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domingo, 29 de janeiro de 2012


JOKA

Ridiculamente humano.

Ao  Claudio Willer

Calo me. Em silencio meus Demônios se apoderam de mim. Sinto-me vivo. Tenho que me refletir. Descer dentro . Rever minha vida. Quem sabe minhas vidas para entender meus Demônios. Vivo com eles. Quando silenciam sinto falta , pois sei que não os destrui. Hoje caminhei pelas ruas. Depois de dormir. Sinto-me cansado. Não vejo novas escolhas. Novas utopias. Tudo um eterno cotidiano. Quero fazer mais que faço. E não consigo. Tudo me é estranho. Nunca estou contente comigo mesmo. Não me transformo. E meus Demônios não cicatrizam minhas feridas. Hoje revi minha vida numa tarde. E não há marasmos. Quantos filmes assisto?  E não escrevo um só roteiro. E quando meu coração parar de bater tudo terá algum sentido? Como viver uma vida inteira sem saber o siguinificado de amar? Alguém escreveu a Cláudio Willer que quer ser escritor. As pedras rolam. Ser escritor é descer a infernos como a geração Beat o fez. E qualquer geração de escritores. Conheço gente que se diz escritor, poetas e artistas. Mas somos ? Não sei. Quero afundar em minha lama, descer aos meus infernos dialogar com meus Demônios? E isto esta dentro de mim. Já não quero escrever por mera vaidade. Ganhar prêmios nos faz escritor? Ter reconhecimento nos faz escritor. Nunca há caminhos para se escrever ou fazer arte. E tudo é vã ilusão como canta o Eclesiastes. Tudo é poeira. Gosto da vida cotidiana ela nos tira qualquer ilusão. Mas nos mostra a beleza da vida. Como numa bela foto que vi no face mostrando uma chuva em Belo Horizonte. Hoje vi o dia findar-se numa paisagem urbana. Lá em baixo a rodovia Dutra com seus carros regressando de um final de semana. Tudo passa. Hoje esta quente e não há nada para se escrever e mesmo assim tudo poder ser escrito como vivido. Se eu descrevesse como meus demônios se fazem presentes em mim sairia um livro.  Não há oficinas que nos faça escritor. Não há faculdade. Nada. Um único caminho ler e escrever. Que seja a geração Beat. Que seja qualquer autor que toque nossa alma. Que nos leve a viver seu universo. Não tenho os caminhos para criar uma narrativa. Nem sei se terei. Só sei que devemos ler e escrever diariamente. Ler o mundo a vida as pessoas os animais. Quase perdi um cachorro quando o incentivei a sair de casa foi atropelado. Quando saímos de casa podemos também ser atropelados. Mas podemos descobri o amor que nos falta. Sim a vida pode ser piegas mas ela é real e tudo flui tudo acontece e não nos acontece. Ontem fiquei menos de meia hora dentro de um Shopping sai peguei um ônibus e parei numa padaria e achei um amigo que faz teatro ao acaso conversamos por mais de uma hora. E nesta hora decidimos o destino da cidade do pais e do planeta e não decidimos nada. Tudo é vida e morte. Já me bastou ganhei um dia. Estava disposto a ouvir. A vida não tem formulas. Portanto a escrita também não o tem. Se tiver de aprender a escrever um roteiro de cinema aprenderei. E tudo passa. Não estamos sós em nenhum momento enquanto escrevo um mundo inteiro respira. E expira. Pessoas nascem e pessoas morrem. Confesso acho que não gosto de crianças. E curso pedagogia. Então tem alguém dentro de mim que gosta de criança. E no momento esta dormindo. Somos pura contradição. A vida é cheia de contradições. Não sou nem bom nem mal sou ridiculamente humano. E um dia deixarei de ser humano? Mas de fato o que é ser humano? É algo além de ser consumista. De pensar só em mim mesmo. Então sou fruto da sociedade que existo então ainda não sou humano.  

JOKA
joão carlos faria

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


JOKA

Não há dor ?

A vida segue ouço o barulho das estrelas, nu sinto o frio a me envolver. A tarde se faz presente tudo gira. Um sono que vem na tarde. Ouço  A like Rolling Stones o mundo gira. Pedras não criam limo. E eu um completo idiota nesta vida que se faz sem sentido. Eu não transformo nada nem a mim mesmo. Já não tão palhaço. Não me travisto de mulher como Laerte sou eu mesmo, mesmo não sendo tenho ainda cem anos para viver. Ai nem memória serei, tudo se desfaz no vento. Plantemos Pinheirinhos. Ocupemos terras sem donos. Onde há justiça nesta vida? E nos perdemos em vãs religiosidades. Somos enquanto sociedade Cristãos? Mas de fato onde somos Cristãos? Tudo vã ilusão o tempo do poder passa e nós poeira no universo. Minhas idéias não são nada. Tudo é pó. Curto o dia de férias. Enquanto o mundo lá fora desaba. Ouço o cantar de pássaros presos em gaiolas. Desculpem eu não existo não sou. E não fico em silencio. Embora , sei que meu grito não repercute. Sei que de muitas maneiras sou injusto. Somos injustos. Nossa solidariedade é falsa não sentimos dor nenhuma. Tenho vergonha de minha ausência de sentimentos. E de minha inútil escrita. As pedras rolam assisti ao Rei da Califórnia. Mergulhei junto com ele no rio que passava em baixo de um supermercado. Tudo é kAs se faz kAs e onde esta á harmonia? Onde esta o sentimento de solidariedade? Vejo meus egos se aflorarem vê muitas recorrências. Pregar a violência contra as autoridades públicas é inútil. Pensei em extermínio físico. Justamente eu que não mato insetos. E somos insetos. Estas autoridades não são nada. Sofrerão com nós. O desiguinios da justiça Divina. De fato só há DEUS. E nada além de DEUS. Não falo em Igrejas oficiais. Não ligo para o institucional e sim para o DEUS que me habita. DEUS esta dentro e fora. E a serpente morde o próprio rabo. Justiça ao povo do Pinheirinho. E o mundo vira a pagina. E as pedras rolam. Não sou não fui nem serei. Chega de vaidades a crueldade se faz presente dentro de mim. Sou bem e mal e nunca sou. Viver é estranho. Não ser é estranho. Já não sonho com o poder.Só quero estar numa praia ou no alto da Mantiqueira. A injustiça reina. Mas será curta.Fora os falsos lideres. Estes que tem o controle dos desgovernos. Vou-me embora. Vou adormecer. E horo a DEUS peço justiça. Não há minha idéia de justiça. Mas há divina e eterna justiça. Que sejam os maus arrojados no Abismo. Que saltemos o abismo. A morte vem num cavalo. E decepa nossas cabeças. Ai ai ai de nós se justos não formos.

 

JOKA

 

joão carlos faria       

 

 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012


JOKA

PINHEIRINHO justiça social?

A  função social da escrita cada vez vê-me mais distante de uma obrigação de uma escrita com teor literário a escrita para mim deixa a função meramente estética de escrever para se fazer arte? Num momento grave do planeta? Da cidade que moro de meus pais. Não vejo nenhuma vaidade em me aparecer enquanto escritor. Sei da importância de um poema, de um romance no momento leio mais que nunca. Mas qual a função de um escritor? Não estou só o mestre da literatura universal Leon Tostoi seguiu este caminho nos mostrou este caminho. Sei que não iremos mudar o mundo? Mas quando escrevemos estamos refletindo a nós mesmos e nossa postura ética? Ontem no Bola de Meia foram muitas as reflexões. Mas quando cheguei lá senti o mesmo ar de sempre nos meus mais de vinte anos de militância? Se é que podemos nos chamar de militantes? Nossa interferência é mínima. Sei do papel de governos seja ele o municipal, estadual e federal. A questão do Pinheirinho expõe ao pais o déficit de moradia que há no pais inteiro? E o minha casa nossa vida? Do governo federal resolve de fato o problema? Só vimos o preço de o imóvel aumentar na cidade e nos pais inteiro?  E a chamada fila da moradia resolve o problema? O PSTU neste oito anos bancou sozinho o Povo do Pinheirinho neste oito anos fui lá uma única vez a duas semanas. Mesmo se fosse antes o que um cidadão pode fazer? De fato só temos direito a voto ? Seja eu ou qualquer um. E sim estejamos atentos e participemos das eleições. No momento estou sem partido e continuarei assim. Não entro no PSTU ou PSOL, pois apoio o governo Dilma. E não entro no PT, pois já fui filiado. E para mim seria um retrocesso. Sei que só se muda este pais estando num partido? Mas não é a hora de mudarmos este jogo. Que pena que não vi nenhuma novidade além de uma juventude que começa a se interessar na reunião de ontem no Bola de Meia. No mais sempre mantemos aquelas bobagens de todos nos apresentarmos. E depois todos os discursos. Acabo indo nestas reuniões hoje em dia para ver pessoas. Sei que elas não transformam. Não temos o fio da ninhada. Não temos um insiste novo. Para mim só vejo mudanças num Sindicato e no PSTU que comprou o briga do Povo do Pinheirinho nestes últimos oito anos. E nós ? Sempre perdidos numa atuação política somente de discursos que não nos leva a nada. Somente a satisfação de nosso ego. Eu estou envergonhado com minha atuação e de meus  companheiros. Não estamos intervindo de fato nos acontecimentos estamos paralisados? E esta podre elite sabe disto. Numa conversa paralela que acho o supra sumo destes encontros se aventou a hipótese de tentativa de se desestabilizar o governo Dilma já tinha ouvido isto antes? Nosso Vale do Paraíba é á base da extrema direita nacional. E nosso governador é daqui. Tomemos todos os cuidados. Devemos fortalecer a oposição e participarmos ativamente das eleições municipais deste ano. Mas é duro ver pobres atacando pobres como no site do jornal O VALE com base no anonimato. Eu não tenho respostas ? Tenho perguntas? Faço parte dos descontentes. Precisamos criar mudanças, refletir nossas atitudes políticas. Repensar estratégias. Acho válido se chamar uma reunião como Moraes fez. Mas é hora de mudarmos a maneira como há conduzimos. A sociedade é política. A sociedade não é isenta. As pessoas têm opiniões e na nossa atitude no dia a dia a ações de direita e de esquerda às vezes somos democráticos ou autoritários refletimos não somos anjos e nunca somos donos da verdade. Sei que tem uma população inteira jogada em abrigos. Mas gente que luta por um lugar ao Sol como nós. Eles estão sem seu direito há moradia. Tento me imaginar no lugar deles e não consigo. Sei o que é a vulnerabilidade de um desemprego. De ficar sem dinheiro. Mas nunca senti na pele a ausência de um teto. E só aquele povo sabe e experimenta este horror. Eles clamam por justiça. E cadê a justiça. Enquanto temos onde dormir, tomar banho, comer. Este pai precisa mudar e não pode entrar numa instabilidade política. Cadê o desenvolvimento econômico para o POVO DO PINHEIRINHO?  Justiça social quer ver a atuação prática do município do estado e da união. Queremos ação. Eu não tenho o poder de fazer. Só tenho minha reflexão e um teclado de um computador. Doa a quem doer. E dói mais neste povo desabrigado.

JOKA
joão carlos faria                                      

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012


JOKA

São Jose´dos Pinheirinhos

Era em São José dos Campos com suas ruas tortas, sua elite porca. Que derrama sangue de crianças. O voto sempre mal contado. Cidade do progresso. Mas que progresso? Para uns poucos. Cadê o Povo do Pinheirinho?  Todos numa Igreja. E tudo se desfaz. E a elite sempre arrogante. Sem ajudar. Sem dar apoio. E um pais  se levanta, mas em vão? Cadê a justiça que não se faz a estes desabrigados. Cadê? Hoje vi uma população revoltada. Atenta ao que esta se passando. Muitos contra muitos a favor. Sem transporte. Esta é a cidade? É a nossa cidade? Mas sou mineiro do Sul de Minas, vivo aqui á quarenta anos ? Também sou migrante. Esta é a nossa cidade é a São José do Pinheirinho. Cadê a pulgente cidade dos centros espaciais. Das grandes indústrias. Sempre pagamos tudo caro nesta cidade. Nesta administração que sucateou uma Fundação Cultural. Que conseguiu jogar a população contra uma Fundhas.Que tem uma educação pública que forma gente egoísta. E ensina o valor do tecnicismo. E todos somos sínicos numa cidade. Extremamente militar. Governada por gente reacionária. Que cultuam os mandos da ideologia de mercado. O que o PSTU fez foi organizar uma comunidade pobre com uma infra do Sindicato dos Metalúrgicos. Querem tirar dividendos ou não? Fizeram sua parte por oito anos mantendo o sonho de ter um imóvel. De ter onde morar. Esta gente morava em barracos. Esta gente dorme agora numa Igreja. E a José? E ai Geraldo? Com sua lei? Com sua justiça? E o povo ao vento. Com uma proteção de uma Igreja que se faz social. Hoje vi os munícipes indiguinados pela rua de nossa cidade. Era em São José dos Pinheirinhos. Que a justiça se faça. Moradia para o Povo do Pinheirinho.

JOKA
joão carlos faria

domingo, 22 de janeiro de 2012


JOKA

PINHEIRINHO   O VALE SE MANCHA DE SANGUE ...

O ódio que vimos ao longo deste  dias e que culmina nesta tragédia. Não pode se apoderar de nós. Não queremos e não devemos ser cegos  a injustiça. A uma policia violenta. Mantida por uma podre elite Paulista. Que se mantém no poder a muito tempo. E uma parte significativa da população que se faz cega de ódio ao povo que ali morava o Povo do Pinheirinho o que este povo quer?  É o que temos o direito a moradia. Vivemos numa cidade onde a especulação imobiliária alcançou um valor estratosférico e mentiroso no valor de imóveis. O povo do Pinheirinho quer ter o que temos uma moradia. Um lugar para criar filhos. Manter sua família com diguinidade e são tirados daquele terreno com uma grande violência. Isto tem que ser mudado nestes pais. Este desamor. Esta falta de governo. Que se submete ao interesse da especulação imobiliária de uma cidade de um estado. O Vale se mancha de sangue. E a estúpida Rede Globo põem no ar que ali era uma cracolandia. Eles ainda pensam que o povo é cego. Hoje a internet. Com twiter, facebook, blogs. Jornalismo alternativo. O mundo se transforma é os  Coronéis de São Paulo se mantém os mesmos. Que as eleições democráticas nesta cidade demonstrem mudança. Vamos nos manter mobilizados na cidade e no pais. Vamos vencer o ódio. Vamos fortalecer os movimentos sociais. A luta esta ai sempre e cada vez mais forte. Apesar desta elite Paulista podre, corrupta. E acéfala. Que incita povo contra povo. O AMOR ao próximo a de vencer. Este mau que nos cerca o ódio. Este individualismo tacanho. Que acha que você e sua família estiverem bem que se dane o resto. Não quero que pobre se exploda, pois financeiramente sou pobre. Mas buscamos nosso enriquecimento espiritual. O direito a moradia desta comunidade deve ser respeitado? Vamos lutar pelo povo do Pinheirinho. O bem há de vencer o ódio. A luta só esta começando. Combatemos o bom combate. Com a espada da Justiça que nunca foi cega.

JOKA
joão carlos faria

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


JOKA

Sombra por entre uma fresta a luz ...

Liberdade é um desafio  que se constrói todos os dias. Na luta pela sobrevivência. Corremos sempre todos os riscos. Adentramos ao universo de existir. Somos pipas a voar soltas devemos nos tornar águia  que sabe por onde voa. A vida flui em dores reais e metafóricas. A noite  se faz. E vôo em minha imaginação. Vôo em busca do que ainda não sou. Passos em falso. A perna treme  irei saltar o abismo. Jesus Cristo este seu amar ao próximo é algo tão difícil nos dias em que vivemos. O ódio cega. Organizamos-nos em religião. Em estado e governos. Nossa burocracia é injusta aos mais fracos. A sede pelo consumir nos corrói e nos afasta de nossas essências. Liberdade se perde em ausências de sentido. Sem  Tu sem Deus não somos nada. Ai ai ai de nós que vivemos em corpos que não tem alma. Sedentos do sangue do próximo. Que não vemos que somos nós mesmos. Para que tanto um supermercado de religiões que de fato não une o ser humano ao seu divino?  Somos hipócritas e seremos arrojados  no inferno para sermos queimados vivos. Quero chegar ao real e tudo me é dor. Ausência de luz. Só sombras. Quero sair deste maléfico labirinto. Chega ha dor nos corrói e não nos deixa ver uma simples fresta de luz. A justiça ainda se fará.    

JOKA
joão carlos faria

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012


JOKA

Pinheirinho

 A construção coletiva de uma nação ....

O calor e as chuvas neste verão deixam-me felizes a vida flui. Em seu ritmo e a cidade começa a respirar. Após tempestades negras. E a lei se faz presente para alguns. A democracia se consolida. E somos tão efêmeros diante disto tudo. A dor da botina. De uns cassetetes. E as armas em punho. Guardam-se a cidade repousa. E a chuva que cae em minha casa. Cae no Pinheirinho. A vida é bem mais que estética, vaidades e poder. O povo merece trabalho. Merece construir uma diguinidade. Merece o direito a moradia. E o pais se fortalece e se discute. A democracia numa crise partindo de um rico município. Agora respiramos o ar quente de um verão. Esta quente e nem havíamos percebido. A chuva de verão. Esta noite todos dormiremos em paz. Desculpem não fui me amarrar a nenhum poste. Ficar acampado. Desculpem-me não sei fazer isto. Só sei refletir as questões um pouco. Sou cidadão normal até demais. Que vê a historia se fazer diante de si. A solidão e o vazio existencial estão presentes em nossas vidas. Desesperei-me com o desespero do próximo. Não entendo como uma cidade carrega tanto ódio e desinteresse ás causas sociais. Tento refletir de maneira intelectual. Mas ai eu iria só refletir. E o Deus que habita em mim e eu nele. Dizem que a ignorância é sabedoria mentira. Pensar e refletir são importantes. E não somos impotentes. Temos um Deus que nos habita.Ler o mundo de dentro para fora. Cabe a nos ver todas as filosofias que já foram escritas. Mas elas refletem este calor noturno. E o prazer desta chuva que cae calma? Desculpem-me insisto eu não existo ainda. Tenho uma multidão de medos. Que devo superar. Quando vi alguém nos pedir dinheiro para comprar gasolina para defender a ocupação pensei e refleti em todas as bases éticas. E uma amiga prontamente atendeu. E eu estava sem dinheiro trocado no momento. Adorei as músicas que estavam sendo tocadas naquele acampamento. E as crianças querendo brincar com a maquina fotográfica , fiquei com vontade de dar minha maquina. Desculpem-me não sei dar uma oficina de arte. Mas quando aprender e criar coragem darei naquela comunidade e em tantas outras que precisarem. Não saio o mesmo desta luta social. Vejo florecer em minha cidade. Em meus pais um espírito de rebeldia contra o mau que esta estabelecido e será destronado. O movimento contra o capital esta mais forte do que nunca nos Estados Unidos a mídia esta sufocando, mas as informações chegarão a nós. Precisamos refletir em alternativas econômicas como as cooperativas sou um só não sou líder de nada, não tenho carisma minha única arma e pensar e escrever. E isto venho  fazendo há anos. E sempre farei. Eu sei da dureza que é viver sem emprego, sem perspectiva econômica. Para mim já melhorou bastante serei, mas um professor eventual nas precárias escolas do Estado de São Paulo escolas que sempre estudei e hoje sei que são mais precárias que na minha época. Que tive muitos bons professores. Escolas hoje sem regras, sem limites onde se usa drogas nos banheiros. Estarei engrossando força junto a Apeospe e somando a luta. A vida de nós brasileiros e esta. Cadê esta economia forte em nossas vidas? Precisamos estar cada vez mais engajados nas lutas sociais. Mas criar uma luta para criar os meios de produção do trabalhador do povo. Ser simplesmente trabalhador já não constrói uma nova sociedade. É hora do refortalecimento do processo de cooperativas. A luta esta ai só começando. O PINHEIRINHO é uma cooperativa uma cooperação para se ter onde morar. Pensemos coletivamente em maneiras de geração de renda. Não quero ser mais trabalhador quero ser dono de meu nariz. E de forma coletiva.                   

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joão carlos faria

domingo, 15 de janeiro de 2012


JOKA

Dom Sebastião cavalga em direção ao Pinheirinho

Toca-se o apito de trem. Ao fundo. Uma brisa invade o meu quarto. Tambores ao fundo. Caminho por dentro de mim mesmo. Não sou. Nem fui. Estou em silencio. Este vento gelado de chuva. Sinto sua presença em mim. Sinto-me. O silencio e a tranqüilidade talvez sejam as coisas mais importantes da vida. E gostamos sempre de estar em cena. Chega de ser pavão. Devo descobrir o solitário caminho de estar só. Mesmo na multidão. Olho para o céu não vejo as estrelas mas sei que estão lá. Tento olhar para dentro de mim. Para me enxergar não sou não fui. E serei? Tudo sempre passa. E nunca te vejo junto a mim. Tudo é uma ilusória vida. Estar em silencio é algo cheio de siguinifacado. Quero o mais ardente silencio. Meu corpo dói. Neste momento minha consciência se aquieta. Não tenho pressa simplesmente sei que existo. Não sei se resisto. Anjos dançam em volta de mim. Vejo na tarde um samba de Martinho da Vila dá vontade de dançar e danço. Só sem ninguém  a me recriminar. Desligo a TV após ver estratégias da geo política. Navego dentro de mim. Vejo Dom Sebastião em luta. Vejo-me em luta contra os monstros que me habitam. E são uma grande multiplicidade. De repente não sou. Curto a brisa de verão. Adoro este verão de chuvas. E curto minha inatividade para me reconhecer. Vejo um relâmpago no céu Dom Sebastião cavalga em direção ao Pinheirinho. Em sua luta sem trégua pelo povo oprimido.

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João carlos faria 

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Que venha Dom Sebastião

Era em Portugal. Um jovem Rei que se lançou a guerra e se perdeu em batalha e muitos séculos se passaram ninguém sabe de Dom Sebastião?  Uma nação tropical se fez. Chamada Brasil e Dom Sebastião temível cavaleiro. Esta ai. Quem sabe sempre a onde a injustiça reina ele esta lá. Dom Sebastião. Eu vi num certo lugar chamado Pinheiro muito jovens se preparando para um injusto combate, armados de bambu, foices e martelos. Sitiados pela ganância da especulação imobiliária. Fruto do velho capitalismo sempre em ruínas. Qual é o direito do ser humano? Morar, estudar, trabalhar, viver com dignidade?  E isto tenta ser roubado destes e de milhares de brasileiros. Mais triste é ver uma população mudibriada pela ilusão de consumo e achar que ter é mais importante que ser. E triste ver o povo se deixar ser jogado contra o povo. Acreditam numa fila? O que é uma fila? É uma ilusão burocrática de governos que nada querem resolver. Pois dinheiro neste  pais não falta. Só falta é acabar com as espertezas dos que administram os recursos que são públicos. E os jovens se armam. Para combater um combate? Quiçá não se combata. É a vida que vale menos que um pedaço de chão. Enquanto quem trama tudo esta num conforto. E na tranqüilidade. Quem de fato decide não tem coração? Mas que coração tem eles? Dono da decisão na frieza da burocracia? As leis devem existir para proteger o cidadão comum e não os que detém um poderio econômico. Invocamos Dom Sebastião para que venha defender o exercito do Pinheirinho. Para que esteja lá em espírito orientando esta juventude. A justiça será feita sem que haja derramamento  de sangue? Aguardemos o desfecho? Que venha Dom Sebastião.

JOKA
joão carlos faria
  

terça-feira, 10 de janeiro de 2012


JOKA

Clarice sempre Clarice num espelho

Eis me aqui nesta noite de verão. Onde a temperatura esta fria. Meu coração quente. Vivendo as desventuras da vida. Este verão? Esta noite? Que nunca é igual a nenhuma noite. Muitos livros para ler. Muito a escrever. Em minha incomoda escrita. Nunca tenho certeza de nada. Caminho pela vida. Sempre a me pensar. Talvez eu pense demais e tenha pouquíssima  ação. Não sou líder de nada? Meu mundo sempre ilusório. O cotidiano é uma grande festa quando conseguimos observar e nos observar. Fiquei quinze dias sem escrever. Parece que foram séculos. Já não tenho a idéia que mudarei alguma coisa neste circo que chamamos de vida. O que eu fazia quando não havia nascido? E agora para que me serve todos os livros que li? Todos os livros que ainda possa escrever. Todos os filmes que quero produzir. E nunca produzo. Tudo mero sonho. Brinco numa praia. Caminho por uma cidade litorânea qualquer. Pois é verão e nossa sansara. Pede-nos para sermos mais felizes. Que mentira, devemos ser felizes  a vida toda. Experimento a dor física. Vejo o meu envelhecimento quando olho-me no espelho. E onde anda Clarice que se perdeu ou se achou no espelho? Choro as ausências de amigos que passaram. Devo é curtir os que estão presentes. Lido com burocracias. Caminho por hospitais e consultórios médicos. Com minha garganta frágil não recito mantras, não leio livros e não medito. Vejo Zumbis na cracolandia. Vejo as pessoas se alcoolizarem em fins de semana. Vejo estradas lotadas de carros. Num Kaos pela simples felicidade de um verão. Tudo é passado a partir deste momento. Mas curto este frio glacial em pleno verão. Enquanto isto casas desabam nas cidades. Pessoas podem ser expulsas de suas casas. E não faço nada além de escrever. E tudo passa. Ajeita-se. Muitos amigos já estão mortos. Vivo sempre em minha cômoda ilusão. Não sou profeta. Nem sei se sou poeta? E deveria ser?  E ai é tudo vaidade. Ler revistas de variedades em consultórios médicos e ver o quanto somos fúteis enquanto civilização. Dizimamos muitas tribos indígenas. E tudo passa quando ando de bicicleta. Onde estão minhas cachoeiras? Elas me fazem sentir a vida. Adentro a uma tela de cinema e multiplico nos heróis que assisto. Quando saio de um cinema sou o homem aranha. Ás vezes de relance consigo compreender o que se diz no filme 2001 uma odisséia no espaço. Perco-me e não acho Clarice dentro do espelho. Um dia acharei o portal de entrada e saída do espelho. E estarei junto a Clarice. E tudo se vai, não faço versos. Não encanto o mundo com minhas palavras. Que bela noite de silencio. Só o latir de cães. Espero dormir com Anjos chega de ver meus Demônios. A dor física que reflete minhas dores da alma. Que a justiça se faça e que os moradores do Pinheirinho consigam suas casas. Temos  o direito há moradia eles também o têm. O homem tem direito a moradia, trabalho, saúde, cultura, educação e a nossa escrita deve refletir isto. Somos parte do universo. Se eles tem fome. Também se reflete em nós. Tem-se sede a sede também é nossa. A vida esta além de valores materiais. Todos temos que comer nosso pão de cada dia. E também entender o pão do espírito e consumilo. A vida se esvai numa ampulheta. E outras vidas virão no eterno circulo. Deus se faz presença em nós. Saboreamos o pão de cada dia em que simplesmente respiramos.           

JOKA
joão carlos faria