cidadão forma-se sem entender o que é mercado? O que é economia? O que é religiosidade? Qual a historia da comunidade que esta inserido. E como colaborar para que tudo mude. E a sociedade forma cidadãos que só sabem o valor do consumo. E não conhece o valor de conviver em comunidade. De buscar contribuir para melhorias em sua comunidade em seus pais em todo o planeta. E a humanidade se interliga. E temos uma ferramenta maravilhosa que é a internet. E não sabemos usala para que alcancemos mudanças filosóficas, econômicas e sociais. Estamos ligados numa grande teia chamada humanidade. E acabamos nos desumanizando. E a educação se perde enquanto possibilidade de formar gerações sadias e criticas. Que entenda o papel de cooperar para o avanço da comunidade na qual habita. E nos fechamos cada vez mais em condomínios fechados. Em shopping Center. E aumenta-se o uso de bebidas alcoólicas e drogas entre a juventude. Por simples falta de um preparo social e espiritual. E ai como começaremos um movimento por mudanças na educação?  Mas começamos a ver a juventude reagir. Em São José dos Campos a cidade do Pinheirinho. A juventude sai ás ruas para fazer grafite, rap e arte nas ruas. Espalhando poesia nas ruas. Em bairros da zona sul da cidade a comunidade apóia os grafiteiros deixando que seus muros sejam pintados. Dando almoço para eles. E São José hoje recebe gente do Brasil e do mundo para fazer arte. O que é isto uma juventude que começa a se refletir. E estamos ai vivendo numa cidade que ao mesmo tempo se faz conservadora reacionária e paralelamente libertária. E tudo isto precisa ser construído com uma educação para libertar o ser humano e que não o mantenha preso. Não há mau nenhum em ganhar dinheiro, ter conforto. Mas há mal em não se pensar no planeta e nem no próximo. O mundo precisa se transformar. E nossa sociedade precisa se refletir e agir. Geração vem e vão. Deixemos um legado de justiça e paz para as próximas. Que nossa consciência se faça e transformemos a nós e conseqüentemente o mundo.

JOKA
joão carlos faria
    

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


JOKA

Silencio tudo se faz memória

Já na escura noite de verão. Após uma chuva torrencial. E todos os problemas sem sentidos serem resolvidos. Mas nem toda justiça se faz aos homens na anseia de ter. E a vida sempre se esvai. E quantas vidas vêm. E tudo se constrói e tudo se destrói. Não há tempo. E insisto a mentir para mim mesmo. Adentro ao silencio. E nunca estou em silencio. E a noite se faz trevas e me faço solidão. Os problemas da humanidade não estão só na economia. Nem na política muito menos na religião. Estamos o tempo todo ausentes de nós mesmos. Por isto leio e releio as paginas dos livros. E nunca escrevo um só livro. E tudo sem mim funciona. Em tão para que nos ligarmos ao mundo?  O fazemos?  Toda metafísica esta presente em nós. E não nos apercebemos dela. Quer  mais magia que é o passar do tempo. Que se ver envelhecendo. Tudo se faz memória. E nada do passado existe. Só vivemos o presente momento. Tudo mera lembrança. Num só dia varias emoções. E um amontoado de ilusões. Paro tudo para ler um livro de economia. Sim de economia, nossas leituras não pode se prender só a poesia. Como se poesia fosse uma religião. Tudo  faz parte da vida. Nossa sociedade dividiu o conhecimento e o conhecimento é indivisível. As matérias são interligadas. E devemos estar ligados e desligados também. Ás vezes brinco que as crianças não se tira as pilhas. Quem dera eu tirar  minhas próprias pilhas. Hoje resolvi um problema relacionado há burrocracia. E ai sim respirei e curtir o Sol da tarde. Só não fiquei andarilho pela cidade. Pois tinha comprado um pedaço de manteiga no mercado de minha cidade. Peguei  o habito de comer pastel nesse mercado. E nunca paro. É uma ilusão bem prazerosa. Hoje falei com um amigo pelo computador. E  tudo se faz. E não se faz. Ando a ler de tudo. E continuo a não saber de nada. Tento esvaziar a mente. E sentir. Qualquer hora desta subo a montanha e fico lá um bom tempo. E vou seguindo o viver cotidiano. Enquanto não retomo a São Sebastião do Rio de Janeiro. Enquanto não mergulho na praia de Cocanha em Caraguatatuba. Aqui   em São Jose´dos Campos não ando de bicicleta. Aqui andamos de ônibus sempre cheio de vida. De ser humano. E eu gosto de ser humano. Pois ainda sou humano. E tudo se esvai na ampulheta. Agora se faz trevas em breve se fará luz. E esvai-se a vida. Em breve as águas de março. Agora Carnaval. E quero estar em silencio. Em alguma praia. Ou nesta casa. Só o Universo o sabe? E tudo vida, metafísica, realidade. Verdades e mentiras. Com o nascer e o apagar o dia. E a vida flui. Cadê minha bicicleta?  Minha motocicleta?  E a chave do portal? Ainda não tenho  chave. Ou tenho e não me apercebi dela? A noite se faz presente enquanto por causa do eu. O ser ausente. E um vento  adentra ao meu quarto e eu encerro este escrito. A uma noite e a busca do saber. A metafísica se faz real em nossas vidas  e só não  apercebermos. E uma barata passa. E finjo não vela. Adentrou ao meu quarto. E passeia por ele. Espero que não voe. E assim tudo se vai. E a ampulheta se faz areia.     

JOKA

joão carlos faria

Livro : O que é o liberalismo
De Donald Stewart Jr.
Editora : Ediouro

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


JOKA

O NASCER DO CRISTO ...

Todas as mentiras nos foram contadas. E as verdades cabe a nós descobrir. Enchemos-nos de vãs preocupações e todos os dias começam e acabam. Ouvimos boas músicas e a vida vai. Escorregamos em grandes escorregadores. E o tempo muda. E nunca nos transmutamos. Damos atenção a emoções que são baratas. E nunca vislumbramos o que realmente é real. Temos as cotidianas preocupações, como trabalhar, comer. Nossos instintos nos guiam. E ai o que fazemos para mudar?  Temer que o mundo acabe é uma grande insanidade. Calendários Maias e os livros sagrados falam de um fim. A todo instante nasce pessoas e morrem pessoas. Que  fazem seu destino. Jogamos cartas, lemos os horóscopos de jornais. Lemos muitos e muitos livros de auto ajuda, livros esotéricos e de poesia. E conseguimos ser os mesmos. E o tempo passa. Nossas vidas passam. E ai toda  metafísica do mundo não nos dá nenhuma resposta. O destino quem faz somos nós. Vivemos numa sociedade onde abrimos nossa intimidade para todos. Que prazer é este de gravar um ato sexual e espolo na internet. De tirar fotos de nus. Nossa vida esta exposta nos sites de relacionamento. Não podemos mais viver sem internet, sem celular. E tudo vira um grande show. Sempre me enveredei por estes caminhos. Só não devo ter transado em frente a uma câmera por simples falta de oportunidade. Graças ao Universo não o fiz. E hoje acho tudo uma grande bobagem. Penso não mais cometer estas barbaridades. E não julgo quem faz ou irá fazer. E tudo se esvai. E a velha solidão nos atormenta. Precisamos estar no universo virtual para dizer que existimos. E temos de fazer o mundo saber que existimos? Iludimos-nos com esta mídia. Para que achar bom que alguém viu uma postagem minha em algum site de relacionamento. E para que eles servem? O que eu pense ou deixe de pensar não interessa ao mundo. E porque devo me interessar pelo mundo. Se não sou dono de meu destino? Sigo as mais baixas sensações. Somos uma sociedade que se baseia em eventos esportivos. Num interesse pela política que nada interfere nos acontecimentos. Trabalhamos, estudamos, consumimos. E nada nunca realmente nos satisfaz. E o dia passa, não rezamos de forma correta. Nunca de fato nos entregamos ás meditações. E nossa cabeça sempre um barulho  e nunca o silencio. E nunca realmente comungamos com o Divino. E nem com a vida. Pois nunca damos atenção a nada sempre fazemos tudo pela metade. E a vida sempre adiada. Daqui a pouco Carnaval. E ai estamos paralisados. E tudo se esvai numa ampulheta. E não descobrimos que viver é ser simples. E nada mais. Eu escrevo , pois sinto-me vivo quando escrevo. Devo deixar a vaidade. Para de pensar em resultados. Escrever me dá o prazer e ponto. Nossa sociedade nos conduz as doces ilusões materiais de ter. Que seja fama, poder. E nunca colaboramos para que a vida do próximo seja melhor de verdade. Só vivemos nossa tosca vida medíocre e outro só serve se nos servir. Que o outro se faça nós. Que o outro seja eu. E ainda não o é. Estamos sós. Devemos  deixar de ser só. Vou indo a um cotidiano que me cerca. E uma ilusão que se chama vida. Espero que na próxima vez que Ore. Que Medite me entregue de corpo, alma ao que estarei fazendo. Deixe a ilusão do mundo para fora. E Deus realmente se faça presente em minha vida. Pois ainda não se faz. Pelo meu egoísmo. Faça - se a luz em nossos corações. Que o Cristo nasça em nós.

JOKA
joão carlos faria     

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


JOKA

Corações infames...

Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. E a noite sempre chega tememos muitas vezes a vida. Mesmo sabendo que a morte é uma simples passagem. Tememos a morte todo dia. Mesmo sabendo que acumular dinheiro é uma grande bobagem. Sempre queremos acumulalo. Mesmo que todo sucesso seja uma grande bobagem queremos todo o sucesso do mundo. Tudo é sempre mera vaidade. E a vida passa sem andarmos de bicicleta. Sem achar grandes amores. Sem entender grandes poetas. Religiões são muitas e DEUS é um. E tudo esta sempre vazio. E por isto consumismo em demasia. Enchemos nossos egos no consumo dentro das lojas. Queremos o carro mais novo. Sendo que o velho e barato nos leva aos mesmos lugares. A vida passa e aprisionamos pássaros em gaiolas. Pois nós mesmos já estamos presos em gaiolas. Não sabemos de fato o que é liberdade. Uma coisa sei liberdade não é um refrigerante ou uma marca de moto. Maltratamos o próximo. E sempre nos achamos legais, democráticos e livres. Quando ser livre é ter um emprego ridículo?  Bramir contra o próximo que só quer o direito a morar. Que quer o direito a um trabalho diguino. Sim  somos coniventes com todas as guerras que se fazem no mundo. Pois só queremos bens materiais. Esquecemos-nos do Divino que nos habita. Deus se faz distante de nossos corações. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Nossas cabeças estão em trevas. Nossos corações são de pedra. Invejamos a vida do outro. E nos esquecemos de nossa vida. Leio e releio Drummond e não entendo a simplicidade de sua poética. Desculpem leio poesia há muito tempo e ainda não sei ler. Vejo filmes comerciais e saco a mensagem que é nos passada. Mas a mensagem? A vida de fato tem algum sentido de nosso nascimento a nossa morte? Para que serve a família. A escola? Que forma o individuo para querer ter. E nunca ser. Para um mercado de trabalho cruel. Que nos prende a noção que viver é se der bem economicamente. Desculpem estamos vazios e nos enchemos de um suposto conforto. Casas grandes e vazias de livros. Academias lotadas e lugares para uma busca espiritual que seja verdadeira cadê vez mais vazios. Não ser faz parte de nossa vida. E tudo passa. Cada vez estamos mais velhos. E não nos preparamos para o que vem depois da morte. Nunca tentamos entender a morte? E a vida então passa batida. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Levamos-nos muito a sério. Vivemos com vãs ilusões. Queremos ter fama, poder, dinheiro. E tudo se esvai na ampulheta. Quando chove queremos sol. Quando tem sol queremos chuva. E ai? Não sei de nada. Mesmo que soubesse seria algo tão metafísico. Que não conseguiria descrever com palavras. Com raciocínio lógico. E tudo se esvai. Devemos adentrar dentro de nós e nos ouvir. Enquanto isso o sol brilha. E DEUS se diverte vendo suas criaturas viverem. A vida é metafísica. A vida é a realidade. A vida é dificuldades é feita também de vitorias. Estamos aqui há milênios indo e vindo. E tudo sempre passa e de fato não compreendemos Deus. Pois se não compreendemos nem a nós mesmos. E não queremos de fato nos entender? Por isso cada vez mais vazio. Cada povo cada cultura com suas interpretações do Divino. E eu aqui. Sentado. Tentando desvendar o indesvendavel. Vou-me embora para além do horizonte, Para alem de meus egos. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Insistimos em sofrer. Em nos apegar a uma realidade transitória. Tudo é vaidade. Tudo se esvai com o tempo só Deus é absulamente real. E nós ainda mera ilusão a se dissolver no tempo. Estou aqui agora. Em um breve tempo não estarei mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia.

JOKA
joão carlos faria       

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012


JOKA

O diabólico oficio do jornalismo

Por entre os SÚMERIOS, aves que cantam a meia noite. E a vontade de ver um encontro de Zenilda Lua com a carioca Ana Cristina Cesar que como Machado não me vieram ainda seus  livros. Só fragmentos de suas obras. A arte da palavra me consome por Entrementes leio Ricola. E também o questionar de Franklin Maciel. E tudo se esvai como a presença física de Elizabeth Souza que aprende o diabólico oficio de jornalismo. E vida vai. Meia noite pássaros cantam  no voar. Ouço Elis interplentando Zé Rodrix. E anseio por um banho de mar em minha Cocanha. E tudo se esvai na ampulheta. Mas o que seria um encontro de Zenilda com Ana Cristina Cesar?  Não sei, mas poetas se entendem e nem tudo é revolução?  Hoje acustumo-me a uma vida cotidiana. E aguardo numa rede á hora de trabalhar. Vejo o por do Sol. E a Mantiqueira bem distante. E se estas  duas mulheres  realmente se encontra-sem ?  No real Zenilda encontrou uma Ana Cristina do Pinheirinho que não se cala. Mas os injustiçados devem se calar? Não a poesia esta ai a servir para o questionar. E tudo passa e esta cidade já não é a mesma. E caímos de maduros. Só falta-nos um refletir da revolução?  E tudo se esvai. Cadê Elis? Mas hoje ainda temos muitas e muitas mulheres fortes. ZENILDAS, Elizabeth, Marias. Quantas Marias a nos cercar? E as cercas foram quebradas. E as casas destruídas. Bonecas quebradas. E as botas as mesmas botas que oprimem o homem e a mulher que quer o direito a vida. Talvez este fosse o dialogo de Ana Cristina e Zenilda. Ela Zenilda por profição assistente social. E Ana por destino caminhar por onde há injustiça aos povos. Sejam OS PINHEIRINHOS, as guerras no Oriente e no Ocidente. E o mundo gira. Guantánamo. Haquers. E o debater o que é de fato liberdade? Sempre as velhas discuçoes teológicas todos nos julgamos criadores de Deus. E ele a nós observar? E a cidade não é a mesma. Não somos os mesmos? E cadê nossos pais meu caro Belchior? E tudo flui. E cadê o canto dos pássaros livres a meia noite?  Meu relógio para. E adentra um Anjo em meu quarto. Que me abraça e me dá noticias.E canta sobre as injustiças. E a vida prossegue. Enquanto oramos a Deus por justiça. Não um Deus oficial ligado as  religiões. Mas um Deus real e  o concebo  e me relaciono com ele a minha maneira. E tudo flui num sonho estas mulheres dialogam conversam. E debatem este estranho mundo que ainda não desvendamos? Um admirável mundo novo?     

JOKA
joão carlos faria              

domingo, 5 de fevereiro de 2012


JOKA

A vida é chão pão e metafísica ...

Diante do espelho. Diante das águas de um riacho. Imagens se retém em mim. Diante do Kaos de minha consciência faço diálogos metafísicos. Converso sobre tudo. E o chão se abre sobre meus pés. Adentro há infernos. Desço escadas. Em mim tudo se desfaz. E me reorganizo. A noite passa. Eu em pesquisas. Tento me decifrar entre a beleza da natureza. E o belo feminino diante de mim. A mulher se faz presença em nossas vidas. Formas perfeitas. Não adentro ao riacho. Reflito-me em solidão. Mesmo estando próximo de pessoas. A tarde se foi. Não dormi. Meu Kaos se faz em mim. Diálogos sobre ética. E a ausência de mim mesmo. Tento me reconhecer em frente ao espelho. E não me vejo. Nunca fui. Salto dentro de minha ilusão. Adentro em pesquisas. Não sou não fui. Um dia serei. Papos sobre metafísica numa estrada. Debates teológicos. E minha fé inabalável. Tento ouvir todas as criticas, racionalizadas. E regresso a mim mesmo. A vida é feita de incertezas. De controvérsias de diálogos. Muitas e muitas vezes estamos mudos, surdos e não nos refletimos-nos outros. O egoísmo toma conta de nós. Nossos medos. E a vida é pura metafísica. Como o verde da mata. Vejo desenhos nas pedras. Faces. Sorrisos. Enquanto neste momento sinto fome. Sim minha fome é real. E a silenciarei em breve. Estamos presos os nossos instintos?  Desejos por sexo. Por um corpo junto ao nosso corpo. E no universo virtual isto nunca será satisfeito é pura ilusão. Hoje em dia abandonei velhas idéias. Nossa sociedade não esta pronta para novas experimentações e ousadias. Mas continuam em mim. Pois não sou e vivo tentando desvendar-me. Sou cego diante do espelho. Mesmo me vendo não me vejo. Sobrarão alguns dias para um simples banho de mar? Não sei. Só sei que Deus persegue-me. Não sei nunca o que sei. Tudo é vã teoria a teologia se não experimentarmos a vida. Não há metafísica se não compreendermos o básico da vida. Se não dominar meus extintos básicos. Sinto ainda não saber sobre o amor carnal. Tudo me é estranho, pois tenho o olhar e o ouvir de uma criança. Estou aberto a me questionar. Pois não sou. E não sendo tudo é novidade. A vida é chão, pão e metafísica. Tento e tenho fé no meu religar ao todo. Mesmo tendo os mais cruéis instintos. Tudo se faz mera ilusão só o ser e o todo se fazem real. E ainda não somos realidades. E sim sombras projetadas numa caverna. E  não me percebo. Devo aprender a te perceber. Hoje só vejo meu umbigo. Minha fome, minhas dores, meus pecados e quiçá meus amores ainda não acontecidos. Sinto-me num emaranhado numa grande teia. E acordo e não faço acordos. Busco que o Deus seja parte de mim. O universo se faz presente. A noite se faz quente. Ainda não chegou o Carnaval? Mera ilusão. Que nos libertemos de nossas prisões mentais. A vida vai como as águas de um riacho. Sou a Mantiqueira. Estou ainda adormecido. Tentando novamente tornar-me gigante. Ainda serei. Pois não sou. Negação de mim que se faz ilusão.

JOKA
joão carlos faria

sábado, 4 de fevereiro de 2012



São José precisa se refletir... 
Hoje tive a felicidade de encontrar o ser humano Ricardo Faria, um daqueles grandes jornalistas que temos o prazer de conviver. Hoje o leão estava calmo e pronto para ouvir. Um profissional do jornalismo brasileiro se bem que as imagens que Ricardo cria, tem ali um escritor, poderia nos deixar uma obra de ficção. O homem conhece tudo da cidade e do pais. Uma figura radical em suas convicções. Estava simplesmente trabalhando, enquanto eu estava em lazer. Se é que um cronista e escritor fica em lazer. Ele abordou moradores antigos, de várias classes sociais, com uma grande intimidade e anotou informações sobre a cidade e o caso Pinheirinho, que graças a vontade do povo e de grandes homens públicos como o senador Eduardo Suplicy, não cai no esquecimento. Esta cidade e o país precisa de moradias populares. A  especulação imobiliária toma conta da cidade. Na manifestação de quinta, que aconteceu aqui em São José dos Campos, a imprensa brasileira não cobriu. Essa cidade, pelo que soube,  necessita pelo menos, de quarenta mil moradias. Na cidade de São Paulo um prédio inteiro foi despejado. 
Devemos cobrar  os governos municipais, estaduais e o federal. Estamos nos preparando para uma ilusória Copa e uma Olimpíada, ferindo a autonomia do pais para uma FIFA e o Comitê das Olimpíadas. Isto é ridículo! Gastamos milhões para reformar estádios e construí-los, sendo que milhões de brasileiros simplesmente não tem onde morar. Devemos cobrar de PSDB ao PT, por mais moradias nestes pais. Acho necessário o nascer de um novo partido de esquerda neste pais, que tragam pessoas como Suplicy e o deputado Protogenes, ambos estiveram em São José. A esquerda atual esta viciada em cargos políticos, todos sempre querem ou queremos uma boquinha no Pai Estado. Não é para transformar uma cidade, simplesmente para se arrumar. Enquanto a educação no pais vai de mal a pior onde  professores ganham mal, as escolas funcionam mal, conteúdos defasados, os alunos protegidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, extrapolam  e fazem o que bem entendem  e nada pode ser feito. Estamos presos a uma grande burocracia. Vivemos num pais que precisa de reformas. E cabe a sociedade brasileira, sendo de direita ou esquerda, cobrar mudanças e  debater. Coisas que não acontecem nos Fóruns dos grandes jornais Nacional e local. Pensei em organizar um evento sobre isto na cidade,  mas estou indo para o ultimo ano do meu curso de Pedagogia, não me sobra tempo e não consegui nenhum apoio. Momentaneamente encerrei o projeto. 
Continuarei a escrever, pois a cidade e o país precisam de vozes discordantes, contra a alienação dos que se dizem ativista sociais. Eu já não estou em nenhum partido e sim no aguardo de uma movimentação que transforme a política nacional que nos livre da corrupção endêmica que há no pais. As empreiteiras, lobistas, grandes empresas são sócias do PSDB e PT. Cito os dois partidos, pois representam os pensares nacionais. O PT ainda com um viés humanitário. E o PSDB cada vez mais autoritário e  acefálico. Hoje fiquei sabendo, em plena Praça Afonso Pena que nessa cidade que amo, morreram pelo menos cem pessoas na ditadura militar. E cadê a justiça a estas pessoas e suas famílias?  Simplesmente denunciava-se uma pessoa por qualquer motivo. E este país continua sem memória. Mas a cidade sempre teve resistência. Na morte de Getulio houve confusão social na cidade,  uma população inteira entrando em confronto com a policia na época. Minha cidade sempre teve resistência. E hoje, vejo uma juventude se levantar, como o fizemos no Fora Collor. 
Chega! O Brasil carece de novas idéias e ações nos movimentos sociais. Chega de acéfalos achando que conduzem uma transformação social. Acéfalos vão continuar os mesmos brados e ações de vinte, trinta anos atrás, não tem uma leitura e uma reflexão do mundo de Anonymous, Hackers, ataques cibernéticos. As revoluções acontecem nas ruas, mas com reflexões. Estudos e ações com solidariedade ao próximo. Enquanto nos degladiamos e disputamos cargos que não existem, o cidadão do Pinheirinho sofre a ameaça de estar na rua. Esperamos que o governo federal tome a atitude sensata de desapropriar o terreno do Pinheirinho. E cobramos isto dos nossos candidatos. Que entrem nesta briga, mostrando para nós cidadãos, que podemos ter uma grande liderança política na cidade. Nossa cidade precisa de mudanças. Precisamos de lideres. Precisamos nos tornar lideres. Mudanças já. A revolução acontece nas ruas.
 JOKA
João Carlos Faria

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012


JOKA

Que cidade?

Escorrego e adentro a um imenso buraco. Caio em minhas ilusões. Navego por onde já sei que é mera ilusão. Não experimentar não é viver. O verão torna-se verão. E uma passeata por moradia. Pesquisas sobre Gnose. Uma conversa na noite passada. E muitas e muitas questões? Sempre em silencio revejo velhos amigos de jornada. Num instante mato saudades. Nestes dias ando fraco. E as tentações me seduzem. Encerrei várias páginas de lúxuria doce ilusão. Alguém me falou que quando morremos perdemos tudo. E há um tempo sem nada. E durante a conversa cheguei á conclusão que só a oração nos salva. Muitas e muitas dúvidas filosóficas e um universo inteiro a pesquisar?  Mas devo adentrar em mim mesmo para achar respostas. Sinto não Ser. Escorrego e adentro a um imenso buraco. Nunca fui. Hoje com milhares de pessoas a pedir Justiça ao Pinheirinho. Passamos num bar e o dono e uns fregueses revoltados com o Pinheirinho assim é minha cidade e poderia  ser qualquer cidade?  A lúxuria anda forte.  Fecho páginas de internet pura ilusão. Não somos e somos. Tudo se desfaz. Pesquiso o que ainda não sei. Se é que sei? Mas alguém sabe? Mera ilusão. Adentremos dentro de galáxias, escorreguemos por buracos negros. Naveguemos no hiper espaço. E estaremos aqui novamente?  O pecado esta dentro e fora. Tudo passa. E a realidade se desfaz. Queria ver disco voador num alto de um morro. Escorrego e adentro dentro de um buraco. O calor se faz presente na noite. Tudo ilusão. Quantos livros que não li nesta semana? Que cidade Ricardo Faria sempre repete. Mas poderia ser qualquer cidade? E ai?  Vi grandes cachões na América num vídeo sobre conspirações. A terra gira. Escorrego para dentro de um buraco. Não sou revi toda minha vida no sono da tarde. Um dia não terei este corpo físico. E ai tudo em vão. Sentir é viver? Somos limitados em nossos cinco sentidos. E tudo se perde dentro de um buraco. Hei de assistir a uma infinidade de filmes. Ei de ler muitos e muitos livros. E nada me livra da morte. Escorrego e adentro a um imenso buraco. Não sou. Nem poeta sou. Não escrevo ficção. E me ajoelho diante da mãe natureza. Adentro dentro da caverna? E por acaso já saímos da caverna? Parece algo Elizabethiano. Tem algo de mim em mim. Não sei. Sou mera personalidade. E num piscar de olhos não existo. E nos apegamos a tudo. O desapego tem que estar em nosso dia a dia. Pois dias nascem e morrem. Escorrego e adentro a um imenso buraco. Onde esta a caverna? Já saímos da caverna. A internet é uma grande teia ilusória. Onde tento comunicar-me e a cada clik estou mais só que nunca. Devo reduzir meu tempo virtual. E estou reduzindo. Mas tenho a imensa necessidade de escrever. As filosofias se debatem. As religiões se combatem. Cada um com sua verdade. E a verdade esta dentro de nós. Onde esta Deus? Gosto do Deus do filme Deus é Brasileiro com Antonio Fagundes. Eu não vejo. Mas sinto Deus neste dia quente de verão. Onde chupo sorvete. E caminho numa passeata pacifica. E a vida se desfaz. O dia se desfaz. E te saúdo leitor enquanto sinto-me vivo. Mas estamos aqui? Não sei. Sei que sou um cidadão comum. Sem poder fazer nada. Além de curtir a vida numa passeata. E nada muda. E não mudo nada. E continuamos com a ilusória mania de que faremos uma revolução usando a internet. Nada fazemos além de registrar nossos sonhos. Falar de nossas vidas. E tudo passa. E haveremos de ser eternos mesmo no inferno. Que Deus nos tire de lá. Pois só Deus liberta e busco ser libertário. Alguém anárquico. Quero asas. Quero voar. Eu não sei rezar. Sei recitar mantras. Nada mais. Hoje foi um dia que se fez historia. E a mídia como sempre se calou. Mas não calaremos enquanto vivermos. Tivermos saúde física e mental. Justiça aos povos que não tem sua habitação. Quantas terras neste planeta? E famílias não têm onde morar?  Combatemos o bom combate. No universo real e virtual. Estamos aqui e fazemos da maneira que sabemos. Na ilusória vontade de mudar. E tudo passa. Escorrego e adentro a um imenso buraco.

JOKA
joão carlos faria