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domingo, 29 de janeiro de 2012


JOKA

Ridiculamente humano.

Ao  Claudio Willer

Calo me. Em silencio meus Demônios se apoderam de mim. Sinto-me vivo. Tenho que me refletir. Descer dentro . Rever minha vida. Quem sabe minhas vidas para entender meus Demônios. Vivo com eles. Quando silenciam sinto falta , pois sei que não os destrui. Hoje caminhei pelas ruas. Depois de dormir. Sinto-me cansado. Não vejo novas escolhas. Novas utopias. Tudo um eterno cotidiano. Quero fazer mais que faço. E não consigo. Tudo me é estranho. Nunca estou contente comigo mesmo. Não me transformo. E meus Demônios não cicatrizam minhas feridas. Hoje revi minha vida numa tarde. E não há marasmos. Quantos filmes assisto?  E não escrevo um só roteiro. E quando meu coração parar de bater tudo terá algum sentido? Como viver uma vida inteira sem saber o siguinificado de amar? Alguém escreveu a Cláudio Willer que quer ser escritor. As pedras rolam. Ser escritor é descer a infernos como a geração Beat o fez. E qualquer geração de escritores. Conheço gente que se diz escritor, poetas e artistas. Mas somos ? Não sei. Quero afundar em minha lama, descer aos meus infernos dialogar com meus Demônios? E isto esta dentro de mim. Já não quero escrever por mera vaidade. Ganhar prêmios nos faz escritor? Ter reconhecimento nos faz escritor. Nunca há caminhos para se escrever ou fazer arte. E tudo é vã ilusão como canta o Eclesiastes. Tudo é poeira. Gosto da vida cotidiana ela nos tira qualquer ilusão. Mas nos mostra a beleza da vida. Como numa bela foto que vi no face mostrando uma chuva em Belo Horizonte. Hoje vi o dia findar-se numa paisagem urbana. Lá em baixo a rodovia Dutra com seus carros regressando de um final de semana. Tudo passa. Hoje esta quente e não há nada para se escrever e mesmo assim tudo poder ser escrito como vivido. Se eu descrevesse como meus demônios se fazem presentes em mim sairia um livro.  Não há oficinas que nos faça escritor. Não há faculdade. Nada. Um único caminho ler e escrever. Que seja a geração Beat. Que seja qualquer autor que toque nossa alma. Que nos leve a viver seu universo. Não tenho os caminhos para criar uma narrativa. Nem sei se terei. Só sei que devemos ler e escrever diariamente. Ler o mundo a vida as pessoas os animais. Quase perdi um cachorro quando o incentivei a sair de casa foi atropelado. Quando saímos de casa podemos também ser atropelados. Mas podemos descobri o amor que nos falta. Sim a vida pode ser piegas mas ela é real e tudo flui tudo acontece e não nos acontece. Ontem fiquei menos de meia hora dentro de um Shopping sai peguei um ônibus e parei numa padaria e achei um amigo que faz teatro ao acaso conversamos por mais de uma hora. E nesta hora decidimos o destino da cidade do pais e do planeta e não decidimos nada. Tudo é vida e morte. Já me bastou ganhei um dia. Estava disposto a ouvir. A vida não tem formulas. Portanto a escrita também não o tem. Se tiver de aprender a escrever um roteiro de cinema aprenderei. E tudo passa. Não estamos sós em nenhum momento enquanto escrevo um mundo inteiro respira. E expira. Pessoas nascem e pessoas morrem. Confesso acho que não gosto de crianças. E curso pedagogia. Então tem alguém dentro de mim que gosta de criança. E no momento esta dormindo. Somos pura contradição. A vida é cheia de contradições. Não sou nem bom nem mal sou ridiculamente humano. E um dia deixarei de ser humano? Mas de fato o que é ser humano? É algo além de ser consumista. De pensar só em mim mesmo. Então sou fruto da sociedade que existo então ainda não sou humano.  

JOKA
joão carlos faria

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