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terça-feira, 10 de janeiro de 2012


JOKA

Clarice sempre Clarice num espelho

Eis me aqui nesta noite de verão. Onde a temperatura esta fria. Meu coração quente. Vivendo as desventuras da vida. Este verão? Esta noite? Que nunca é igual a nenhuma noite. Muitos livros para ler. Muito a escrever. Em minha incomoda escrita. Nunca tenho certeza de nada. Caminho pela vida. Sempre a me pensar. Talvez eu pense demais e tenha pouquíssima  ação. Não sou líder de nada? Meu mundo sempre ilusório. O cotidiano é uma grande festa quando conseguimos observar e nos observar. Fiquei quinze dias sem escrever. Parece que foram séculos. Já não tenho a idéia que mudarei alguma coisa neste circo que chamamos de vida. O que eu fazia quando não havia nascido? E agora para que me serve todos os livros que li? Todos os livros que ainda possa escrever. Todos os filmes que quero produzir. E nunca produzo. Tudo mero sonho. Brinco numa praia. Caminho por uma cidade litorânea qualquer. Pois é verão e nossa sansara. Pede-nos para sermos mais felizes. Que mentira, devemos ser felizes  a vida toda. Experimento a dor física. Vejo o meu envelhecimento quando olho-me no espelho. E onde anda Clarice que se perdeu ou se achou no espelho? Choro as ausências de amigos que passaram. Devo é curtir os que estão presentes. Lido com burocracias. Caminho por hospitais e consultórios médicos. Com minha garganta frágil não recito mantras, não leio livros e não medito. Vejo Zumbis na cracolandia. Vejo as pessoas se alcoolizarem em fins de semana. Vejo estradas lotadas de carros. Num Kaos pela simples felicidade de um verão. Tudo é passado a partir deste momento. Mas curto este frio glacial em pleno verão. Enquanto isto casas desabam nas cidades. Pessoas podem ser expulsas de suas casas. E não faço nada além de escrever. E tudo passa. Ajeita-se. Muitos amigos já estão mortos. Vivo sempre em minha cômoda ilusão. Não sou profeta. Nem sei se sou poeta? E deveria ser?  E ai é tudo vaidade. Ler revistas de variedades em consultórios médicos e ver o quanto somos fúteis enquanto civilização. Dizimamos muitas tribos indígenas. E tudo passa quando ando de bicicleta. Onde estão minhas cachoeiras? Elas me fazem sentir a vida. Adentro a uma tela de cinema e multiplico nos heróis que assisto. Quando saio de um cinema sou o homem aranha. Ás vezes de relance consigo compreender o que se diz no filme 2001 uma odisséia no espaço. Perco-me e não acho Clarice dentro do espelho. Um dia acharei o portal de entrada e saída do espelho. E estarei junto a Clarice. E tudo se vai, não faço versos. Não encanto o mundo com minhas palavras. Que bela noite de silencio. Só o latir de cães. Espero dormir com Anjos chega de ver meus Demônios. A dor física que reflete minhas dores da alma. Que a justiça se faça e que os moradores do Pinheirinho consigam suas casas. Temos  o direito há moradia eles também o têm. O homem tem direito a moradia, trabalho, saúde, cultura, educação e a nossa escrita deve refletir isto. Somos parte do universo. Se eles tem fome. Também se reflete em nós. Tem-se sede a sede também é nossa. A vida esta além de valores materiais. Todos temos que comer nosso pão de cada dia. E também entender o pão do espírito e consumilo. A vida se esvai numa ampulheta. E outras vidas virão no eterno circulo. Deus se faz presença em nós. Saboreamos o pão de cada dia em que simplesmente respiramos.           

JOKA
joão carlos faria

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