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domingo, 15 de janeiro de 2012


JOKA

Dom Sebastião cavalga em direção ao Pinheirinho

Toca-se o apito de trem. Ao fundo. Uma brisa invade o meu quarto. Tambores ao fundo. Caminho por dentro de mim mesmo. Não sou. Nem fui. Estou em silencio. Este vento gelado de chuva. Sinto sua presença em mim. Sinto-me. O silencio e a tranqüilidade talvez sejam as coisas mais importantes da vida. E gostamos sempre de estar em cena. Chega de ser pavão. Devo descobrir o solitário caminho de estar só. Mesmo na multidão. Olho para o céu não vejo as estrelas mas sei que estão lá. Tento olhar para dentro de mim. Para me enxergar não sou não fui. E serei? Tudo sempre passa. E nunca te vejo junto a mim. Tudo é uma ilusória vida. Estar em silencio é algo cheio de siguinifacado. Quero o mais ardente silencio. Meu corpo dói. Neste momento minha consciência se aquieta. Não tenho pressa simplesmente sei que existo. Não sei se resisto. Anjos dançam em volta de mim. Vejo na tarde um samba de Martinho da Vila dá vontade de dançar e danço. Só sem ninguém  a me recriminar. Desligo a TV após ver estratégias da geo política. Navego dentro de mim. Vejo Dom Sebastião em luta. Vejo-me em luta contra os monstros que me habitam. E são uma grande multiplicidade. De repente não sou. Curto a brisa de verão. Adoro este verão de chuvas. E curto minha inatividade para me reconhecer. Vejo um relâmpago no céu Dom Sebastião cavalga em direção ao Pinheirinho. Em sua luta sem trégua pelo povo oprimido.

JOKA
João carlos faria 

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